"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

terça-feira, 27 de junho de 2017

Conferência pró-vida no quartel general do Google é um sucesso

Stephanie Gray e Sede do Google / Crédito: Wikimedia Commons e Flickr de Affiliate (CC-BY-2.0)


CALIFORNIA, 26 Jun. 17 / 07:00 pm (ACI).- Uma ativista pró-vida foi convidada ao quartel general do Google, na Califórnia, para dar uma conferência sobre o drama do aborto, uma iniciativa que também foi vista por milhares de internautas no Youtube.

A palestra de Stephanie Gray, que tem aproximadamente 20 mil visualizações no YouTube, superou as cerca de 2 mil visualizações de uma conferência similar no Google de Cecile Richards, presidente da transnacional do aborto Planned Parenthood .

Gray, autora do Livro Love Unleashes Life (O amor liberta a vida) e cofundadora do Centro Canadense para a Reforma Bioética, foi convidada a participar da série de conferências Talks at Google (Conversas no Google), um espaço no qual o Google convida diversos especialistas para compartilhar a sua experiência.

Gray, que deu mais de 800 palestras nos últimos 15 anos, iniciou sua apresentação ressaltando as três qualidades pelas quais acredita que uma pessoa é considerada “inspiradora”.

Entre elas: 1) dar prioridade aos outros antes dela mesma; 2) ter uma perspectiva dos sofrimentos e da própria situação de vida; e 3) fazer o correto, inclusive em situações difíceis.

Para aprofundar na primeira qualidade, Gray recordou duas histórias. A primeira, sobre o naufrágio do cruzeiro Costa Concordia na Itália, em 2012, e a segunda sobre “O Milagre em Hudson”, a aterrissagem de emergência de um avião em um rio nos Estados Unidos, em 2009.


No primeiro caso, quando o navio encalhou, o capitão saiu da embarcação junto com os passageiros. Na segunda situação, quando os passageiros abriram as portas do avião para escapar e a água do rio começou a entrar, o piloto permaneceu dentro do avião até todos saírem.

Gray indicou que o piloto foi considerado um herói, enquanto o capitão sofreu o constrangimento a nível internacional.

Nesse sentido, Gray perguntou se, assim como este piloto preferiu salvar os passageiros antes dele mesmo, “uma mulher grávida não deveria dar prioridade às necessidades daqueles que dependem dela, ou seja, seu filho não nascido?”.

A ativista canadense expressou que o embrião também é um ser humano que ainda está em uma fase de desenvolvimento e depende totalmente da sua mãe, porque está crescendo dentro do seu ventre.

Gray acrescentou que um não nascido é mais fraco do que um recém-nascido e perguntou: “Não deveríamos priorizar as necessidades da criança por nascer?”. Porque, sublinhou, uma pessoa que se considera “inspiradora” se preocupa pelos mais fracos antes dos fortes.

A respeito do segundo ponto, Gray recordou que em certa ocasião conheceu uma mulher que tinha perdido quase toda a sua família durante o genocídio em Ruanda, em 1994. Durante este triste acontecimento, o governo exterminou mais de um milhão de pessoas que pertenciam a um dos dois grupos étnicos que havia no país.

Gray indicou que mostrou à mulher a foto de uma criança assassinada no massacre junto com a de um bebê abortado e perguntou o que ela achava. A ruandesa assinalou a imagem do bebê abortado e disse: “Isso é pior, porque pelo menos a minha família teve a  oportunidade de fugir”.

A canadense também recordou o livro do psiquiatra Viktor Frankle “O homem em busca de sentido”, que escreveu baseado em sua experiência em um campo de concentração.

No texto, Frankle conta que viu vários prisioneiros judeus sofrendo maus tratos e fome, mas havia um grupo que apesar de viver na desgraça tinha gestos de caridade para com os seus companheiros, como compartilhar com eles uma quantidade da sua comida.

Gray indicou que Frankle chegou à conclusão de que “as pessoas podem ter uma experiência dolorosa, mas buscarão dar uma resposta diferente a essa experiência”.

Stephanie Gray também propôs a experiência de um estudante universitário que havia contado para ela que a sua madrasta tinha abortado o seu bebê, porque soube que poderia morrer ao nascer. Qualquer gestante nessa situação poderia se perguntar: “Por que cortar o curto período de tempo que nos resta? Pelo contrário, não gostaríamos de saborear cada momento de cada dia das próximas 20 semanas (da gravidez)?”.

Para explicar a última e terceira característica que faz com que uma pessoa seja inspiradora, Gray enumerou algumas circunstâncias adversas, tais como a pobreza ou ter sofrido um estupro, que podem levar uma pessoa à decisão de abortar.

A ativista mencionou que há muitas mulheres que passam por esta situação e que, apesar de tudo, decidem fazer a coisa certa, como uma mulher mexicana que foi estuprada aos doze anos e teve o seu filho; ou aquele outro caso de uma mulher que já havia decidido abortar, mas se arrependeu e, além disso, convenceu o outra mulher a fazer o mesmo.

Ao concluir sua apresentação, explicou que todos os exemplos que colocou são de pessoas “inspiradoras porque colocaram os outros antes de si, porque tiveram perspectiva e porque fizeram o correto em uma situação difícil”.

“Este é o desafio que eu lhes deixo hoje”, concluiu Gray.
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Pe. Geovane Saraiva

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