"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Vítimas de atentado no Egito são consideradas mártires do cristianismo

domtotal.com
Vigília recorda perseguidos, alvo de violência e mortos por causa da fé cristã.
Vigília da comunidade Santo Egídio
Vigília da comunidade Santo Egídio (Reuters)
A Comunidade de Santo Egídio promove nesta terça (11) em Roma uma vigília ecuménica de oração, especialmente dedicada aos “mártires cristãos” da Igreja Copta do Egito, que foram alvo de um atentado no último domingo.

A Rádio Vaticano adianta que a vigília tem início previsto para as 18h30 (menos quatro no Brasil), na Basília de Santa Maria em Trastevere, e vai ser presidida pelo cardeal Kevin Joseph Farrell, prefeito da Congregação para os Leigos, a Família e a Vida.

Este evento, realizado anualmente no período da Páscoa, tem como principal objetivo recordar todos quantos no mundo são perseguidos, alvo de violência e mortos por causa da sua fé.

O ataque a duas igrejas coptas no Egito provocou pelo menos 50 mortos e dezenas de feridos.

A vigília desta tarde pretende fazer com que “o martírio destes e de outros cristãos não caia no esquecimento”.

“Ao fazer memória dos nomes e das histórias das vítimas, a Comunidade de Santo Egídio quer também recordar as palavras do Papa Francisco: Hoje, no século XXI, a nossa Igreja é uma Igreja de mártires”, realça o serviço informativo da Santa Sé.

A Comunidade de Santo Egídio é uma organização católica fundada em 1968 por Andrea Riccardi, no bairro de Trastevere, em Roma, Itália, que se dedica à caridade, à evangelização e à promoção da paz.

Atualmente este movimento de leigos está presente em mais de 70 países, incluindo Portugal, sobretudo nas regiões de Lisboa e Porto.

Funerais das vítimas

Os funerais das 29 vítimas do massacre perpetrado no Domingo de Ramos por um terrorista, em Tanta, ao norte do Cairo, na igreja copta de São Jorge, foram celebrados no final da tarde de domingo. Em poucas horas, os fiéis construíram os túmulos onde foram enterrados os corpos das vítimas, na mesma igreja onde o massacre ocorreu. Os funerais foram celebrados no mesmo dia do massacre, porque a tradição litúrgica copta não prevê cerimônias fúnebres durante a Semana Santa. As exéquias foram celebradas por Anba Paula, Bispo copta-ortodoxa de Tanta, com a presença de outros bispos do Sínodo Copta. Na mensagem enviada ao Patriarca copta-ortodoxo ao Bispo e fiéis da Diocese de Tanta, lida durante a missa fúnebre, se expressa o olhar de fé com o qual muitos cristãos egípcios estão vivendo os trágicos acontecimentos que os atingiram logo no início da Semana Santa. “Com a festa da entrada de Jesus em Jerusalém”, lê-se na mensagem do Patriarca, enviada à Agência Fides, “nos despedimos de nossos queridos mártires da igreja de Mar Girgis em Tanta. Eles foram chamados para o céu no dia de festa, para levar os ramos de palmeira e oliveira a Cristo. (...). Eles foram preparados no jejum para celebrar os mistérios sagrados, e rezando e louvando com todo o coração, no momento do martírio passaram, através da dor, para a alegria gloriosa da Ressurreição”. Em sua mensagem, o Patriarca não pede para esconder a dor da separação dos irmãos mortos pelos terroristas “porque os amamos”, mas convida todos a encontrar consolo na esperança confiante de que os mártires do Domingo de Ramos foram acolhidos “com o abraço de Cristo”, e agora eles vivem com Ele.

O balanço dos dois ataques terroristas que tiveram como alvo os coptas egípcios no Domingo de Ramos é até agora de 47 vítimas. Na igreja de São Jorge, em Tanta, houve 29 mortos e mais de 70 feridos, enquanto no ataque à Igreja de São Marcos, em Alexandria, morreram 18 pessoas. Nesta última igreja, onde estava também presente para a missa o Patriarca Tawadros, a Polícia bloqueou o terrorista que se explodiu fora do local de culto.

De acordo com notícias da imprensa egípcia, os dois camicases responsáveis pelos massacres teriam passado pela Síria nos últimos anos. Abu Ishaq al Masri, apresentado pela mídia egípcia como o camicase de Alexandria, teria entrado na Síria desde em dezembro de 2013, passando pela Turquia. De volta ao Egito, teria se estabelecido na Península do Sinai. Sobre o terrorista de Tanta, identificado como Abu al Baraa al Masri, se comprova a presença na Síria desde agosto de 2013. 


Ecclesia/ Fides
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Pe. Geovane Saraiva

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