"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

segunda-feira, 27 de março de 2017

Bispo atribui altas taxas de suícidio no Japão à falta da religião

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2017-03-27 Rádio Vaticana

Tóquio (RV) - De 1998 a 2010, mais de 30 mil pessoas, a cada ano, tiram a própria vida no Japão. Segundo recente persquisa governamental, somente 20% dos suicídios foram cometidos por motivos econômicas. Outros 60% são atribuídos à motivos ligados à saúde física e à depressão.

O Bispo japonês, Dom Isao Kikuchi, escreveu um artigo sobre o fenômeno, publicado pela Agência Asianews, e que propomos agora:

"No decorrer dos últimos anos, no Japão, mais de 30 mil pessoas se suicidaram a cada ano. Tudo começou em 1998, quando diversos bancos japoneses declararam falência, a economia do país entrou em recessão e o tradicional "sistema de emprego definitivo" começou a ruir.

Desde então e até 2010, por cerca de 12 anos, mais de 30 mil pessoas a cada ano - cinco vezes mais do que o número anual de mortes provocadas por acidentes rodoviários - sentiram-se motivadas a tirar a vida neste rico, moderno e avançado país. Os japoneses, circundados por abundantes riquezas terrenas e bens materiais, tiveram dificuldades em encontrar uma esperança para o próprio futuro.

Uma pequena mudança foi registrada por ocasião do enorme desastre de 2011, durante o qual o número de suicídios caiu um pouco. Em 2010 foi de 31.690. Em 2011 foi de 30.651. Em 2012, 27.858. Em 2013, 27.283. A razão deste declínio ainda não é conhecida, mas se presume que seja devido à reflexão sobre o significado da vida iniciado após o colossal desastre que levou embora a vida de muitos japoneses sem uma razão plausível.

Segundo uma recente pesquisa governamental, somente 20% dos suicídios foram cometidos por motivos econômicos. 60% foram devido a motivos ligados à saúde física e à depressão.

Os motivos por trás destes casos de suicídio devem ser realmente muito complexos e não é fácil assinalar uma única causa. Em todo caso, é correto afirmar que uma das razões deste fenômeno é a falta de religião na vida cotidiana das pessoas no Japão.

É óbvio que uma abundância de riquezas terrenas e materiais ou o desenvolvimento tecnológico não podem levar a um enriquecimento espiritual. Pelo contrário, alimentam o vazio nos corações de muitos. Enquanto a sociedade continuou a buscar o desenvolvimento material, a espiritualidade religiosa perdeu o seu lugar na sociedade e nas comunidades locais e foi destruída, deixando as pessoas isoladas. O isolamento é uma das principais causas que levam as pessoas a colocarem fim à própria vida.

A Igreja Católica no Japão trabalhou nesta questão por muito tempo. Ambas as mensagens dos bispos católicos japoneses: em 2001 "Reverência pela vida" e a sua versão reelaborada divulgada em janeiro de 2017, mencionaram o problema do suicídio e foi lançado um apelo à população em geral para prestar atenção ao caso do "isolamento" das pessoas.

A Caritas Japão trabalhou em cima deste problema por muito tempo, organizando seminários para chamar a atenção das pessoas para aqueles que estão isolados e que pedem ajuda. Também muitos católicos fazem parte das ONGs locais que apoiam as pessoas que encontram dificuldades em suas vidas.

Na mensagem, também os bispos lançaram um apelo aos católicos para que não julguem as pessoas que se suicidaram, mas demonstrem por eless e por suas famílias, a misericórdia pastoral".

(JE/Asianews)

(from Vatican Radio)

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Pe. Geovane Saraiva

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