"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

terça-feira, 13 de junho de 2017

Um seriado da Netflix sobre o suicídio de uma adolescente levanta preocupações de pais

domtotal.com
Uma série Netflix baseada em livro que lida com o suicídio adolescente continua a gerar controvérsias
O programa, baseado na novela de 2007 de Jay Asher, tem dominado a conversa nesta primavera do hemisfério norte.
O programa, baseado na novela de 2007 de Jay Asher, tem dominado a conversa nesta primavera do hemisfério norte. (Reprodução).

O popular seriado da Netflix "13 Reasons Why", que retrata um suicídio adolescente e todo o que acontece em torno deste, despertou a curiosidade dos jovens e a preocupação dos pais e conselheiros escolares na diocese de Nashville e em todo o país.

Conselheiros da Catholic Charities of Tennessee organizaram uma palestra para ajudar os professores e os pais a conversar com os adolescentes sobre o seriado e a temática que este apresenta, incluindo representações gráficas de estupro e suicídio.

Embora o suicídio seja a terceira principal causa de morte nos Estados Unidos para jovens de 15 a 24 anos, o tema continua sendo um tabu, coisa que é aproveitada na atração, de acordo com os conselheiros.

A conselheira de caridade católica Amy Sturm, da Igreja da Imaculada Conceição em Clarksville, encorajou os pais a tomar tempo para assistir o seriado com seus filhos e ajudá-los a abordar os problemas que eles encontram ao assisti-lo.

"Um ótimo momento para se conectarem com seus filhos adolescentes é assistir o seriado com eles", disse ela durante a recente discussão na escola St. Edward, em Nashville. Em seguida, "abra o coração e escute sem julgamentos enquanto compartilham suas reações", aconselhou.

Sturm, mãe de dois adolescentes, disse que é importante ter conversas cara a cara sobre essas questões, porque "grande parte da interação dos adolescentes ocorre hoje através da tecnologia", atrás de uma tela, onde eles não têm a oportunidade de interpretar a mensagem que oferecem os rostos e avaliar as respostas físicas e emocionais.

Os conselheiros recomendam que os pais usem seus próprios critérios para permitir que os filhos assistam "13 Reasons Why", mas dizem que pode ser irreal esperar que os adolescentes mais velhos não encontrem uma maneira de assistir a atração tão popular agora.

O programa, baseado na novela de 2007 de Jay Asher, tem dominado a conversa nesta primavera, dizem conselheiros e professores.

"Parece que muitas crianças já assistiram esta série antes mesmo de estar no radar dos pais, então estamos tentando alcançá-los", disse Lisa McGovern, licenciada clínica em assistência social, também supervisora dos serviços de aconselhamento para Caridades Católicas do Estado de Tennessee. "Eu incentivaria os pais a estarem cientes disso e tornar parte da conversa".

McGovern está preocupada com os adolescentes que veem a série de forma isolada, especialmente aqueles que lutam com problemas de automutilação ou experimentaram agressões sexuais ou pensamentos suicidas. "Realmente pode ser um gatilho para eles, trazendo essas ideias à tona", disse ela. Se eles não possuem uma forte rede de apoio ou os recursos adequados, "como eles podem lidar com tais sentimentos?".

A Rede de Prevenção de Suicídio do Tennessee ofereceu recursos à comunidade em resposta a "13 Reasons Why", o que contribuiu para a organização da palestra na escola St. Edward. "Embora “13 Reasons Why” está longe de ser um retrato ideal do suicídio juvenil, com a orientação adequada pode servir como ferramenta para uma discussão mais profunda sobre o suicídio, a saúde mental e outras questões", disse a Rede de Prevenção do Suicídio do Tennessee em uma declaração oficial.

Os conselheiros de caridade católica abordaram alguns dos problemas individuais com a série e como lidar com eles. Parte do problema é aquilo que a atração deixa de fora, disse McGovern. "Não mostra realmente os problemas de saúde mental que muitas vezes levam ao suicídio".

A série retrata vários personagens como tendo contribuído para o suicídio do personagem principal, mas, na realidade, nenhuma pessoa pode ou deve ser culpada por um suicídio. "A doença mental é um fator a mais em 90 por cento de todos os suicídios, e fatores externos geralmente não podem explicar por que alguém escolhe tirar a sua vida", de acordo com a Rede de Prevenção do Suicídio do Tennessee.

As questões de saúde mental são comuns entre adolescentes e adultos jovens. Um em cada cinco vive com uma condição de saúde mental, metade do desenvolvimento da condição vai até a idade de 14 anos e três quartos até os 24 anos, de acordo com a Aliança Nacional de Doenças Mentais.

McGovern enfatizou que as pessoas que lutam com pensamentos suicidas devem poder encontrar alguém com em quem confiar.

Quando se trata de pais e adolescentes falando sobre questões difíceis, como violação e suicídio, "esta não é uma conversa a mais", disse McGovern. "Esta conversa deveria estar acontecendo já".

Crux
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Pe. Geovane Saraiva

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