"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sábado, 8 de abril de 2017

Editorial: Família, boa nova para o mundo

Família


Cidade do Vaticano (RV) – “A família hoje é desprezada e maltratada”: palavras do Papa Francisco pronunciadas tempos atrás. O Sucessor de Pedro está ciente do difícil momento que o matrimônio e a família estão vivendo. Na semana passada foi apresentada a Carta de Francisco para o 9º Encontro Mundial das Famílias que se realizará em Dublin, na Irlanda, de 21 a 26 de agosto de 2018, sobre o tema “O Evangelho da Família: alegria para o mundo”. 


O Pontífice parte mais uma vez de uma pergunta: “O Evangelho continua sendo a alegria para o mundo? A família continua sendo uma boa nova para o mundo de hoje?” E a resposta é imediata: “Tenho certeza que sim”. Um sim estabelecido no desígnio de Deus. Segundo Francisco, “o amor de Deus é o seu sim a toda a Criação e ao ser humano, centro da Criação”. É o sim de Deus pela união entre o homem e a mulher, abertura e serviço à vida em todas as suas fases; é o sim e o compromisso de Deus pela humanidade ferida, maltratada e dominada pela falta de amor. A família, portanto, é o sim de Deus-Amor.
Somente a partir do amor, a família pode manifestar, difundir e regenerar o amor de Deus no mundo. “Sem o amor não é possível viver como filhos de Deus, como cônjuges, pais e irmãos”.  Francisco convida então as famílias a se perguntarem com frequência se vivem “a partir do amor, por amor e no amor”.
Isso, – observa - significa concretamente doar-se, perdoar-se, não perder a paciência, antecipar o outro e respeitar-se. E Francisco volta a tocar na mesma tecla de suas conversas com os casais: como seria melhor a vida familiar se a cada dia fossem vividas três palavras simples: permissão, obrigado e desculpa. Sim, porque todos os dias fazemos experiência de fragilidade e fraqueza.
É necessário partir novamente daqui: não só a família é um bem, não somente é uma coisa boa de se viver, mas ainda mais é bonita. Como sempre, o verdadeiro convence, o bem leva a agir, mas a beleza, sobretudo, atrai. Entre as luzes do universo está a família: ver um pai e uma mãe com seus filhos nos abre o sorriso, nos deixa fascinados. Certa vez o Papa disse que o que nos é pedido hoje é reconhecer quanto é bonita, verdadeira, e bom formar uma família, ser uma família; quanto é indispensável isso para a vida do mundo, para o futuro da humanidade.
E à Igreja é pedido de colocar em evidência o luminoso plano de Deus sobre a família e ajudar os casais a viverem esse plano com alegria no seu dia a dia, acompanhando-os nas muitas dificuldades, com uma pastoral inteligente, corajosa e cheia de amor. Esta é a meta que propõe Francisco.
O Papa considera a família “célula fundamental da sociedade humana” porque deste o princípio o Criador colocou a sua bênção sobre o homem e sobre a mulher para que fossem fecundos e se multiplicassem sobre a terra; e assim a família representa no mundo o reflexo de Deus.
Na sua Carta para o Encontro Mundial das Famílias em Dublin Francisco fala de uma Igreja misericordiosa que anuncie o coração da revelação do Deus-Amor que é Misericórdia. Esta misericórdia nos faz novos no amor. Sabemos quanto as famílias cristãs são lugares de misericórdia e testemunhas de misericórdia.
Recordando os ensinamentos da sua Exortação Apostólica Amoris laetita, o Papa pede a todos as famílias que estejam sempre a caminho, naquela peregrinação interior que é manifestação de vida autêntica.
Para finalizar, convém recordar que a família é uma só: a que nós conhecemos, não existe outra. É uma realidade natural, inscrita na vocação do homem e da mulher a realizar-se no específico de si mesmos.
Na sua viagem às Filipinas, em janeiro de 2015, falando sobre a família, Francisco chamou a atenção para o sonho da família. Não é possível uma família sem o sonho. Quando em uma família se perde a capacidade de sonhar, as crianças não crescem e o amor não cresce, a vida se apaga. Por isso, é muito importante recuperar os sonhos, recuperar o amor através dos projetos de todos os dias. Jamais deixar de serem eternos namorados! Um convite a todos os casais que caminham juntos nas estradas da vida. (Silvonei José)
editorial
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Pe. Geovane Saraiva

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