"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sábado, 1 de abril de 2017

Descoberto manuscrito do português que inspirou o filme 'Silêncio'

O documento em causa é um relatório 'do que faziam os jesuítas das missões no estrangeiro'.


Filme se baseia na história dos jesuítas no Japão.
Filme se baseia na história dos jesuítas no Japão. (Reprodução)
A Universidade de Coimbra (UC) anunciou a descoberta, nos seus arquivos da Biblioteca Geral, de uma carta da autoria do Pe. Cristovão Ferreira, escrita em 1618 pela mão do próprio sacerdote português, numa altura em que os cristãos já estavam a ser perseguidos.
A descoberta foi anunciada num vídeo publicado na sua página, em que António Maia do Amaral, diretor-adjunto da Biblioteca Geral da UC, explica que, «enquanto no filme os jesuítas foram à procura de Cristóvão Ferreira, também aqui na Universidade de Coimbra andámos à procura dele». «Infelizmente não o fizemos na documentação do colégio jesuíta, que se dispersou com a extinção do colégio, mas nos fundos ricos da Biblioteca Geral. Encontrámos uma carta do Cristóvão Ferreira, que é, perante o percurso possível da vida dele, pois embora se trate de uma pessoa que renegou a fé cristã, é também um mártir, uma relíquia. Esta carta é um documento muito raro, escrito no Japão e enviado para a Europa», explica António Maia do Amaral.
O Pe. Cristovão Ferreira escreveu esta carta 15 anos antes de cometer apostasia. O documento em causa é uma ânua, um relatório «do que faziam os jesuítas das missões no estrangeiro», «Os factos que são contados são histórias de perseguição, de conversão, dos movimentos dos missionários limitados dentro do Japão. Esta carta termina com a passagem de um primeiro missionário para a ilha de Hokkaido, uma ilha que ainda não tinha missionação, e onde é dito que é bem acolhido. A carta é também muito esperançosa no fim das perseguições e no sucesso da missionação japonesa», explica o diretor adjunto da Biblioteca Geral.
Recorde-se que o Pe. Cristovão Ferreira foi, durante muitos anos da perseguição aos cristãos no Japão, o fiel depositário dos registos dos missionários e mais tarde superior provincial da Ordem no Japão. O seu crime de apostasia foi, mais tarde, colocado em causa, e há dúvidas sobre se terá voltado com a palavra atrás, sendo que alguns historiadores referem que terá afirmado a sua fé e morrido como mártir.

Família Cristã
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Pe. Geovane Saraiva

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