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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Lisboa: Cardeal-patriarca apresenta caridade como «absoluta novidade cristã», em dia de festa

Agência Ecclesia 03 de Julho de 2017, às 12:19        

D. Manuel Clemente presidiu a quatro ordenações diaconais e cinco presbiterais no Mosteiro dos Jerónimos


Lisboa, 03 jul 2017 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou que “renascer para Deus e para todos” é a “absoluta novidade cristã”, na homilia proferida este domingo durante a Missa de ordenação de cinco padres e quatro diáconos, no Mosteiro dos Jerónimos.

“Jovens ou idosos, homens ou mulheres, casados, solteiros ou celibatários, para todos nós esta é a irredutível condição batismal. Morrer com Cristo para todo e qualquer tipo de egoísmo e renascer com Cristo para toda e qualquer forma de caridade, espontânea ou urgente, em cada estado e condição de vida e chamamento divino”, sublinhou D. Manuel Clemente.

A homilia enviada à Agência ECCLESIA, teve como tema ‘O tamanho da cruz’, realçando que seguir Jesus “é vocação de «todos» os batizados”, tomando a cruz de cada dia.

“A eternidade é do tamanho da entrega. Do tamanho da cruz”, acrescentou no Mosteiro dos Jerónimos.

O cardeal-patriarca de Lisboa realçou que hoje "tudo pode entreter” as pessoas e “distrair dos outros - e do Outro absoluto”.

“Criámos assim uma enorme distância da terra ao céu e uma rotura imensa entre criação e Criador, que só Deus pôde ultrapassar em Cristo, quando a própria morte foi preenchida pela sua vida, retribuída”, desenvolveu.

Aos novos ordenados, o prelado referiu que “a cruz tem dois segmentos, vertical e horizontal” e explicou que, na Igreja latina, o padre, celibatário, se apresenta “numa nova verticalidade, que sempre aponta para o alto, abrindo todas as ocasiões da vida àquele maior cume em que realmente «só Deus basta»”.

“Onde, de verdade, chega um sacerdote, as palavras ganham o sentido último, os gestos assinalam atitudes definitivas, a esperança reabre-se, as coisas transmudam-se em sacramentos e tudo culmina em louvor e ação de graças. Sem que isto indique qualquer espiritualismo vazio, antes caridade consistente e prática”, realçou.

Já no segmento horizontal da Cruz, D. Manuel Clemente disse aos novos diáconos que, sacramentalmente, o seu ministério é “braço estendido de Cristo a todas as necessidades humanas”.

Aos quatro diáconos permanentes, que se juntam aos 82 de que o Patriarcado de Lisboa já dispõe para a ajuda pastoral, assinalou que “em boa hora o Concílio Vaticano II restaurou o diaconado como grau permanente da Ordem”, um ministério que “estimula a comunidade inteira para imitar a Cristo” no servir.

O número de diáconos permanentes em Portugal aumentou cerca de 70% desde 2010, sendo hoje 360 em 17 das 20 dioceses católicas, um tema que está no centro da mais recente edição do Semanário ECCLESIA, 50 anos depois do Motu Proprio ‘Sacrum Diaconatus Ordinem’ (18 de junho de 1967).

“No caminho sinodal que levamos em Lisboa, demos graças a Deus pelo que sois e sereis, padres e diáconos para comunidades autênticas de louvor e serviço, de acolhimento e missão. Santa Maria vos ensinará isso mesmo e um povo inteiro vos aguarda agora”, assinalou D. Manuel Clemente no final da homilia das ordenações deste domingo, celebração que teve transmissão online pelo Patriarcado de Lisboa.

CB/OC
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Pe. Geovane Saraiva

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