"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O medo silencioso das centenas de turistas confinados na Notre Dame

  Agências de Notícias | Jun 06, 2017
Martin BUREAU / AFP

Olhando para o altar, centenas de turistas, confinados na catedral de Notre Dame de Paris, levantam os braços em uma imagem surpreendente, pouco depois de um jihadista agredir um policial diante do emblemático monumento.

O sol da tarde continua entrando pelos vitrais enquanto os turistas se submetem, calmamente, ao controle dos policiais, para mostrar que não têm nada nas mãos e que não representam nenhuma ameaça.

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“As pessoas estavam tranquilas. Ouvíamos uma voz que nos dizia, em francês, inglês e espanhol, para não entrarmos em pânico”, declarou à AFP Nick, americano de 42 anos que está passando cinco dias em Paris.

“Estou com medo”, diz a companheira de Nick à saída, ainda em choque. “A polícia fez um bom trabalho. Não houve pânico”, ele a tranquiliza.

Às 16H20 (11H20 de Brasília), ambos estavam na fila de espera, do lado de fora, quando um homem se lançou em direção a um policial com um martelo na mão, afirmando ser “um soldado do califado” autoproclamado em junho de 2014 pela organização jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque.

Em seu escritório, no segundo andar do centro paroquial, o responsável de comunicação da Notre Dame, André Finot, ficou sabendo do que estava acontecendo quando escutou o primeiro tiro de resposta da polícia. “Vi três policiais rodeando um homem. Houve um segundo disparo e o homem caiu sobre a esplanada” diante da catedral.

O policial ficou levemente ferido, e o agressor, atingido no tórax, foi evacuado e hospitalizado.

– Longa espera –

Na fila de espera, tudo aconteceu tão rápido que “ninguém teve tempo de entrar em pânico”, conta Nick. “Ouvimos um barulho. (…) Depois houve um movimento, alguns começaram a correr. A polícia nos disse para entrar” no templo.

“De repente, as portas se fecharam. Tive medo, achei que era uma bomba. Mas graças a Deus nos disseram rapidamente que não, e ficamos bem”, explica Juan, um mexicano de cerca de 50 anos, em excursão com um grupo.

Segundo Finot, mais de 1.500 pessoas ficaram trancadas dentro da catedral, que recebe 13 milhões de visitantes por ano.

“Tivemos um pouco de medo no início. Íamos sair quando escutamos um policial dizer a todo mundo para se sentar. Com um microfone, nos disseram que um homem tinha atacado um policial com um martelo e que a polícia teve que abrir fogo contra ele”, diz Kaylee, uma americana de 19 anos, que veio de Waco (Texas) a Paris para estudar francês.

Depois dos controles policiais, “voltamos a nos sentar, isto durou cerca de duas horas e meia. O ambiente não era pesado, estava bastante tranquilo”, acrescentou.

Após uma longa espera, “os policiais fizeram as pessoas saírem em grupos de 10 ou 20”, conta Ugurcan Yilmaz, um turista de 29 anos procedente de Istambul.

Aliviados por poder sair, os turistas não demoraram para atravessar as pontes que cruzam o Sena. A maioria abandonou rapidamente o largo perímetro de segurança implementado em volta da catedral, silenciosos, abatidos, e alguns chorando.

Alberto Loor, um equatoriano de 34 anos, e Maria José Di Mora, de 28, estavam terminando sua lua de mel na Europa. “Tristes”, decidiram encurtar sua estadia em Paris, sem ter visto a Torre Eiffel.

“Nunca tínhamos vivido nada assim. você sente que sua vida está ameaçada”, diz Loor.

(AFP)
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Pe. Geovane Saraiva

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