segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Eugênio Aragão: 'Estamos num silencioso processo de involução'

Ex-ministro da Justiça analisa a derrocada de direitos individuais e coletivos, com a degradação das instituições republicanas, e diz que o povo brasileiro assiste a tudo em estado de absoluta inação

por Tiago Pereira, da RBA http://www.redebrasilatual.com.br/

São Paulo – A restrição ao direito de greve dos servidores públicos, decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada, que determinou o corte de ponto dos grevistas; a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), segundo a qual a Operação Lava Jato não precisa seguir as regras dos processos comuns, pois "trazem problemas inéditos e exigem soluções inéditas"; a obsessão cega, e ao mesmo tempo seletiva, no combate à corrupção; estudantes sendo algemados em uma escola ocupada; e toda a fragilidade institucional acarretada pelo processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, contestado por parte relevante da comunidade jurídica. Para Eugênio Aragão, o último ministro da Justiça do governo Dilma, estes são sintomas claros de um processo de degradação que atualmente atinge as instituições do país.
"O que a gente não está vendo é que estamos num silencioso processo de involução. Não chamo de silenciosa revolução, porque revolução pressupõe que se vá para frente." Essas são algumas das preocupações demonstradas pelo professor do curso de Direito na Universidade de Brasília (UnB).

"Estamos num momento de profunda degradação do tecido institucional do Estado brasileiro. Estamos desmontando completamente o pacto de 1988 (representado na Constituição Federal que vigora desde então), e, por isso estamos involuindo."

Em entrevista à RBA, Aragão, que retornou à função de procurador do Ministério Público Federal (MPF), afirma que a relação entre os poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário) encontra-se em desequilíbrio, critica a superexposição midiática de juízes e procuradores e diz que pode levar uma geração até que as instituições se recuperem.

Para ele, a decisão do STF que validou, por 6 votos a 4, o desconto dos dias paradas de servidores públicos que entrarem em greve, equivale, na prática, a impedir o direito de greve. "Se a Constituição prevê o fim, que é o direito de greve, deve também dar os meios. Tirar do servidor os seus vencimentos, porque está fazendo greve, é impedir a greve", afirma o ex-ministro, para quem a medida parece fazer parte de uma estratégia mais ampla.

"O problema é o seguinte: enquanto a Câmara aprova a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que vai deixar os servidores provavelmente com os seus vencimentos congelados pelos próximos 20 anos, o STF impede a greve. Parece um jogo de bobinho, em que a bola fica entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, e o governado é o bobinho, que fica tentando correr atrás da bola", analisa o professor, que também não poupa críticas ao Supremo por excessiva preocupação com a governabilidade do presidente Michel Temer, preocupação essa que não se viu durante os momentos finais do governo Dilma.

"Me preocupa essa seletividade temática. Se busca bloquear um direito constitucional, ou pelo menos a sua praticidade, para garantir governabilidade para um senhor que se apossou da presidência da República através de uma manobra parlamentar. Tudo isso era muito previsível. Na verdade, a destituição da presidenta Dilma foi o início de um processo de degradação das nossas instituições."

Já sobre os investigadores da Lava Jato, Aragão lembra que o discurso de excepcionalidade para justificar o descumprimento de regras legais, como no caso do vazamento de conversas entre a então presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, que passou sem punição, foi adotado também durante a Alemanha nazista.

Ele ainda afirmou que a exposição excessiva de autoridades da Justiça pela mídia tradicional, desde os promotores da Lava Jato até o ministro Gilmar Mendes, sempre prontos a dar declarações de impacto que virem manchete, colaboram para a sua "desmoralização institucional". Em algum momento futuro, quando houver sinais de pacificação, faz-se "urgentemente" necessário criar medidas que "segurem os excessos do Judiciário e do Ministério Público", ambos, segundo Aragão, atualmente "descarrilhados".

"Desequilibraram o sistema completamente. A gente vê membros do MP atuando claramente com objetivos de seleção de alvos. Estamos vendo um Judiciário enfraquecido, anuindo a tudo isso e também adotando discurso seletivo."
PEC do mal

Frente às ameaças aos direitos individuais e coletivos, e de perdas efetivas – como a PEC 241 – o ex-ministro Eugênio Aragão lamenta a falta de reação da sociedade, e diz que o Brasil vive hoje "um momento surreal, um quadro absurdo de Salvador Dalí", a espera de um comando advindo da mídia tradicional.

"O brasileiro, infelizmente, parece que não tem capacidade de se mobilizar se não tiver um lide (referência ao jargão jornalístico que define o parágrafo principal de uma matéria). Estão perdidos, sem nenhum tipo de rumo, sem norte, assistindo a esse circo pegar fogo com absoluta inação. Parece que há um estado de torpor."

Nesse quadro de enfraquecimento das garantias individuais, Aragão diz que a denúncia dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Comitê de Direitos Humanos da ONU, que acusa o juiz Sérgio Moro de cometer uma série de arbitrariedades, é medida importante para "dizer claramente que a comunidade internacional, que não é petralha, não está concordando com o que está acontecendo no Brasil de hoje."

Outras ações que visam a restringir a liberdade de expressão e consciência, como o projeto Escola sem Partido, que tramita no Congresso Nacional, e coloca restrições ao debate de ideias dentro de sala de aula, ou ainda a ação do MPF que mandou retirar cartazes 'Fora Temer' do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, indicam, para o professor, "um processo de fechamento de discurso, que proíbe as pessoas de pensarem 'contramajoritariamente'".

"Não sei por quanto tempo a gente vai poder refletir, mas, enquanto puder, é importante falar. É importante a gente dizer o que está acontecendo, sem medo das consequências. Estamos em um momento que, ou a gente fala, ou depois não vamos poder reclamar mais."

Num cenário sombrio, Aragão afirma que reside nos estudantes que ocupam escolas por todo o país contra a PEC 241 e contra a proposta de reforma do ensino médio do governo Temer, a esperança de um futuro de mais igualdade de direitos. "Vejo jovens tomando atitudes para poder salvar pelo menos o seu pedaço, que é a educação pública. Isso é um alento, e serve de exemplo a nós, adultos."
Postado por Alem da Arena às 08:22 

Governo cria a Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

domtotal.com
A Agenda 2030 prevê 17 objetivos, que deverão ser alcançados pelos países signatários.
Dentre os objetivos, assegurar o acesso confiável, sustentável e a preço acessível à energia para todos.
Dentre os objetivos, assegurar o acesso confiável, sustentável e a preço acessível à energia para todos.

O governo federal criou, por meio de decreto, a Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A finalidade do grupo é "internalizar, difundir e dar transparência ao processo de implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas". 

"A Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é instância colegiada paritária, de natureza consultiva, integrante da estrutura da Secretaria de Governo da Presidência da República, para a articulação, a mobilização e o diálogo com os entes federativos e a sociedade civil", cita o decreto, que está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 31.

O grupo será integrado por representantes da Secretaria de Governo, Casa Civil da Presidência da República, ministérios das Relações Exteriores, Desenvolvimento Social e Agrário, Planejamento e Meio Ambiente, além de representantes dos governos estadual, distrital e municipal, e sociedade civil.

De acordo com o decreto, cabe à Comissão "elaborar plano de ação para implementação da Agenda 2030; propor estratégias, instrumentos, ações e programas para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); acompanhar e monitorar o desenvolvimento dos ODS e elaborar relatórios periódicos; elaborar subsídios para discussões sobre o desenvolvimento sustentável em fóruns nacionais e internacionais; identificar, sistematizar e divulgar boas práticas e iniciativas que colaborem para o alcance dos ODS; e promover a articulação com órgãos e entidades públicas das unidades federativas para a disseminação e a implementação dos ODS nos níveis estadual, distrital e municipal".

A Agenda 2030 da ONU prevê 17 objetivos, que deverão ser alcançados pelos países signatários. Dentre eles, acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares; acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável; alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos; tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos; e promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

Agência Estado

Fatos sobre a Reforma Protestante

domtotal.com
Vista da Igreja de Todos os Santos, onde Lutero difundiu suas 95 teses.
Vista da Igreja de Todos os Santos, onde Lutero difundiu suas 95 teses.

Nascido há quase 500 anos, depois do desafio de Martinho Lutero à autoridade do Papa, o protestantismo agrupa uma miríade de Igrejas - luteranas, reformadas, evangélicas, etc.- integradas por cerca de 800 milhões de fiéis.

31 de outubro de 1517

É o ponto de partida do movimento da Reforma. Nesta data, o teólogo alemão Martinho Lutero difundiu suas "95 teses", frases curtas na quais criticava o comércio das indulgências - um sistema de perdão dos pecados da Igreja Católica para financiar a construção da Praça de São Pedro no Vaticano - e questionava a autoridade do Papa Leão X, que excomungou o monge em 1521.

A mensagem de Lutero se expandiu rapidamente pela Europa graças à imprensa.

Três facções principais

Originalmente, se distinguem três grandes facções na Igreja Reformada: as Igrejas luteranas herdadas do pensamento de Lutero, as Igrejas calvinistas (reformadas ou presbiterianas) e a Igreja anglicana.

O calvinismo designa a corrente inspirada pelo teólogo e reformador francês João Calvino, que concebeu, com um enfoque rigoroso, um novo modo de funcionamento da Igreja em Genebra, a partir de 1536.

O anglicanismo nasce de uma disputa política entre o rei da Inglaterra, Henrique VIII, e o papa Clemente VII, que negou, em 1530, cancelar seu casamento com Catarina de Aragão. Estruturada como a Igreja católica, a Igreja anglicana é considerada o meio do caminho entre o catolicismo e o calvinismo.

Múltiplas subdivisões

As ramificações da Reforma são múltiplas, dos anabaptistas e as congregações puritanas aos metodistas, batistas, evangélicos e pentecostais.

O Museu Virtual do Protestantismo (http://www.museeprotestant.org/) distingue "cinco famílias principais": as Igrejas luteranas, reformadas, evangélicas, anglicanas e pentecostais.

A esta se acrescentam correntes paralelas, como os adventistas do sétimo dia, os unitaristas ou os menonitas, como os "amish" dos Estados Unidos, que rejeitam usar qualquer tecnologia moderna.

Três grandes princípios

A Igrejas protestantes se reúnem em torno de três princípios fundamentais: a preponderância da Bíblia ("a única Escritura"), a importância da fé ("a única Fé"), que se pratica de forma pessoal, e a noção de graça ("a única Graça"), que permite salvar o homem sem a noção de mérito e redenção do catolicismo.

Mais de 800 milhões de fieis

Repartidos em uma variedade de Igrejas, a quantidade de protestantes em todo mundo é difícil de avaliar, enfatiza a enciclopédia católica Théo.

O centro de pesquisas independente americano das religiões Pew Research Centre calcula que há cerca 801 milhões de protestantes em termos gerais no mundo, segundo relatório de 2011.

De acordo com um balanço do Museu Virtual do Protestantismo, os evangélicos seriam 500 milhões, os pentecostais, 200 milhões; os anglicanos, 70 milhões; os luteranos, 65 milhões e os reformados 50 milhões.

AFP

Trazer a feitiçaria para o palco do combate ao tráfico humano

2016-10-31 Rádio Vaticana

Em Moçambique há cerca de 20 mil refugiados de vários países africanos. Cerca de metade está no campo de refugiados em Nampula, enquanto que a outra metade está espalhada pelas várias cidades do País. Dos que estão no campo se ocupam o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) e o Governo moçambicano. 

A Igreja faz a sua parte sobretudo no plano do acompanhamento pastoral e espiritual e de sensibilização da população local para os factores que levam esses refugiados a deixar os seus países de origem e, por conseguinte, a tratá-los como irmãos. 

A Igreja faz isso através da CEMIRDE, Comissão Episcopal para Migrantes, Refugiados e Deslocados. O Presidente deste organismo é D. Adriano Langa, e nele trabalha a irmã Marinês Biasibetti, Missionária escalabriniana, brasileira. 

Ambos vieram ao Vaticano a semana passada para a Conferência do "Grupo Santa Marta" (26 e 27/10/16) que luta contra o tráfico humano. É que a maior parte das vítimas deste tráfico são mulheres e crianças, pessoas em movimento, migrantes.  

Em entrevista à nossa Emissora, a irmã Marinês explicou que em Moçambique já se fala de tráfico humano e a Igreja, juntamente com as Autoridades do País, tem-se muito empenhado nisso, mas permanece ainda um tabu falar do tráfico de órgãos e de partes do corpo humano essencialmente para fins de feitiçaria. É que isto está ligado à cultura em muitos países africanos e a Igreja, embora vá ganhando coragem de condenar isso, não faz ainda o suficiente. 

Um estudo feito pela CEMIRDE com financiamento da CAFOD e a colaboração de antropólogos, revelou que 95% desse tráfico não é para transplante, mas sim para feitiçaria. Muitas vítimas são pessoas albinas, mas não só. A irmã dá o exemplo de um jovem ao qual, precisamente nestes dias, foi extirpado os órgãos sexuais. 

Uma forma de combater isso seria trazer a questão da feitiçaria para o palco internacional do "Grupo Santa Marta", organismo criado em 2014 pelo Papa Francisco para combater o tráfico humano no mundo. 

Na entrevista que nos concedeu a irmã Marinês fala das acções que a CEMIRDE tem levado a cabo, que tem em programa e da cooperação com bispos e autoridades civis de países vizinhos. O Ano Jubilar da Misericórdia levou a pôr este conceito no centro de todas as actividades, reforçando o espírito de misericórdia que já os anima.

A “loucura” desta mulher pelos refugiados alegrou o Papa Francisco na Suécia


Malmo, 31 Out. 16 / 03:30 pm (ACI).- Marguerite Barankitse é o nome de uma refugiada do Burundi que vive atualmente em Ruanda, onde chegou fugindo da perseguição no seu país. No encontro ecumênico na Malmö Arena, na Suécia, esta mãe cristã pediu aos presentes para compartilhar sua “loucura” do amor pelos mais vulneráveis, o que gerou alegria ao Papa Francisco.

Barankitse partilhou sua dolorosa experiência, já que Burundi sofreu “muitos massacres desde 1962”.

“Como uma mãe e cristão, decidi rejeitar essa situação e decidi criar em 1993 uma associação ‘Casa de paz’ para receber todas as crianças que sofrem, mas todos me diziam “está louca? O que está fazendo? Não tem dinheiro”.

“Não se esqueçam de que o primeiro louco foi Jesus, na cruz. Lutei durante 22 anos, ninguém entendia. Qual é o seu plano? Amor. E a sua estratégia? Amor. Não quero fazer uma congregação, quero fazer uma nova geração que derrota a violência no país. Essas milhares de crianças cresceram e se tornaram médicos, engenheiros, advogados e alguns deles se tornaram meus colegas, como o diretor executivo da minha organização”.

“É a vitória do amor sobre o ódio”, relatou.

No ano passado, a violência voltou ao Burundi e Marguerite teve que fugir: “Fugi com o meu tesouro, o amor. Criei novamente em Ruanda algo para ajudar esses jovens, que são a nossa riqueza. Por favor, aceitem ser loucos como eu. Aceitam? Aceitem. Aceitem o Senhor, aceitem essas vocações únicas”. As palavras dessa mulher alegraram visivelmente o Pontífice.

Em seu discurso após ouvir o testemunho de Marguerite e outras três pessoas, o Papa Francisco disse à mulher: “Aquilo que tu consideras como uma missão, foi uma semente que produziu frutos abundantes, e hoje, graças a esta semente, milhares de crianças podem estudar, crescer e recuperar a saúde”.

“Obrigado pelo fato de agora, mesmo no exílio, continuares a comunicar uma mensagem de paz. Disseste que, todos os que te conhecem, pensam que aquilo que fazes é uma loucura. Sim, é a loucura do amor a Deus e ao próximo”, acrescentou.

“Quem dera – exortou Francisco – que esta loucura pudesse propagar-se, iluminada pela fé e a confiança na Providência! Segue em frente; e possa aquela voz de esperança que ouviste no início da tua aventura continuar a estimular o teu coração e o coração de muitos jovens”.

O Lar das Crianças Peculiares

Título original: Miss Peregrine's Home For Peculiar Children
Após uma tragédia familiar, Jake (Asa Butterfield) vai parar em uma ilha isolada no País de Gales buscando informações sobre o passado de seu avô. Investigando as ruínas do orfanato "Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children", ele encontra um fantástico abrigo para crianças com poderes sobrenaturais e decide fazer de tudo para proteger o grupo de órfãos dos terríveis hollows.
País: Eua, Bélgica, Reino unido
Ano: 2016
Gênero: Aventura
Classificação: 12
Direção: Tim Burton
Elenco: Eva Green, Asa Butterfield, Samuel L. Jackson
Duração: 2h07 min.

Papa Francisco e Rev. Younan assinam declaração católico-luterana

domtotal.com
Declaração Conjunta: graças ao diálogo já não somos desconhecidos
Papa Francisco na Suécia - Encontro Ecumênico com a Federação Luterana Mundial
Papa Francisco na Suécia - Encontro Ecumênico com a Federação Luterana Mundial

Lund (RV) – Por ocasião da comemoração conjunta católico-luterana da Reforma, durante a Oração ecumênica comum na Catedral luterana de Lund, o Papa Francisco e o Presidente da Federação Luterana Mundial, Rev. Mounib Younan assinaram uma Declaração Conjunta introduzida pelas seguintes palavras:  “Permanecei em Mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em Mim” (Jo 15, 4).

Com esta Declaração Conjunta,  - lê-se no texto -, expressamos jubilosa gratidão a Deus por este momento de oração comum na Catedral de Lund, com que iniciamos o ano comemorativo do quinto centenário da Reforma. Cinquenta anos de constante e frutuoso diálogo ecumênico entre católicos e luteranos ajudaram-nos a superar muitas diferenças e aprofundaram a compreensão e confiança entre nós. Ao mesmo tempo, aproximamo-nos uns dos outros através do serviço comum ao próximo – muitas vezes em situações de sofrimento e de perseguição. Graças ao diálogo e testemunho compartilhado, já não somos desconhecidos; antes, aprendemos que aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa.

Do conflito à comunhão

No texto se evidencia ainda que “ao mesmo tempo que estamos profundamente gratos pelos dons espirituais e teológicos recebidos através da Reforma, também confessamos e lamentamos diante de Cristo que luteranos e católicos tenham ferido a unidade visível da Igreja. Diferenças teológicas foram acompanhadas por preconceitos e conflitos, e instrumentalizou-se a religião para fins políticos.

A nossa fé comum em Jesus Cristo – continua o texto -, e o nosso Batismo exigem de nós uma conversão diária, graças à qual repelimos as divergências e conflitos históricos que dificultam o ministério da reconciliação. Enquanto o passado não se pode modificar, aquilo que se recorda e o modo como se recorda podem ser transformados. Rezamos pela cura das nossas feridas e das lembranças que turvam a nossa visão uns dos outros. Rejeitamos categoricamente todo o ódio e violência, passados e presentes, especialmente os implementados em nome da religião. Hoje, escutamos o mandamento de Deus para se pôr de parte todo o conflito. Reconhecemos que fomos libertos pela graça para nos dirigirmos para a comunhão a que Deus nos chama sem cessar.

O nosso compromisso em prol dum testemunho comum

A  Declaração Conjunta evidencia que “enquanto superamos os episódios da nossa história que gravam sobre nós, comprometemo-nos a testemunhar juntos a graça misericordiosa de Deus, que se tornou visível em Cristo crucificado e ressuscitado”. Cientes de que o modo como nos relacionamos entre nós incide sobre o nosso testemunho do Evangelho, comprometemo-nos a crescer ainda mais na comunhão radicada no Batismo, procurando remover os obstáculos ainda existentes que nos impedem de alcançar a unidade plena. Cristo quer que sejamos um só, para que o mundo possa acreditar (cf. Jo 17, 21).

No texto destaca-se também que muitos membros “das nossas comunidades anseiam por receber a Eucaristia a uma única Mesa como expressão concreta da unidade plena”. “Temos experiência da dor de quantos partilham toda a sua vida, mas não podem partilhar a presença redentora de Deus na Mesa Eucarística”. Reconhecemos a nossa responsabilidade pastoral comum de dar resposta à sede e fome espirituais que o nosso povo tem de ser um só em Cristo. Desejamos ardentemente que esta ferida no Corpo de Cristo seja curada. Este é o objetivo dos nossos esforços ecumênicos, que desejamos levar por diante inclusive renovando o nosso empenho no diálogo teológico.

Um só em Cristo

Evidencia-se no texto que se reza a Deus para que católicos e luteranos saibam testemunhar juntos o Evangelho de Jesus Cristo, convidando a humanidade a ouvir e receber a boa notícia da ação redentora de Deus. “Pedimos a Deus inspiração, - continua a Declaração -, ânimo e força para podermos continuar juntos no serviço, defendendo a dignidade e os direitos humanos, especialmente dos pobres, trabalhando pela justiça e rejeitando todas as formas de violência”.

Deus chama-nos a estar perto de todos aqueles que anseiam por dignidade, justiça, paz e reconciliação, acrescenta o texto. “Hoje, de modo particular, levantamos as nossas vozes para pedir o fim da violência e do extremismo que ferem tantos países e comunidades, e inumeráveis irmãos e irmãs em Cristo”. Em seguida uma exortação a luteranos e católicos para que trabalhem juntos para acolher quem é estrangeiro, prestem auxílio a quantos são forçados a fugir por causa da guerra e da perseguição, e defendam os direitos dos refugiados e de quantos procuram asilo.

Um olhar também à criação inteira que sofre a exploração e os efeitos duma ganância insaciável. “Reconhecemos o direito que têm as gerações futuras de gozar do mundo, obra de Deus, em todo o seu potencial e beleza. Rezamos por uma mudança dos corações e das mentes que leve a um cuidado amoroso e responsável da criação”, destaca a Declaração Conjunta.

Depois de agradecer aos irmãos e irmãs das várias Comunhões e Associações Cristãs mundiais que estão presentes e unidos em oração, renova-se o compromisso de passar do conflito à comunhão, e fazendo isso como membros do único Corpo de Cristo, no qual estamos incorporados pelo Batismo.

Apelo aos católicos e luteranos do mundo inteiro

Enfim um apelo: “apelamos a todas as paróquias e comunidades luteranas e católicas para que sejam corajosas e criativas, alegres e cheias de esperança no seu compromisso de prosseguir na grande aventura que nos espera. Mais do que os conflitos do passado, há de ser o dom divino da unidade entre nós a guiar a colaboração e a aprofundar a nossa solidariedade. (SP)

Rádio Vaticano

Uma de cada 7 crianças do mundo respira ar altamente poluído, diz Unicef

domtotal.com
No mundo, a OMS estima que a poluição ambiental matou 3,7 milhões de pessoas em 2012.
"A poluição atmosférica afeta mais as crianças pobres", disse à Reuters Nicholas Rees.
Por Alister Doyle

Quase uma de cada sete crianças do mundo vive em áreas com níveis altos de poluição ambiental, a maioria no sul da Ásia, e seus corpos em desenvolvimento são os mais vulneráveis aos danos, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta segunda-feira.

O Unicef pediu a quase 200 governos, que irão se reunir no Marrocos entre 7 e 18 de novembro para discussões sobre o aquecimento global, que limitem o uso de combustíveis fósseis para que se obtenha o benefício duplo de uma saúde melhor e uma desaceleração na mudança climática.

Cerca de 300 milhões de crianças, ou quase uma de cada sete do planeta, moram em áreas onde a poluição ambiental é mais alta, definida pelo Unicef como ao menos seis vezes as diretrizes internacionais estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), disse o Unicef.

Do total, 220 milhões vivem no sul asiático. A agência identificou as regiões com imagens de satélite desenvolvidas pela Agência Nacional Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês).

O diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, disse que a poluição atmosférica é "um dos fatores que mais contribuem para as mortes de cerca de 600 mil crianças de menos de cinco anos de idade todo ano" provocando doenças como a pneumonia.

"Os poluentes não prejudicam só os pulmões em desenvolvimento das crianças ? eles podem inclusive cruzar a barreira hematoencefálica e danificar permanentemente seus cérebros em desenvolvimento ? e, assim, seus futuros", afirmou em comunicado.

"A poluição atmosférica afeta mais as crianças pobres", disse à Reuters Nicholas Rees, especialista em clima e análise econômica do Unicef que escreveu o relatório.

No mundo inteiro, a OMS estima que a poluição ambiental matou 3,7 milhões de pessoas em 2012, entre elas 127 mil crianças de menos de cinco anos. Fábricas, usinas de energia e veículos que usam combustíveis fósseis, poeira e a queima de resíduos estão entre as fontes.

A poluição em ambientes fechados, muitas vezes causada por fornos que queimam carvão ou madeira usados em residências em nações em desenvolvimento, matou ainda mais: 4,3 milhões de pessoas, das quais 531 mil eram crianças de menos de cinco anos, disse a entidade.

O Unicef fez um apelo à reunião liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Marrocos para que acelere a troca de combustíveis fósseis por energias mais limpas, como solar ou eólica, para melhorar o acesso das crianças aos cuidados de saúde, reduzir sua exposição à poluição e intensificar o monitoramento do ar.

Reuters

CHARGES: Kalil é eleito em Belo Horizonte

31 Out 2016 domtotal.com

FOTOGALERIA: CAPRICHOS DA NATUREZA


Rio São Francisco
Floresta Negra, Alemanha
Campos de Morávia, República Checa
Minas de Nica, México
Baños, Equador
Por do sol em Maasaimara, Quênia
Parque Nacional Snæfellsjökull, Islândia
Lago Powell, Utah, EUA
Praia Vermelha, Panjin, China
Cavernas Reed Flute, China
Rio Colorado, EUA
Salina de Uyuni, Bolivia
Ilhas Vaadhoo, Maldivas
Sentinelas do Ártico, Finlândia
Lago Baikal, Sibéria
Cavernas geladas de Skaftafell, Islândia
Grand Canyon, EUA
Montanhas Tianzi, China
Trolltunga, Hordaland, Noruega
Praia de Whitehaven na ilha de Whitsunday, Austrália
Túnel das Glicínias, Japão
Vale de Yuanyang, China
Zhangye Danxia, China
Montanhas Kirkjufell, Islândia
Lençois maranhenses, Brasil
Paraty, Estado do Rio
Cataratas do Iguaçu, Brasil
Caverna de Benagil, Algarve, Portugal
Parque Nacional de Brecon Beacons, País de Gales
Bryce Canyon, Utah, EUA
Círculo Ártico
Rochas de Moher, Irlanda
Monte Denali, Alaska
Ilhas Galápagos, Equador
Parque Nacional do Lago Manyara, Zanzibar
Campos de lavanda, Provence, França
Deserto Namib, Namíbia
Rochas Pintadas, Ilhas Maria, Tasmânia
Parque Nacional de Serengeti, Tanzânia
Mar de Queensland, Austrália
Amanhecer no Grand Canyon, Arizona, EUA
Parque Nacional Torres del Paine, Patagônia, Chile
Antelope Canyon, Arizona
Rio Caño Cristales, Colombia
Centennial Valley, Montana, EUA
Chapada Diamantina, Bahia, Brasil
Caverna Hang Son Doong, Vietnã
Lago Retba, Senegal
Caverna gelada de Mendenhall, Alaska
MARCO LACERDA