"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Duas réplicas “esquecidas” no Peru permitiram restaurar a Pietà de Michelangelo

Pietà de Michelangelo/ Foto: Flickr Burn BCN (CC-BY-NC-ND 2.0)
Lima, 08 Jun. 17 / 02:00 pm (ACI).- Em uma cidade localizada no sul do Peru são conservadas duas réplicas da “Pietà”, uma das obras mais representativas do artista italiano Michelangelo Buonarroti, uma das quais serviu para restaurar a imagem original depois que esta sofreu um atentado em 1972.
O presidente do Patronado da cidade de Lampa, localizada na região de Puno, Oscar Frisancho, contou ao Grupo ACI que em 1960 o senador Enrique Torres Belón pediu ao Papa São João XXIII a sua autorização para fazer uma réplica da “Pietà” e levá-la a Lampa.
Frisancho explicou que o Senador de Lampa conseguiu convencer o Pontífice “falando sobre o costume do seu povo e da sua família de dar presentes para a Igreja”.
O Papa autorizou e um grupo de arquitetos italianos elaborou a réplica em gesso cristalino, no Vaticano. “O resultado foi uma imagem lindíssima, exatamente igual a original, como uma gota d’água”, destacou Frisancho.
A réplica em gesso cristalino. Foto: Cortesia de Gustavo Frisancho
No mesmo ano, a imagem foi embarcada a Lima e depois enviada a Puno. Entretanto, era muito pesada para a cúpula na capela da Igreja de São Tiago Apóstolo, onde ia ser colocada.
Por isso, um grupo de arquitetos em Lima fez em seis meses uma cópia em alumínio para colocar na capela para onde a imagem foi pensada e a imagem de gesso seria exibida em outro lugar mais adequado devido ao seu peso.

A réplica em alumínio. Foto: Cortesia de Gustavo Frisancho
Então, Enrique Torres Belón conversou novamente com São João XXIII e conseguiu a sua permissão para que as duas réplicas pudessem permanecer em Lampa, pois originalmente o Papa havia pedido que a réplica de gesso fosse destruída a fim de evitar que fossem feitas várias cópias.
O atentado contra a Pietà no Vaticano e a restauração
A réplica da “Pietà” em gesso de Lampa desempenhou um papel importante na restauração da imagem original esculpida por Michelangelo depois que esta foi vandalizada em 1972 pelo geólogo húngaro Laszlo Toth, que tinha problemas mentais.
Toth correu ao local onde estava exposta a “Pietà” na Basílica de São Pedro, no Vaticano, gritando “Sou Jesus Cristo ressuscitado dentre os mortos” e a golpeou 15 vezes com um martelo. Danificou o rosto e o braço esquerdo da Virgem, dos quais se desprenderam 50 fragmentos.
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Pe. Geovane Saraiva

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