"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Um poderoso remédio contra a doença de Alzheimer

  Larry Peterson | Jan 24, 2017
© Antoine Mekary / ALETEIA
Pope Francis leads a Marian Prayer Vigil in St. Peter's Square in Vatican City, October 08, 2016. © Antoine Mekary / ALETEIA
O remédio não custa nada, é muito eficaz e pode ser usado também contra outras doenças

Pessoas com Alzheimer ou outras formas de demência frequentemente sofrem de algo chamado “sundowning”, que do inglês, poderia ser traduzido como “pôr do sol”. Este termo é usado para descrever um início acelerado de agitação e confusão que ocorre no fim da tarde ou à noite.

Outra noite, eu tive que ir à farmácia para pegar uma prescrição para Marty, minha esposa, que tem Alzheimer. Eu não a deixo sozinha mais, porém ela estava dormindo no sofá e eu pensei que só ficaria fora por cerca de 30 minutos. Eu tinha certeza que tudo ficaria bem. Eu estava errado.

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Retornei assim que foi possível. Porém, um visitante indesejado tinha chegado antes de mim. O “sundowning” tinha aparecido; ele é um aliado próximo de seu chefe: o mal de Alzheimer.

Quando Marty começou a sofrer de Alzheimer, o pôr-do-sol era um visitante pouco frequente. Mas, agora, ele aparece quase todos os dias. Eu o odeio e queria, como um mágico, fazê-lo evaporar em um sopro de vapor branco. Infelizmente, eu não posso. Mas, há esperança. Descobrimos um antídoto. Agora, quando “sundowning” visita minha esposa, ele é atingido com a nossa nova arma secreta, a “Ave Maria”.

Eu não estou brincando

Eu realmente não entendo o fenômeno “sundowning”, mas vou lhe dar um breve exemplo do que pode acontecer. Ao chegar em casa da farmácia naquele dia, encontrei Marty vestida para sair, passeando pela sala. Vários sacos grandes de papel estavam na mesa da sala de jantar repletos de coisas como copos, roupa suja, garfos e facas, meias, creme dental, doces, uma barra de sabão e outros itens diversos. Ela olha para mim e diz: “Ah, finalmente, você está em casa. Já está tudo pronto. Espero que não estejamos atrasados.”

Na mente dela, tudo estava normal.  Mas a minha cabeça estava tentado tirar sentido de algo nada a ver. “Atrasados para quê?” Eu perguntava.

“Não comece. Você sabe que temos que chegar ao aeroporto. O avião vai partir e nós vamos perdê-lo.”  Marty estava agitada e falando como se tivesse com altas doses de cafeína no corpo. “Joe e Jerry não serão capazes de nos encontrar. Temos que estar naquele avião.”

Joe e Jerry eram irmãos de Marty. Joe morreu 25 anos atrás e Jerry há mais ou menos 20. Devo ter recebido uma sacudida de uma graça naquele momento, porque eu, rapidamente, pensei: “Comece a orar.” Então eu coloquei minhas mãos sobre seus ombros e olhei nos olhos dela.  “Ouça-me, Marty. Está tudo bem. Os aviões estão atrasados. Joe e Jerry estão em casa e entrarão em contato mais tarde. Vamos, vamos sentar um minuto.”

Ela relaxou um pouco e nós sentamos no sofá. Eu entrelacei as mãos dela nas minhas e disse: “Nós precisamos dizer uma Ave Maria e pedir para Nossa Senhora nos ajudar a desfazer essa confusão.”

Ela sorriu pra mim e nós rezamos a Ave Maria juntos. Poucos minutos se passaram e uma Ave Maria se transformou em uma dezena do rosário. Eu olhei para ela e perguntei: “Você está bem?”

Aqui é onde a doença de Alzheimer aperta. “Claro que estou bem. Por que eu não estaria? O que essas malas estão fazendo na mesa?”

Ela estava mais calma e menos agitada. Rezar à Nossa Senhora e pedir-lhe ajuda tinha funcionado. Na verdade, funcionou melhor do que a medicação prescrita. E tínhamos a Ave Maria em nosso lado, chamando o tempo todo, e não tínhamos utilizado.

O “sundowning” nos visita todos os dias agora. Provoca agitação e confusão, que ocorre rápida e inesperadamente. Normalmente, Marty quer saber se ela tem uma cama em nossa casa e se ela pode ficar lá. Praticamente todas as noites eu tenho que garantir que ela está em sua própria casa e que a cama é dela e ela vai dormir lá. Quando ela fica na cama e eu puxo o cobertor para cima e para baixo de seu queixo, ela, finalmente, relaxa. Eu seguro sua mão e nós dizemos mais uma Ave Maria. Ela adormece em cinco minutos.

Nós somos abençoados. Temos um poderoso remédio que não custa nada. Seu nome é Ave Maria e, se necessário, podemos entrar em uma feliz overdose. Graças à Ave Maria e a nossa bela fé, o “sundowning” encontrou seu inimigo na nossa casa.

Uma advertência final: Este “medicamento” é bom para muitas doenças. Se você não o usa, experimente. Afinal, a Virgem Maria e seu Filho são o poder por trás disso.
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Pe. Geovane Saraiva

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