"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

domingo, 7 de maio de 2017

As coisas devem mudar em Cuba, afirma Arcebispo após audiência com o Papa

Papa Francisco recebeu os bispos de Cuba em 4 de maio de 2017, 
no Vaticano / Crédito: L'Osservatore Romano

VATICANO, 06 Mai. 17 / 01:00 pm (ACI).- Os Bispos de Cuba, em visita ad limina em Roma, foram recebidos pelo Papa Francisco no Palácio Apostólico, no Vaticano, na quinta-feira, 4 de maio.

Em declarações à Rádio Vaticano, Dom Dionisio García Ibáñez, Arcebispo de Santiago de Cuba, destacou a importância de manter uma relação harmoniosa com a ilha, porque “Cuba está esperando por mudanças”.

“Algumas mudanças ocorrem mais rapidamente do que outras, mas os cubanos, independente das nossas ideias pessoais, percebemos que os cidadãos podem viver em melhores condições espirituais e materiais e que as coisas devem mudar”.

Em relação à religião, Dom García Ibáñez afirmou que “há uma abertura no sentido de que há uma compreensão maior do tema religioso e os cidadãos podem expressar a sua própria fé”.


Além de Dom García, também participaram desta visita o Cardeal Jaime Lucas Ortega y Alamino, Arcebispo Emérito de Havana; o atual Arcebispo da capital cubana, Dom Juan de la Caridad García Rodríguez ; e Dom Wilfredo Pino Estévez, Arcebispo de Camagüey e Presidente da Conferência Episcopal.

O Arcebispo de Santiago de Cuba disse ainda que “os cubanos são um povo religioso, embora seja provado que há pouca formação na fé. Para nós, os bispos, este é um problema difícil de enfrentar”.

Apesar desse problema de formação, destacou um sinal positivo: “Temos vocações, embora não sejam suficientes. Graças a Deus, temos missionários fidei donum, diocesanos e religiosos, mas ainda precisamos de mais”.

Ao ser perguntado sobre as estruturas que a Igreja está recuperando, o Prelado disse que “este processo apenas começou. Isto já é algo muito positivo. Em algumas dioceses, alguns imóveis foram restituídos, mas é um lento processo”.

“Estamos trabalhando com o Estado, porque depois de 50 anos nos quais a população cresceu, podemos ter espaços para o culto que precisamos”.

Enquanto esperam que isto siga em frente, explicou o Arcebispo, “temos casas de oração, ou seja, os fiéis colocam à disposição das suas comunidades as suas casas para se reunirem. Não há casas paroquiais com estruturas pastorais, entretanto, a Igreja está viva”.

Os Bispos cubanos estiveram em Roma entre os dias 25 abril e 5 maio. Em uma carta enviada aos fiéis da ilha, os prelados explicaram que a visita ad limina “é uma manifestação clara e pública da comunhão de todos os bispos do mundo com o Bispo de Roma e um meio eficaz para reafirmar esta comunhão”.

A presença de prelados cubanos no Vaticano despertou grande expectativa, levando em consideração a importância que os diferentes Pontífices deram às relações com a ilha caribenha.

Vale recordar que tanto São João Paulo II, em janeiro de 1998, como Bento XVI, em março de 2012, assim como o Papa Francisco, em setembro de 2015, viajaram a Cuba.
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Pe. Geovane Saraiva

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