"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

segunda-feira, 13 de março de 2017

Santa Eufrásia, Virgem eremita

Por Diego López Marina

REDAÇÃO CENTRAL, 13 Mar. 17 / 05:00 am (ACI).- Santa Eufrásia, cuja festa é celebrada neste dia 13 de março, viveu no século IV e foi filha de um parente do imperador romano Teodósio I. Segundo a tradição, provinha de uma família nobre e, por isso, foi tentada frequentemente pelo demônio a levar uma vida de luxo.

Também era atacada por satanás enquanto trabalhava ou jejuava, mas sempre continuava com seus sacrifícios para que fossem agradáveis a Deus. Foi assim que recebeu o dom de fazer milagres e expulsar maus espíritos. Curou muitos doentes e possuídos: como um menino que não podia andar ou uma religiosa possuída que lhe fazia a vida impossível.

Quando Eufrásia tinha 1 ano, seu pai faleceu e ela foi criada sob a proteção do imperador Teodósio I, que se encarregou de cuidar tanto dela como de sua mãe. Ao completar 5 anos, o imperador a prometeu em casamento ao filho de um rico senador romano para quando tivesse idade suficiente.

Aos 7 anos, Eufrásia viajou com sua mãe para o Egito, onde conheceram eremitas e monges da Tebaida. Começaram a visitar o mosteiro de Santa Maria, fundado por São Cirilo de Alexandria e Santa Sara, e se tornaram amigas das monjas do lugar.

A pequena Eufrásia se sentiu fortemente atraída para a vida religiosa eremita e pediu às monjas que permitissem que permanecesse com elas, tomando o hábito como noviça aos 8 anos. Em seguida, sua mãe faleceu e a santa permaneceu na solidão do convento, crescendo em graça.

Quando a jovem completou 12 anos, o imperador Arcádio recordou a promessa que seu predecessor Teodósio I havia feito e enviou uma mensagem ao convento do Egito, pedindo a Eufrásia que regressasse para se casar com o senador a quem havia sido prometida.

A santa se negou a abandonar o convento e escreveu uma carta ao imperador suplicando que a deixasse em liberdade, que vendesse todos os bens herdados de seus pais para que fossem distribuídos entre os pobres, assim como deixar livres todos os escravos de sua casa.

O imperador concordou com a vontade de Eufrásia, embora considerasse que a herança dela deveria lhe pertencer. A jovem prosseguiu com sua vida no convento atravessando diversas tentações que combateu com a graça, caridade e invocando o nome de Cristo.

Quando a santa fez 30 anos, a abadessa do convento, Sara, teve uma visão na qual Cristo glorioso tomava Eufrásia por esposa no paraíso.

Em pouco tempo, Santa Eufrásia teve febres e, em seu leito de morte, tanto sua companheira de cela, Júlia, como a abadessa imploraram à santa que lhes obtivesse a graça de estar com ela no céu. Três dias depois da morte de Eufrásia, Júlia faleceu e, pouco tempo depois, aconteceu o mesmo com a abadessa. 
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Pe. Geovane Saraiva

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