"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

terça-feira, 13 de junho de 2017

Santo António: De Lisboa, Pádua e de todo o mundo


Agência Ecclesia 13 de Junho de 2017, às 00:01        Foto Agência ECCLESIA/HM, Pedro Ferreira

Foto Agência ECCLESIA/HM, Pedro Ferreira
Pedro Ferreira acolhe turistas e peregrinos de todos os continentes para uma festa que termina com um «arraial solidário», no sábado

Lisboa, 13 jun 2017 (Ecclesia) – Alessandro é um turista italiano em Lisboa e quis visitar a Igreja de Santo António, onde cumpria a tradição de atirar moedas, esforçando-se que caíssem no regaço no regaço do santo para assim “encontrar a companheira para vida”.

O peregrino italiano estava acompanhado da sua mulher e, os dois, cumpriam uma tradição sem conhecer o seu significado, porque tinham diante de si o santo “mais importante na Itália depois de S. Francisco”.

“Santo António é o protetor, o patrono da Itália onde é muito famoso. É importante para os italianos e eu gosto de visitar as suas igrejas, são muito belas”, disse Alessandro à Agência ECCLESIA, durante a sua visita de quatro dias a Portugal.

“Tem muitas festas em Pádua, que é uma cidade perto do local onde habito, é também um dos nomes mais populares em Itália e há muita gente com devoção a este santo”, acrescentou, desconhecendo, no entanto, que António de Pádua, afinal, nascera em Lisboa.

“Não, não sabia...  Para mim era de Pádua como vejo escrito em todo o lado, em Itália. Pensava que tinha sido uma criança como as outras em Itália não sabia que tinha nascido cá, é muito interessante, muito interessante, não sabia”, refere Alessandro.

Nascido no final do século XII, Fernando, que viria a assumir o nome de António, foi recebido entre os Cónegos Regulares de S. Agostinho em Lisboa e Coimbra, mas pouco depois da sua ordenação sacerdotal ingressou na Ordem dos Frades Menores franciscanos, com a intenção de se dedicar à propagação da fé entre os povos da África.

A igreja de Santo António, em Lisboa, foi construída no lugar onde o santo nasceu e é hoje visitada por uma multidão diária onde não é fácil distinguir entre o turista ou o peregrino.

Pedro Ferreira tem a missão de acolher os que chegam e, por estes dias, apresenta-lhes o pequeno “Pão de Santo António”, tradição que garante o pão de cada dia na casa de quem o guarda em casa, durante um ano, sem que nunca se estrague.

“Eu tenho um há 25 anos que ainda foi benzinho pelo Cardeal António Ribeiro”, garante Pedro Ferreira enquanto apresenta esta tradição a quem chega e que neste dia 13 de junho vai ser distribuído a 60 mil pessoas.

Pedro Ferreira conduz também os peregrinos até à maior relíquia do Santo fora de Pádua, um “osso do braço esquerdo”.

“Todos se querem aproximar desta relíquia que nós temos sempre a amabilidade de a tirar do altar e a dar a beijar aos peregrinos”, referiu.

Para além de casamenteiro ou dos dotes para encontrar objetos perdidos, Santo António é “o grande doutor da Igreja e um santo que leva ao mundo uma palavra profunda e de amor e de paz, de Deus”, lembra o colaborador da Igreja de Santo Antónnio.

As festas em honra de Santo António, no dia 13 de junho, nomeadamente a missa às 12h00 e a procissão às 17h00, são presididas pelo bispo auxiliar de Lisboa D. Nuno Brás, em representação do cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, enviado do Papa Francisco ao I Congresso Eucarístico Nacional de Angola, e foram preparadas por uma trezena, entre os dias 1 e 12 de junho.

As festas em honra de Santo António terminam no sábado, dia 17, com um “arraial solidário” onde as sardinhas típicas desta quadra são oferecidas a todos os participantes.

HM/PR
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Pe. Geovane Saraiva

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