"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quinta-feira, 23 de março de 2017

São José também esteve no milagre do sol de Fátima e este é seu significado

Milagre do Sol (1917) e pintura de São José / Foto: Captura YouTube e Flickr de LawrenceOP (CC-BY-NC-2.0)

FATIMA, 22 Mar. 17 / 05:00 pm (ACI).- Sobre as aparições da Virgem de Fátima em Portugal muitas pessoas devem ter ouvido falar do “Milagre do Sol” de 1917, mas poucos sabem que São Jose também esteve presente na visão da Irmã Lúcia.
Photo published for O maior milagre de Fátima não foi a ‘dança do sol’, mas sim a conversão das pessoas, diz BispoA Serva de Deus e vidente de Fátima, Irmã Lúcia, descreveu a aparição em suas memórias: “Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. São José com o Menino pareciam abençoar o Mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz”.

“Isto reitera a importância do papel de São José dentro da Igreja. Diz muito sobre nosso mundo de hoje. É o gigante silencioso, amigo esquecido que está constantemente presente”, explicou Mike Wick, diretor executivo do Instituto on Religious Life, apostolado que promove e apoia o crescimento, o desenvolvimento e a renovação da vida consagrada.

Além disso, Wick disse que a presença da Sagrada Família na última aparição de Fátima é um “lembrete oportuno” de que a Igreja deve ser a “família de Deus”.

“São José, que é o chefe da Sagrada Família, nos dá grande instrução sobre o plano de Deus”, acrescentou.

Nesse sentido, Mons. Joseph Cirrincione, estudioso há mais de 40 anos das aparições de Fátima, detalhou em seu livro “St. Joseph, Fatima and Fatherhood” (1989) que as aparições são, definitivamente, um lembrete da importância da paternidade.

“A paternidade de São José, assim como com todos os pais humanos, é o reflexo em uma criatura da paternidade de Deus Pai. A visão de São José e do Menino Jesus abençoando o mundo com Maria ao lado do sol, que não deixou o seu lugar, é a segurança de Deus de que, embora o homem possa rechaçá-lo, Deus nunca rechaçará o homem”, enfatizou.

Quando a pacífica cena familiar é interrompida pelos giros do sol durante o Milagre do Sol, Mons. Cirrincione acredita que se trata de “um presságio sinistro das consequências para o mundo, que certamente se sentirão se a verdadeira paternidade de Deus e o tradicional forte papel do pai da família são rechaçados pela humanidade”.

“O Milagre do Sol representa não tanto uma ameaça de males futuros, mas um presságio do destronamento de Deus Pai e uma indicação das terríveis consequências que seguirão”, ressaltou.

Mons. Cirrincione explicou “que a paternidade humana, como reflexo da paternidade de Deus, foi desenhada para ser o pilar da família” e que o “desaparecimento da estima pela paternidade levou ao colapso desse pilar e a desintegração da família”.

No século IX, o Papa Leão XIII consagrou o mês de outubro à Virgem do Rosário – título com o qual Maria chamou a si mesma em Fátima –, e na sua encíclica Quamquam Pluries (Devoção a São José) de 1889, o Papa pediu “que o povo cristão invocasse constantemente, com grande devoção e confiança, junto com a Mãe de Deus, o seu casto esposo São José”.

Porque era “muito importante a devoção a São José”, este Papa escreveu e ofereceu uma oração ao Santo Custódio para que fosse recitada depois do Rosário, durante o mês de outubro.
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Pe. Geovane Saraiva

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