"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sábado, 10 de junho de 2017

Temer recusa responder perguntas da PF: 'Acinte à sua dignidade pessoal e ao cargo'

 domtotal.com
'O questionário é um acinte à sua dignidade pessoal e ao cargo que ocupa, além de atentar contra vários dispositivos legais'.
Presidente Temer tinha pedido mais prazo para ganhar tempo com relação ao julgamento do TSE
Presidente Temer tinha pedido mais prazo para ganhar tempo com relação ao julgamento do TSE 
(REUTERS/Paulo Whitaker).

O presidente Michel Temer disse não à Polícia Federal. Em petição entregue nesta sexta-feira, 9, ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o peemedebista ataca em 12 páginas as 82 perguntas que lhe foram dirigidas pela PF nos autos do inquérito da Operação Patmos, que o põe sob suspeita de corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa no caso JBS.

A petição por Temer é subscrita pelo criminalista Antônio Claudio Mariz de Oliveira, um veterano da advocacia com larga experiência nos tribunais superiores.

"O presidente e cidadão Michael Temer está sendo alvo de um rol de abusos e de agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da Nação que colocam em risco a prevalência do ordenamento jurídico e do próprio Estado Democrático de Direito. O vulgo tem questionado: ‘Mas o que estão fazendo com o Presidente da República?'. E os seus amigos indagam: 'Por que o Michael está sendo tratado desta forma?'", afirma a defesa de Temer.

"Com efeito, primeiro ele foi coadjuvante de uma comédia bufa, encenada por um empresário e criminoso confesso e agora está sendo objeto de uma inquirição invasiva, arrogante, desprovida de respeito e do mínimo de civilidade. O questionário é um acinte à sua dignidade pessoal e ao cargo que ocupa, além de atentar contra vários dispositivos legais, bem como contra direitos individuais, inseridos no texto constitucional."

Mariz afirma que "o interesse do presidente, declarado desde o início, é o de que haja uma investigação que coloque às claras a verdade dos fatos".

"É inadmissível que se faça uma avaliação desses fatos precipitada e maculada por paixões políticas ou ideológicas ou por partidarismos de quaisquer espécies, pois está em foco a dignidade e a honra do Chefe do Poder Executivo", observa a defesa.

Agência Estado
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Pe. Geovane Saraiva

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