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terça-feira, 6 de junho de 2017

Medicamentos e herbicidas no sangue das tartarugas da Grande Barreira de Coral

 domtotal.com
A exposição a algumas destas substâncias pode ter um impacto nas tartarugas.
Os cientistas analisaram o sangue de tartarugas que vivem em frente às costas de Cleveland Bay e Upstart Bay.
Os cientistas analisaram o sangue de tartarugas que vivem em 
frente às costas de Cleveland Bay e Upstart Bay. (AFP)

Os cientistas analisaram o sangue de tartarugas que vivem em frente às costas de Cleveland Bay e Upstart Bay. (AFP)Restos de medicamentos e de produtos químicos e herbicidas foram encontrados no sangue de tartarugas-verdes da Grande Barreira de Coral australiana, anunciou um grupo de pesquisadores.

"O que vocês jogam pela pia, o que usam para regar seus campos e o que suas indústrias descartam acaba no meio ambiente e nas tartarugas da Grande Barreira de Coral", lamentou em um comunicado Amy Heffernan, pesquisadora da Universidade de Queensland, uma das sócias do estudo dirigido pela ONG WWF Austrália.

Os cientistas analisaram o sangue de tartarugas que vivem em frente às costas de Cleveland Bay e Upstart Bay, no estado de Queensland (nordeste), assim como em torno das ilhas de Howicks, mais afastadas.

Nestes três locais da Grande Barreira de Coral, inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco, foram encontrados restos de milhares de produtos químicos.

Os pesquisadores isolaram principalmente os restos de Allopurinol, um medicamento para gota; de Milrinona, tratamento para insuficiência cardíaca; e também restos de Isoquinolina, composto utilizado na indústria, e de Ethiofencarb, um inseticida.

Os cientistas explicaram que a exposição a algumas destas substâncias pode ter um impacto nas tartarugas, principalmente no funcionamento do seu fígado.

Com seus 2.300 km de comprimento, a Grande Barreira está ameaçada pelo escoamento agrícola, o desenvolvimento econômico e a proliferação de coroas-de-espinhos, que destroem os corais.

Em 2016 e 2017 a Grande Barreira sofreu dois episódios particularmente graves de branqueamento de corais, provocados pelo aumento da temperatura da água.


AFP
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Pe. Geovane Saraiva

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