"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sábado, 3 de junho de 2017

Comédia nacional "Amor.com" retrata romance da era digital

A comédia romântica a traz a dupla como Katrina e Fernando, dois influenciadores digitais de mundos opostos.
Cena do filme
Cena do filme "Amor.com" (Divulgação)

Por Alysson Oliveira*
Anos atrás, o cinema brasileiro viveu um surto de “filmes espíritas”, com obras como “Chico Xavier”, “Nosso Lar”, além de outras que não ficaram tão famosas. Foi uma onda que durou um tempo, rendeu dinheiro até que a temática saturou (embora vez por outra alguém ressuscite o subgênero). Agora, a moda são filmes sobre e/ou protagonizados por figuras da internet nacional.
Em mais ou menos seis meses já vimos filmes com Kéfera Buchmann, Christian Figueiredo e um número enorme de Youtubers e afins num longa chamado, como não?, “Internet”, liderado por Rafinha Bastos. “Amor.com” é mais um espécime do novo subgênero que precisa ser explorado com rapidez pois esse tipo de tendência não dura muito.
Protagonizado por Isis Valverde e Gil Coelho, a comédia romântica traz a dupla como Katrina e Fernando, dois influenciadores digitais de mundos opostos que se conhecem por acaso e acabam se apaixonando. Ela publica posts e vídeo sobre moda e tem milhares de seguidores. Vive cercada de glamour e ganha muitos “jabás” – que, no jargão da imprensa, significa presentes dados por empresas tentando divulgar suas marcas. Ele, por sua vez, tem um canal de games com algumas centenas de seguidores e uma dupla de amigos inseparáveis.
Com roteiro assinado por Saulo Aride, Bruno Garotti e Leandro Matos, “Amor.com” não esconde sua admiração por comédia românticas hollywoodianas – com encontros, desencontros e reviravoltas típicas. A diretora estreante Anita Barbosa imprime, por sua vez, um ritmo de sitcom, o que não é ruim, uma vez que, em se tratando desse gênero, tem ocorrido coisas mais interessantes na televisão do que no cinema. O problema é que ela acaba esbarrando em personagens e situações esquemáticas.
Há também aquela estranha necessidade forçada de sincronizar o filme com o presente, dado sua temática e personagens. Então, por isso (ou, talvez, para isso) é preciso carregar os diálogos nas gírias típicas da internet: “é mara!”, “divo!” são algumas. É necessário um interesse quase antropológico sobre como vive e pensa nossa juventude para se envolver com as conversas dos personagens. É claro que “Amor.com” tem seu público – assim como outros filmes inspirados em, ou oriundos da internet – mas, primeiro, é preciso tirar essa plateia da frente do computador ou do celular e levá-la ao cinema. Esse é o grande desafio.

Reuters
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Pe. Geovane Saraiva

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