"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Charlie morrerá em um hospital para doentes terminais

 domtotal.com
Após três meses e meio de batalha legal em quatro instâncias o "Caso Charlie" foi considerado concluído.
Charlie é uma das 40 mil crianças entre a vida e a morte internadas em hospitais ingleses.
Charlie é uma das 40 mil crianças entre a vida e a morte internadas em hospitais ingleses. (Gavin Rogers/ Pixel).

Após uma longa tratativa, os pais de Charlie Gard e o Great Ormond Hospital chegaram a um acordo: a criança será transferida em breve a um hospital para doentes terminais, onde passará os últimos dias de sua vida ao lado dos pais, antes de serem desligados os aparelhos que o mantém respirando.

O “último desejo” de Connie Yates e Chris Gard - para que seu filho pudesse morrer em casa – não pode ser atendido visto a impossibilidade de se encontrar um respirador artificial e uma equipe de médicos especializados que pudesse assisti-lo em casa.

Visto a gravíssima situação em que se encontra – reconheceram ambas as partes – a transferência para sua residência apenas causaria mais sofrimento.

Assim, após três meses e meio de batalha legal em quatro instâncias – Alta Corte, Corte de Apelação, Corte Suprema em Londres e Corte Européia de Direitos Humanos em Estrasburgo,  e após um ulterior recurso à Alta Corte - o “Caso Charlie” foi considerado concluído.

Uma determinação do Juiz  Nicholas Francis proíbe a imprensa de informar o nome do hospital para onde será transferida a criança e a data.

A decisão sobre quando os aparelhos serão desligados foi tomada à portas fechadas, depois que o juiz, a pedido da mãe, solicitou que o público e os jornalistas se retirassem do recinto da audiência.

“É uma decisão muito privada e dolorosa”, disse o advogado Grant Amstrong,  que representa os pais.

O caso de Charlie não é um caso isolado, mas ganhou ampla repercussão. De fato, na Inglaterra existem 40 mil crianças nos hospitais entre a vida e a morte. Quatro mil delas morrem a cada ano.


Rádio Vaticano
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Pe. Geovane Saraiva

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