"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Fátima/Papas: Primeiros gestos de reconhecimento chegaram de Pio XI

Agência Ecclesia 03 de Maio de 2017, às 06:00      

Comunidade do Colégio Pontifício Português levou devoção até Roma


Lisboa, 03 mai 2017 (Ecclesa) - O relato das aparições marianas na Cova da Iria, em 1917, e a devoção dos portugueses pela ‘Senhora da Fátima’ estão desde o seu início ligados à figura do Papa.

Bento XV, Papa entre setembro de 1914 e janeiro de 1922, é a referência abstrata dos Pastorinhos quando estes falam e rezam pelo “Santo Padre”; o pontífice que viveu a I Guerra Mundial tinha enviado uma carta aos bispos de todo o mundo, uma semana antes do 13 de maio de 1917, para que fizessem uma invocação a Nossa Senhora a Paz.

“Queremos que à Grande Mãe de Deus, nesta hora terrível, mais do que nunca se dirija vivo e confiante o pedido dos seus filhos aflitíssimos”, lia-se na carta assinada no dia 5 de maio de 1917.

O mesmo Bento XV criou a Diocese de Leiria, com o breve papal ‘Quo vehementius’ de 17 de janeiro de 1918, a qual passou a englobar o território de Fátima, desde 1881 no Patriarcado de Lisboa.

Já a sua encíclica ‘Celeberrima Evenisse’, de dezembro de 1919, insistia com os bispos portugueses na necessidade de se concretizar uma política de acatamento e de reconhecimento daqueles que “exercem o poder, seja qual for a forma de governo, ou a Constituição civil do País”.

O primeiro gesto de aproximação e devoção dá-se com Pio XI, em 1929, com a chamada ‘aprovação implícita’, quando este distribui aos alunos do Colégio Português, em Roma, estampas da Virgem de Fátima com a invocação “Mãe clementíssima, salvai Portugal”.

A 9 de janeiro de 1929, Pio XI recebeu em audiência os alunos do Pontifício Colégio Português de Roma.

No final do encontro, leu em português a invocação referindo ter recebido as estampas naquele mesmo dia, vindas de Portugal, e distribuindo duas por cada aluno.

As estampas, com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, tinham sido impressas pelo Apostolado da Imprensa e exibiam o ‘imprimatur’ do bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, datado de 17 de maio de 1926.

Ainda em 1929, a 6 de dezembro, o Papa Pio XI benzeu uma imagem de Nossa Senhora de Fátima destinada àquele Colégio de Roma; a imagem tinha sido esculpida pelo mesmo autor daquela que se encontra na Capelinha das Aparições, José Ferreira Thedim.

A ‘Documentação Crítica de Fátima’ apresenta uma carta de Joaquim Carreira, aluno do Colégio, para o padre Arnaldo de Magalhães, com data de 13 de fevereiro de 1929, a perguntar qual foi a reação, em Portugal, ao facto de o Papa ter distribuído as estampas de Nossa Senhora de Fátima.

A 1 de outubro de 1930, o Papa Pio XI concede indulgências plenárias aos peregrinos de Nossa Senhora de Fátima, ainda antes da publicação da Carta Pastoral do bispo de Leiria, na qual se consideram “dignas de crédito” as Aparições de Nossa Senhora relatadas pelos três Pastorinhos (13 de outubro de 1930).

Na Carta Apostólica Ex officiosis litteris, de 1934, o Papa atestava “os extraordinários benefícios com que a Virgem Mãe de Deus acabava de favorecer” Portugal.

À entrada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, por cima da porta principal, encontra-se um mosaico que representa a Santíssima Trindade a coroar Nossa Senhora, obra das oficinas do Vaticano, no pontificado de Pio XI, que foi abençoado pelo cardeal Eugénio Pacelli, futuro Papa Pio XII.

OC
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Pe. Geovane Saraiva

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