"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sábado, 6 de maio de 2017

Reforma ou desmonte?

 domtotal.com
Todos estamos acompanhando, muitos de modo atônito, o desmonte dos direitos da população, que insistem em chamar de reformas.
Evitar a queda nos custa menos que escalar.
Evitar a queda nos custa menos que escalar. (Divulgação)
Por Felipe Magalhães Francisco*

Os brasileiros correm perigo. Graças às redes sociais e outros meios alternativos de comunicação, agora podemos saber o que tramam contra nós. Quem, hoje, lucidamente, acredita na versão proposta pela mídia hegemônica e anti-brasileira? Inúmeros são os casos em que podemos perceber a posição da mídia, contrário ao povo e a favor das elites econômicas estrangeiras e nacionais. Basta um exemplo: a cobertura ininterrupta dos protestos favoráveis ao impedimento da Presidenta Dilma Rousseff e a demonização extraordinária da Greve Geral proposta por movimentos sociais, sindicatos, movimentos eclesiais e cidadãos de boa vontade, no último 28 de abril.

Hoje sabemos, por muitas vozes – o que nos ajuda a compreender de modo crítico –, o que planejam contra o Brasil e os brasileiros. Todos estamos acompanhando, muitos de modo atônito, o desmonte dos direitos da população, que insistem em chamar de reformas. Estamos à beira do abismo, comprometendo a nova geração e as gerações próximas, e, se não gritarmos, com real bravura e destemor, despencaremos todos. Evitar a queda nos custa menos que escalar.

O primeiro artigo de nossa matéria especial, A voz profética da Igreja se levanta contra as reformas, do Cientista Social Robson Sávio Reis Souza, faz uma análise da histórica tomada de posição da Igreja Católica no Brasil, diante das graves e reais ameaças aos direitos dos cidadãos e cidadãs brasileiras, trabalhadores e trabalhadoras. Esse é um momento bastante crítico da história, no qual é preciso nos posicionar, a fim de que não percamos mais que já chegamos a perder, com a quebra da situação democrática em nosso país.

Nesse horizonte, o da importância da tomada de posição, é que nasce a pergunta: O que a teologia tem a ver com isso?, que corresponde ao segundo artigo de nossa matéria, proposto pela Teóloga Tânia Mayer. No artigo, a autora esboça o significado da teologia, relacionando-o com o significado da verdadeira política, que é a busca pelo bem-comum. A teologia, como palavra responsável sobre Deus, e sobre sua vontade salvífica para toda a criação, não pode se calar, frente às ameaças à dignidade da vida.

Por fim, propomos, de nossa autoria, o artigo O significado de uma verdadeira reforma, no qual refletimos, de maneira crítica, sobre o desmonte orquestrado pelo atual governo, o mais mal avaliado de toda a história da República e por um Congresso achacador. Para ilustrar o que, de fato, corresponderia a uma reforma legítima e justa, buscamos a referência ao rei Josias, do povo de Israel, modelo de atenção àquilo que o povo queria e, realmente, necessitava.

Boa leitura!

*Felipe Magalhães Francisco é doutorando em Ciências da Religião, pela PUC-MG, e mestre e bacharel em Teologia, pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. Coordena a Comissão Arquidiocesana de Publicações, da Arquidiocese de Belo Horizonte. Articula a Editoria de Religião deste portal. É autor do livro de poemas Imprevisto (Penalux, 2015).

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Pe. Geovane Saraiva

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