"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Satanistas furtaram relíquia de São João Bosco na Itália?

Ary Waldir Ramos Díaz | Jun 05, 2017

PHILIPPE LISSAC / GODONG / LEEMAGE / AFP
Worshiping Saint John Bosco's reliquary, Paris, France ©Philippe Lissac/Godong/Leemage

Investigadores trabalham com esta hipótese no caso do relicário da basílica de Asti

O sacerdote designado para celebrar a missa noturna da última sexta-feira, 2 de junho, na basílica de Castelnueovo d’Asti, no norte da Itália, percebeu, antes de fechar as portas, que, atrás do altar maior, o relicário com os restos de São João Bosco tinha sido aberto.
© Public Domain
O caso espantou a população da terra natal do santo educador e fundador dos salesianos.
Pouco antes do fechamento da basílica naquela noite, um grupo de fiéis tinha estado ali para rezar. Segundo a principal linha de investigação, um desconhecido teria burlado a proteção de vidro e aberto a pequena urna em forma de pirâmide para furtar de uma ampola os restos do cérebro do santo, conservados ali como relíquia. O ladrão, que precisaria ter agido muito rapidamente, não teria sido notado entre os fiéis presentes e poderia ter saído da basílica sem maiores obstáculos.

Possível ação de grupo satânico

Existem precedentes, na mesma igreja, de furtos de hóstias consagradas, o que leva as autoridades a trabalharem, entre outras hipóteses, com a de ação perpetrada por um grupo satânico. Além da Eucaristia, que tais grupos profanam em seus rituais de “missa negra”, também as relíquias dos santos são vistas por eles como uma espécie de “troféu”.
Turim, capital da região do Piemonte e arquidiocese em cujo território se localiza a basílica de Asti, sofre há décadas a fama de “cidade satânica”. Sobre este assunto, confira o seguinte artigo:
Creative Commons

Outra hipótese: furto para pedir resgate

Quanto ao furto desta relíquia de Dom Bosco, a arquidiocese de Turim confirmou à imprensa que não pagará nenhum resgate e afirmou que o responsável pelo crime deveria devolver imediatamente a relíquia, patrimônio de fé para os numerosos peregrinos que visitam o santuário. De fato, outra das hipóteses consideradas pelas autoridades italianas é a de que o crime pode ter sido cometido com vistas a um pedido de resgate.
“Acreditamos que Dom Bosco possa tocar o coração de quem cometeu um gesto dessa magnitude e que a pessoa se arrependa, assim como ele tocava o coração e transformava a vida dos jovens que encontrava”, declarou à agência italiana Ansa o reitor da basílica, pe. Ezio Orsini.

Bicentenário

A Igreja celebrou em 2015 o bicentenário do nascimento de Dom Bosco, santo educador e formador da juventude. O Papa Francisco, cuja família também tem origem na região do Piemonte, já agradeceu em várias ocasiões à família salesiana pelos frutos da sua missão, que também o tocaram na sua infância.

Outros furtos de relíquias na Itália

Em 2014, foi furtada uma ampola de cristal que continha sangue de São João Paulo II. Esta relíquia acabou sendo recuperada porque, não tendo grande valor de mercado, os ladrões a abandonaram num terreno baldio.
Em 2011, ladrões de relíquias levaram o dedo de Dom Bosco preservado em uma igreja de Alassio, em Gênova.
Em 1991, tinha sido a vez de Santo Antônio de Lisboa e Pádua. O chefe mafioso Felice Maniero tinha ordenado o crime para pressionar o Estado italiano a libertar um familiar do presídio.

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Pe. Geovane Saraiva

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