"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

terça-feira, 21 de março de 2017

Papa Francisco: O confessionário não é uma lavanderia, é preciso sentir vergonha

Por Miguel Pérez Pichel
Papa Francisco celebra Missa na Casa Santa Marta. Foto: L'Osservatore Romano

VATICANO, 21 Mar. 17 / 10:00 am (ACI).- “O confessionário não é uma lavanderia para limpar as manchas da consciência. Ao se confessar é preciso sentir vergonha dos pecados”, disse o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã de hoje na Casa Santa Marta, no Vaticano.

O perdão “é um mistério difícil de entender”, assinalou e destacou que a vergonha do pecado e o arrependimento do pecador podem ajudar a ser mais receptivo ao perdão de Deus.

Neste sentido, Francisco defendeu que o primeiro passo para uma confissão correta é a vergonha do próprio pecador:

“Se eu pergunto: ‘Vocês são todos pecadores?’ – ‘Sim, padre, todos’ – ‘E para receber o perdão dos pecados?’- ‘Nos confessamos’ – ‘E como você se confessa?’- ‘Vou, digo meus pecados, o padre me perdoa, me dá três Ave Marias para rezar e vou embora em paz’. Você não entendeu!”.

Essa atitude, advertiu o Bispo de Roma, implica uma profunda hipocrisia, “a hipocrisia de roubar um perdão, um perdão fingido”.

O Pontífice insistiu que, sem sentir vergonha, a confissão é como “fazer uma operação bancária ou um processo burocrático. Não foi lá envergonhado pelo que fez. Viu algumas manchas em sua consciência e errou, porque pensou que o confessionário fosse uma lavanderia para limpar as manchas. Você foi incapaz de envergonhar-se por seus pecados”.

Além disso, exortou a acreditar que na confissão, Deus realmente perdoa os pecados, porque “se você não tem consciência de ser perdoado, nunca poderá perdoar, nunca. Sempre existe aquele comportamento de querer acertar as contas com os outros”.

“O perdão é total. Mas somente se pode dar quando eu sinto o meu pecado, me envergonho, tenho vergonha e peço o perdão a Deus e me sinto perdoado pelo Pai e assim posso perdoar. Caso contrário, não se pode perdoar, somos incapazes disto. Por esta razão o perdão é um mistério”.

O Papa concluiu a homilia pedindo “a graça da vergonha diante de Deus. É uma grande graça! Envergonhar-se dos próprios pecados e assim receber o perdão e a graça da generosidade de dá-lo aos outros, porque se o Senhor me perdoou tanto, quem sou eu para não perdoar?”.
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Pe. Geovane Saraiva

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