quinta-feira, 30 de junho de 2016

Dom Roque Paloschi, bispo de muitos gols

Padre Geovane Saraiva*
Dom Roque Paloschi, nos seus 10 anos de ministério episcopal, em uma vida de doação, generosidade e entrega a Deus e aos irmãos da Floresta Amazônica (Diocese de Roraima), foi nomeado Arcebispo de Porto Velho. Pelo que sabemos de seu pastoreio, além de alegre e cativante no despertar dos mais próximos, clero, religiosos, religiosas e povo de Roraima, sem esquecer os que estão longe e distantes, a Igreja do Brasil e do mundo, olham e se encantam com essa figura planetária, exemplar e referencial. Sua mente lúcida e fértil jamais parou, no incessantemente amor a Deus, traduzido na luta em favor de uma Igreja missionária, servidora, despojada, atualizada e atenta aos sinais dos tempos.

Como alhures já disse: “Na Igreja, o bispo é o primeiro a ser chamado, no sentido hierárquico. Ele deve ser um irmão entre os irmãos na busca da justiça, da paz e da solidariedade; deve ser também homem de todos, para não ser de ninguém”. Como também o padre participa do ministério do bispo, não deve ser ministro de um grupo ou mesmo de movimentos apostólicos, sejam eles quais forem, para ser de todos. É muito importante o convencimento de que a única maneira de não ser de ninguém é ser de todos, lição e presente do novo Arcebispo de Porto Velho.

É tão maravilhoso sentir a graça de experimentar constantemente a presença de Nosso Senhor Jesus Cristo! Aqueles que foram constituídos apóstolos pelo Mestre Divino, e depois enviados em missão, voltaram e reuniram-se com Jesus para contar tudo quanto haviam realizado e ensinado, resultado fecundo da força do anúncio do Evangelho (cf. Mc 6, 30-31). Dom Roque Paloschi, bispo ardoroso, com aquele mesmo desejo de ser de todos, para não ser de ninguém, propôs um grande desafio, por ocasião da Copa Mundo da FIFA de 2014, que jamais esquecerei, quando convocou os irmãos de boa vontade e seguidores de Jesus de Nazaré, dizendo:  “Eu vou jogar no time de Jesus; eu vou fazer o gol da união; no nosso time não tem reserva; com Jesus eu sou titular. Somos convocados por Jesus a disputar a copa da justiça, da paz e da fraternidade”.

Dom Roque marcou belos gols, quando denunciou a mineração e as hidrelétricas em terras indígenas, afirmando com maestria: “Os povos amazônicos são portadores de uma enorme contribuição para a vida e o nosso futuro. Sua profunda espiritualidade, sua relação com a mãe terra, com as florestas, os rios e todas as formas de vida com quem convive, seu impressionante acervo de conhecimentos apontam para caminhos diferentes e humanizadores para todos nós”, sem esquecer o bispo, defensor do pulmão verde do mundo, ao encontrar uma âncora no Vigário de Cristo, aos 27/07/2013: “A Igreja está na Amazônia, não como aqueles que têm as malas na mão, para partir depois de terem explorado tudo o que puderam”. E aqui recordo Padre Antônio Vieira, ao asseverar: “Eles (as autoridades) chegam pobres às Índias ricas e voltam ricos das Índias pobres”.

A notícia alvissareira da nomeação de arcebispo a Dom Roque Paloschi, colega dos bons tempos de teologia, na PUC de Porto Alegre, chegou concomitante com o seguinte comentário da Rádio do Vaticano: “O arcebispo de Porto Velho é um paladino na defesa dos direitos dos camponeses e dos povos indígenas contra a agressão das empresas extrativistas que exploram os recursos naturais da Amazônia”. Gols, muito superior aos nossos craques, no vasto currículo do referido bispo amigo, no trinômio, generosidade, renúncia e doação: membro da Rede Eclesial Pan-Amazônia, (REPAM), fruto de uma iniciativa da Comissão Episcopal da Amazônia, do Departamento de Justiça Social do Conselho Episcopal Latino-Americano {CELAM), da Conferência dos Religiosos da América e do Caribe e da Cáritas, com o apoio de organismos internacionais, do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz do Vaticano e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, (CNBB). Sem esquecer que Dom Roque Paloschi presidirá o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em momento de enormes violências contra os direitos indígenas em todo o País, eleito durante sua 21ª Assembleia Geral (15 a 18 de setembro de 2015) em Luziânia-Goiás.

Uma das características fortes em Dom Roque Paloschi, nos incontáveis gols marcados, centra-se no seu ministério episcopal terno, alegre e generoso, voltado para o clero, religiosos, religiosas e o rebanho que lhe foi confiado, ensinando a muitos pastores da nossa Igreja, muitas vezes autoritários, grosseiros e, mesmo tirando vantagens das benesses governamentais, sem esquecer a falta de transparências de muitos (cf. Livro: Voz dos que não têm voz, p. 23). Certamente o bispo dos muitos gols se inspirou no Servo de Deus e Dom Paz, Dom Helder Câmara, o qual, em 1948, como padre novo no Rio de Janeiro, se expressou de modo profundamente poético quanto profético: “Se eu pudesse sairia povoando de sono e de sonhos as noites mal dormidas dos desesperados”. Por tudo, Deus seja louvado!

*Escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previdência Sacerdotal e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE –geovanesaraiva@gmail.com

Rede Ecumênica ‘Juntos pela Europa’ realiza III Congresso

O evento internacional ‘Juntos pela Europa 2016’ inclui também uma manifestação, programada para a tarde deste sábado, que vai permitir que levem para a rua “a experiência e vivência dos dias anteriores”
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A rede Ecumênica ‘Juntos pela Europa’ vai realizar um congresso, entre hoje e sexta-feira em Munique, na Alemanha, a que se segue uma manifestação pública e eventos em várias cidades, informou a agência Ecclesia.
O evento internacional ‘Juntos pela Europa 2016’ inclui também uma manifestação, programada para a tarde deste sábado, que vai permitir que levem para a rua “a experiência e vivência dos dias anteriores”.
A brochura de ‘Munique 2016’ foi entregue ao Papa Francisco pelo padre Heinrich Walter do Movimento de Schoenstatt, a 3 de setembro 2015, que descreveu os primeiros passos do ‘Juntos pela Europa’ e “tudo o que Deus operou durante estes 15 anos”.
O sítio na internet – www.juntospelaeuropa.pt – explica que são cidadãs e cidadãos europeus, representantes de numerosos Movimentos e Comunidades, que “querem viver o Evangelho de Jesus Cristo” e a rede ecuménica é composta por cristãos, católicos, evangélicos, anglicanos, membros das Igrejas livres e ortodoxas, de muitos países e regiões da Europa. Zenit

onselho de Europa contra a hipersexualização das crianças

Dois documentos destacam o quanto as crianças estão sendo bombardeadas pela mídia com imagens sexuais. Graves consequências para a saúde física e mental
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Child In Front Of The Tv - Wikimedia Commons
No dia 21 de junho desse ano a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (Pace) disse “não” à hipersexualização das crianças. O fez por meio de uma Resolução, 2119/2016, e uma Recomendação, la 2092/2016, com um título bem eloquente “Fighting the over-sexualisation of children”, lutando contra a hipersexualização das crianças. Dois documentos que esclarecem e convidam os 47 Países membros a impedir este fenômeno que envolve crianças e adolescentes.
A Pace ressalta, por exemplo, a forma como as meninas e as adolescentes se vestem, imitando os adultos, “expressões visíveis da precoce sexualização das crianças.
A hipersexualização dos menores passa por meio de vários canais. Dos jornais aos vídeo clipes de música com o 44%-81% de imagens sexuais, desenhos animados e filmes (alguns estudos evidenciam que as personagens femininas da Disney de hoje têm menos roupa e são apresentadas como mais sexy do que aquelas de ontem, como a Branca de Neve e a Cinderela). E mais, revistas para adolescentes que mostra como único objetivo de uma mulher-menina-jovenzinha atrair a atenção dos homens e portanto serem sexualmente desejáveis.
“O fenômeno do sexting (partilha de imagens sexualmente explícitas por meio de dispositivos móveis ou outros meios na internet) difundido em todas as escolas da Europa” preocupa especialmente a Assembleia Parlamentar porque “leva a significativos traumas psicológicos”.
A Assembleia Parlamentar convidou, portanto, – com alguns conselhos bem práticos ao final do documento – os sujeitos envolvidos e as autoridades públicas a “desenvolver uma legislação eficaz e atuar políticas e programas para prevenir a excessiva sexualização das crianças. Zenit

Papa Francisco: “Quem não vive para servir, não serve para viver.”

Audiência Jubilar de hoje
Papa Francisco
El Papa Francisco En La Audiencia General - Osservatore Romano
Partindo do capítulo 25 do Evangelho de São Mateus o Papa Francisco refletiu, na audiência jubilar de hoje, que “a misericórdia não é uma palavra abstrata, mas um estilo de vida”.
As obras de misericórdia são testemunho concreto de quem se sabe objeto do amor misericordioso de Deus, já que “a misericórdia sem obras está morta em si mesma”.
Hoje – recordou Francisco – com tantas formas de pobreza material e espiritual, é preciso dar espaço à criatividade da caridade para ir ao encontro daquele que precisa. Nesse sentido, disse o pontífice: “Quem não vive para servir, não serve para viver.”

Encontro tardio com Érico Veríssimo

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Cruz Alta ainda respira o clima das velhas tradições gaúchas.
Feliz de uma terra que pode se  dar ao luxo de homenagear e tecer loas a um escritor desse tamanho.
Feliz de uma terra que pode se  dar ao luxo de homenagear e tecer loas a um escritor desse tamanho.

Por Ricardo Soares*

Embora visível  a cidade de Cruz Alta, no interior do Rio Grande do Sul, sempre foi uma das minhas cidades invisiveis porque embora eu sempre soubesse de sua existência nunca pude conhecê-la direito mesmo tendo passado do lado em 2003  regressando da Patagônia. Agora, 2016, rumo ao Uruguai , entrei e fiquei um pouco aproveitando da hospitalidade do amigo Saulo Cemin e sua doce Bia e fui visitar o motivo de meu interesse por Cruz Alta. Érico Veríssimo , filho da terra, um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos e que aqui morou até os 26 anos de idade.

Buscar Érico em sua antiga casa que virou museu  , na avenida General Osório 380,  é tentar entender o quanto tem de Cruz Alta em suas obras , notadamente no espetacular "Incidente em Antares". A missão pode parecer inglória mas não é na medida em que no museu nos deparamos com originais de Érico, uma de suas remotas máquinas de escrever e mesmo uma antiga  e ainda firme nespereira ( que fora do Rio Grande chamamos de ameixeira) à sombra da qual ele recebeu seus convidados no fundo da casa hoje convertida em museu.

Se museus em geral dão um astral de naftalina aos seus homenageados por outro mantém vivas as memórias deles o que é sempre bem vindo no Brasil que tanto desprezo devota aos seus autores notáveis. Nesse ponto vale muito a pena visitar o Museu Érico Veríssimo onde você será recebido pela Alessandra e pela sabida Emília que tudo sabe sobre o autor de "O Tempo e o Vento".

Ao lado do museu ainda existe a farmácia que foi de Érico e muitos Veríssimos ainda vivem na cidade dando a ela uma razão de existir pois como bem lembra meu amigo Saulo o autor emprestou uma identidade à cidade tanto que ao entrarmos nela lá está a placa " terra de Érico Veríssimo". Fora que muita coisa em volta, comércio ou não, recebeu nome de obras e personagens do autor de "Clarissa".

Cruz Alta ainda respira o clima das velhas tradições gaúchas que vão muito além dos embates lendários entre chimangos e maragatos . Sua velha estação ferroviária ainda se mantem precariamente de pé "atendendo" apenas a trens de cargas carregados de grãos. Ao lado essa estação um museu histórico da cidade que apesar do esforço em emprestar importância aos outros personagens da região sabe que nunca nenhum deles chegará aos pés em prestígio e importância do nome e obra de Érico Veríssimo. E é isso que devemos louvar . Feliz de uma terra que pode se  dar ao luxo de homenagear e tecer loas a um escritor desse tamanho. Quiçá o país e o Rio Grande do Sul pudessem ter mais Éricos para louvar em um época onde homenageamos tantos ídolos de pés de barro e currículos cobertos de lama.

*Ricardo Soares é escritor, diretor de tv, jornalista e roteirista. Autor de sete livros e diretor de 12 documentários escreve às segundas e quintas para o DOM TOTAL.

Patrimônio da mulher de Cunha cresceu 149%

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Cláudia Cruz é ré em ação penal por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A análise do Fisco é baseada nos dados declarados por Cláudia
A análise do Fisco é baseada nos dados declarados por Cláudia

O patrimônio da jornalista Cláudia Cruz, mulher do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), saltou de R$ 1.617.519,09, em 1.º de janeiro de 2008, para R$ 4.029.025.65, em 31 de dezembro de 2014. Um crescimento de 149%, segundo dados da Receita. A análise do Fisco é baseada nas informações declaradas por Cláudia.

A mulher de Eduardo Cunha é ré em ação penal na 13ª Vara Federal Criminal, do juiz Sérgio Moro, em Curitiba, por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O deputado afastado é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro em duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato em abril, Cláudia afirmou que "atualmente exerce a atividade de jornalista apresentando eventos esporádicos", uma espécie de "mestre de cerimônias". Como exemplo, a mulher de Cunha citou "um grande evento da Shell em Paris".

O quadro da evolução patrimonial da mulher do peemedebista faz parte de Relatório da Receita anexado aos autos da Operação Lava Jato. A tabela é composta de quatro colunas com data, bens e direitos, dívidas e ônus reais e observações.

No comentário relacionado à data de 31 de dezembro de 2008, a Receita afirma que Claudia declara "anualmente razoáveis ou expressivos rendimentos mensais supostamente recebidos de pessoas físicas (sujeitos a carne-leão)". Naquele ano foram R$ 80 mil.

"Os maiores dispêndios com patrimônio declarados em 2008, foram aquisições de dois veículos numa mesma loja (AutoMiami Comercial Ltda), sendo um (Porsche) Cayenne S por R$ 310 mil e um VW Passat por R$ 77 mil, aparentemente à vista. Tal acréscimo patrimonial foi em parte coberto com a declaração de uma suposta dívida ou mútuo assumido por Claudia Cruz, empréstimo este concedido (segunda a declaração) por Oliveira Francisco da Silva de valor R$ 250 mil", aponta o Fisco.

De acordo com o relatório, a dívida não foi quitada até 31 de dezembro de 2014, data da última Declaração de imposto de Renda disponível.

À Receita, em declaração relativa a 2010, Cláudia Cruz informou "expressivo rendimento recebido em ação da Justiça do Trabalho, via Banco do Brasil, em 2010: R$ 2,7 milhões", no qual constaram valores de despesas com advogado.

No ano seguinte, o Fisco destacou uma doação concedida por Claudia Cruz em dinheiro, de R$ 120 mil, ao enteado Felipe Dytz da Cunha e mais R$ 86 mil "como adiantamento constante da declaração de bens em 31 de dezembro de 2011".

"Observa-se possível omissão na declaração de bens relativa a aquisição em 21 de dezembro de 2011 de um apartamento na Rua Alagoas, 974, São Paulo, SP, no valor da escritura de R$ 195 mil", anotou o Fisco.

Agência Estado

Secretário de Bento XVI: Isso é o que pensa o Papa Emérito 3 anos após renúncia

Bento XVI e Dom Georg Gänswein / Flickr de RunkkuPelle (CC-BY-SA-2.0) e fotografia de Alan Holdren

VATICANO, 30 Jun. 16 / 03:00 pm (ACI).- Ontem, 29 de junho, o Papa Emérito Bento XVI completou 65 anos de ordenação sacerdotal, e EWTN conversou com o Prefeito da Casa Pontifícia e seu secretário pessoal, Dom Georg Gänswein, para conhecer os detalhes de sua vida após três anos da renúncia ao pontificado.

“O Papa Bento XVI esteve – e até agora está – em paz com relação à sua decisão de renunciar, porque era o caminho correto”, disse Dom Gänswein em entrevista ao correspondente de EWTN em Roma e Alemanha, Paul Badde.

“Isso me ajudou pessoalmente para vencer minha resistência inicial e aceitar a determinação do Papa Bento XVI, a qual conseguiu logo após muita luta e oração. Aceitar o que acreditava que era o correto”, acrescentou.

Do mesmo modo, Dom Gänswein disse que os prazeres que o Papa Emérito mais desfruta atualmente são “ter tempo para a oração, reflexão, leitura e também para encontros pessoais”, como aquele encontro que teve com o Papa Francisco no dia 30 de junho de 2015, no Convento Mater Ecclesiae, lugar onde vive atualmente.

O Arcebispo ainda recordou aquela noite de 11 de fevereiro de 2013, quando um relâmpago iluminou a cúpula da basílica de São Pedro, no Vaticano, horas depois que o Papa Bento XVI anunciou a sua renúncia. Muitos observadores tinham interpretado tal acontecimento como uma “reação divina”.

“Naquele momento, tive que chorar abertamente. Entretanto, depois de três anos, houve muita reflexão, inclusive a reflexão pessoal”, sublinhou Dom Gänswein.

“A impressão foi de um sinal do alto, uma reação”, indicou o Prelado. Além disso, contou que quando mostrou imagens do incidente ao Sumo Pontífice, este se perguntou se era algum tipo de montagem fotográfica. “Entretanto, a natureza havia se manifestado”, expressou.

Durante a entrevista, o experiente vaticanista Paul Badde, afirmou que há alguns cardeais que ficaram “incomodados ao escutar que a Igreja atualmente tem dois sucessores de São Pedro vivos” e pediu a Dom Gänswein uma resposta às recentes declarações que sugeriam que havia um “ministério petrino compartilhado”.

“Francisco é o Papa legítimo e foi legitimamente eleito. Mencionar que houve uma conversa de dois papas, um legítimo, outro ilegítimo, é, portanto, incorreto. Bento XVI continua estando presente no recinto de Pedro, na oração e no sacrifício, o que deveria dar frutos espirituais”, afirmou Dom Gänswein.

O Prefeito da Casa Pontifícia rechaçou rotundamente que o Papa Francisco e o Papa Emérito Bento XVI conversem a respeito de problemas ou que inclusive exista algum tipo de rivalidade. “Aplicando um pouco de sentido comum, fé e um pouco de teologia, isto deveria ficar claro”, acrescentou.

Jovem com câncer desafia diagnósticos médicos e dá à luz bebê saudável


MELBOURNE, 30 Jun. 16 / 04:00 pm (ACI).- Terry, uma jovem australiana de 25 anos, desafiou os prognósticos médicos ao ficar grávida e dar à luz Matthew, um bebê saudável, apesar de a mãe apresentar um tumor benigno na cabeça e tumores cancerígenos na coluna.

Em um informe do canal de televisão 7News, a jovem recorda que alguns médicos de Melbourne (Austrália lhe disseram que não a apoiariam durante sua gestação devido aos riscos.

Terry havia superado um câncer na coluna quando era criança, mas ficou com sequelas: seu crescimento foi truncado e seu braço esquerdo ficou paralisado. Aos 14 anos, sofreu de câncer cerebral.

Entretanto, a professora Sue Walker, diretora de medicina perinatal no Hospital Mercy, decidiu ajudá-los. Deste modo, Matthew nasceu com uma saúde perfeita.

Terry e Zachary já estão considerando a possibilidade de ter mais filhos.

“É um sonho da nossa vida e é maravilhoso realizá-lo agora”, disse Terry ao 7News.

Para a professora Walker, “Terry é um exemplo maravilhoso do que é possível” e ensina “sobre o poder da valentia e da determinação”.
VIRAL: A reação desta menina diante do ultrassom de sua irmã emociona as redes 
http://www. -a-reacao-desta-menina-diante-do-ultrassom-de-sua-irma-emociona-as-redes-82132/ 

A reconstituição de um período histórico no Brasil em “Trago Comigo”



Por Charles Mascarenhas
No filme Trago Comigo, Telmo Marinikov (Carlos Alberto Riccelli), um diretor de teatro, e outras pessoas que militaram contra o período da ditadura militar são convidados agora no século XXI à darem uma entrevista sobre suas participações políticas naquela época. Telmo não consegue lembrar-se muito bem do que aconteceu nos meses em que ficou preso e clandestino.

Quando questionado sobre uma pessoa chamada Lia, sua memória reascende e ele resolve investigar seu passado. É dessa forma que, ao tentar montar uma peça de teatro com os fragmentos relembrados, Telmo vai sentindo quão doloroso foi o período que viveu na ditadura, razão que o levou a forçar o esquecimento e junto com isso um grande amor.

Nesse filme da diretora Tata Amaral, que dirigiu o longa Hoje (2011), traz à tona as questões da ditadura militar. O diretor de teatro, Telmo, conduz os atores em cena com o intuito de mostrá-los o que era viver sob um governo opressor e para que eles pudessem encarnar personagens verdadeiros.

À medida que Telmo vai se lembrando do que aconteceu, novos jogos são propostos aos atores, que muitas vezes confrontam o diretor sobre a veracidade da história proposta, bem como questionam se seria correto ter personagens assaltantes e sequestradores em nome das ideologias políticas defendidas. Esses diálogos são bem interessantes, pois trazem alguns discursos reproduzidos hoje em dia.
O filme estreou em um momento que se discute a democracia no país, conquistada arduamente, deixando claro que as feridas causadas pela ditadura, ainda estão abertas.

Clique aqui e confira o trailer

Charles Mascarenhas
Graduando em cinema e audiovisual pela PUC-Minas e estudante de cursos livres de teatro.

Marguerite

Título original: Marguerite
Nos anos 1920, a rica Marguerite Dumont (Catherine Frot) está convencida de que tem uma belíssima voz, e organiza vários concertos privados em sua mansão. Ela é muito apreciada pela generosidade e pelas belas festas, mas ninguém tem coragem de dizer que Marguerite canta incrivelmente mal. Um dia, a artista decide se apresentar em público. O marido teme a reação negativa, mas ela contrata um professor e se prepara para a apresentação de sua vida.
País: França, República tcheca, Bélgica
Ano: 2016
Gênero: Drama
Classificação: 14
Direção: Xavier Giannoli
Elenco: Catherine Frot, André Marcon, Michel Fau
Duração: 2h 09 min.

Polônia vai construir maior sino do mundo

 domtotal.com
"Vai ser o maior sino de tipo cristão em uso no mundo", declarou Piotr Olszewski.
(2004) Parte do maior sino produzido na Rússia, de cinco metros e 72 toneladas
(2004) Parte do maior sino produzido na Rússia, de cinco metros e 72 toneladas

O maior sino do mundo, que pesará 50 toneladas, está sendo fabricado na Polônia, por encomenda da Basílica do Divino Pai Eterno de Trindade, em Goiás, informou o proprietário da fundição.

"Vai ser o maior sino de tipo cristão em uso no mundo, com uma altura de 4 metros e um diâmetro de 4,5 metros", declarou Piotr Olszewski, em Przemysl, leste do país.

Para poder realizar a descomunal tarefa, a empresa precisou alugar outra oficina em Cracóvia.

"Há sinos maiores na Ásia, mas são sinos budistas suspensos perto do chão, e o famoso sino do Tzar, em Moscou, que pesa 200 toneladas e não funciona atualmente", acrescentou.

"É um verdadeiro desafio devido à forte pressão que gera na base do sino. É por isso que recorremos aos especialistas da Escola Politécnica de Silésia para sua construção", indicou Olszewski.

O processo de fundição vai requerer 60 toneladas de latão.

"O sino vai ter um som grave, já que, quanto maior a estrutura, mais o som tende aos baixos", explicou ainda Olszewski, cuja oficina foi fundada em 1808 e fabrica todos os anos uma centena de sinos.

O sino será transportado de navio para o Brasil no próximo ano.

AFP

Dom Roque Paloschi, presidente do Cimi denuncia violações contra povos indígenas ao Papa

Fonte da notícia: Assessoria de Comunicação do Cimi Compartilhar

Nesta quarta-feira (29), o presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e arcebispo de Porto Velho, dom Roque Paloschi, foi recebido pelo Papa Francisco, no Vaticano. Dom Roque entregou ao Papa o Relatório de Violência contra os Povos Indígenas de 2014 e uma carta, na qual agradece a atenção que o pontífice tem dedicado à questão indígena e comunica as dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas no Brasil.
“Vivemos no Brasil uma situação desesperadora diante do sofrimento dos nossos primeiros habitantes”, afirma dom Roque em sua carta. “A indiferença, o avanço dos grandes projetos do agronegócio, a construção da grandes hidrelétricas, a mineração, e a devastação do meio ambiente em general. Isso tudo traz consequências desastrosas aos povos indígenas”.

O presidente do Cimi também citou a situação de extrema vulnerabilidade vivenciada pelos Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul, vítimas de um recente ataque paramilitar em Caarapó, que resultou no assassinato do indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza. “Os Guarani Kaiowá tem visto o direito às suas terras ser negado, além de sofrerem repetidas violências de grupos paramilitares e o continuado descaso do próprio Estado”, afirma dom Roque na carta endereçada ao Papa.

Em diversas ocasiões, o Papa Francisco se pronunciou em relação à importância do respeito aos povos indígenas e sobre a necessidade de se “procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a necessidade de debates sinceros e honestos”, como escreveu na Encíclica Laudato Si (Louvado Sejas), divulgada em junho de 2015 com o tema “Sobre o Cuidado da Casa Comum”.

O pontífice tem manifestado sua preocupação com as crises social e ambiental que o mundo contemporâneo enfrenta e reconhecido as importantes contribuições dos povos originários. Em encontros com indígenas na Bolívia e no México, em 2015, o Papa Francisco pediu perdão aos povos indígenas, em nome da Igreja, “pelos crimes cometidos contra os povos nativos durante a chamada conquista da América”.

“Somos profundamente agradecidos pela sua ternura e proximidade com os povos originários do mundo”, afirma dom Roque Paloschi na carta entregue ao Papa durante cerimônia na Basílica de São Pedro. “Contamos com a sua oração e bênção aos povos originários do Brasil”, conclui, assinalando que Francisco será bem-vindo quando visitar o país.


Leia, abaixo, a íntegra da carta do presidente do Cimi, dom Roque Paloschi, ao Papa Francisco:

Roma, 29 de junho de 2016. 

Santo Padre,

Em primeiro lugar, desejo agradecer a confiança pela minha nomeação como arcebispo de Porto Velho-Rondônia na Amazônia brasileira.

Peço a sua bênção e a sua oração para que eu possa viver a missão nos caminhos da simplicidade e humildade, sendo um irmão entre os irmãos e irmãs.

Mas hoje também quero suplicar uma bênção muito especial para uma outra missão que a Igreja do Brasil me confiou: animar e acompanhar missionários e missionárias do Brasil que trabalham junto aos povos indígenas, como presidente do Conselho Indigenista Missionário – CIMI.

Somos profundamente agradecidos pela sua ternura e proximidade com os povos originários do mundo, como sentimos na sua Encíclica Laudato Si, nos encontros na Bolívia, México e em outros pronunciamentos.

Vivemos no Brasil uma situação desesperadora diante do sofrimento dos nossos primeiros habitantes; a indiferença, o avanço dos grandes projetos do agronegócio, a construção da grandes hidrelétricas, a mineração, e a devastação do meio ambiente em general. Isso tudo traz consequências desastrosas aos povos indígenas. A ONU tem denunciado em particular a violência contra os Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul. Os Guarani Kaiowá tem visto o direito às suas terras ser negado, além de sofrerem repetidas violências de grupos paramilitares e o continuado descaso do próprio Estado. Estudiosos chegam a afirmar haver um genocídio do povo Guarani Kaiowá.

Queremos agradecer o seu apoio ao trabalho da Comissão Episcopal para a Amazônia coordenado pelo seu amigo particular Cardeal Claudio Hummes. Alegra-nos muito o seu carinho para com a REPAM – Rede Eclesial Pan-Amazônica e também sua atenção e estima pelo trabalho do CIMI.

Trago aqui o relatório de violência contra os povos indígenas, produzido pelo Conselho Indigenista Missionário. Santo Padre, isso só nos entristece e nos envergonha como brasileiros e cristãos. Mas posso lhe assegurar que há um grande número de missionários e missionárias que vivem martirialmente junto aos povos indígenas, na defesa da vida e da criação. Contamos com a sua oração e bênção aos povos originários do Brasil.

Estamos nos preparando para sua visita ao Brasil em comemoração aos trezentos anos de Nossa Senhora Aparecida. Povos indígenas já sonham e aguardam uma visita sua, em qualquer lugar do Brasil onde estejam, como sinal de seu amor paternal aos primeiros habitantes de nossas terras ameríndias.

Obrigado e conte sempre com minha estima e prece.

Roque Paloschi
Arcebispo de Porto Velho e Presidente do Cimi


Fotos: serviço fotográfico do Vaticano

Rádio Vaticano - Programa Brasileiro @radiovaticanobrasil

Foto do perfil de Rádio Vaticano - Programa Brasileiro

Casamento falso para pedir a mão da namorada

Fotógrafo reuniu padre, noivos e mais de 200 pessoas para fazer um pedido surpresa.


Fotógrafa nem desconfiava que o casamento na verdade era um pedido de noivado. Foto (Jivago Sales/Divulgação)
Por Thiago Ventura
Portal DomTotal

Pedidos de casamento surpresa são sempre emocionantes. E um fotógrafo mineiro também entrou na lista de histórias inusitadas de noivado ao surpreender sua amada com uma superprodução, que envolveu mais de 200 pessoas. Também fotógrafa, a namorada nem desconfiava que a cerimônia em que os dois atuavam na verdade era… um pedido de casamento! E com direito a padre, noivos, padrinhos e convidados numa igreja lotada.

A história aconteceu em Belo Horizonte com Jivago Sales, de 39 anos,  fotógrafo de casamentos e sua (agora) noiva, Laura Alvarenga, 28. Juntos há mais de oito meses, a ideia de união já estava em pauta, mas Jivago queria fazer uma surpresa. O fotógrafo resolveu unir profissão dos dois para fazer o pedido diferente: criou um casamento de mentira. A “cerimônia” aconteceu no último dia 23, na capital mineira.

Laura registrou o making-of da falsa noiva, enquanto Jivago acertava os últimos detalhes no local do evento, a Capela do Colégio Arnaldo, Região Sul da cidade. O templo estava cheio, com decoração e outros fornecedores. Entre os “convidados”, amigos e parentes do casal disfarçados. Enquanto isso, os noivos de verdade estavam ocupados registrando tudo.

A surpresa aconteceu na troca de alianças. Uma dama de honra entrou com uma maleta e as alianças. Quando Laura foi registrar a criança, notou algo diferente: uma foto dela com Jivago e um anel de noivado! A cerimônia foi interrompida e o fotógrafo fez o pedido oficial, prontamente atendido pela moça, para o delírio dos convidados. O sacerdote deu uma bênção para os novos noivos.

“Se não posso fotografar meu casamento, meu pedido de casamento eu dei um jeito, e o primeiro olhar dela para as alianças tinha que ser meu. Sonhem sempre, coloquem amor neste sonho, e chamem um amigo pra te ajudar a realizar”, disse Jivago.

Assista ao vídeo:

Redação DomTotal

Mendes reúne base de Temer para discutir eleições

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Encontro buscou aproximar as instituições e mostrar as dificuldades da próxima eleição.
Encontro reuniu até políticos investigados na Lava Jato
Encontro reuniu até políticos investigados na Lava Jato

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes ofereceu, nesta quinta-feira (30), um café da manhã para membros da base aliada do presidente em exercício Michel Temer. Na conversa, o ministro e os parlamentares discutiram as eleições de 2016. Eles também conversaram sobre maneiras de viabilizar a reforma política no Legislativo e repensar o financiamento de campanhas eleitorais. 

Segundo Mendes, o encontro buscou aproximar as instituições e mostrar as dificuldades em relação à próxima eleição. A principal delas, segundo o ministro, é a proibição das doações de pessoas jurídicas. "É um quadro especial e queríamos conversar com os líderes sobre isso para chamar atenção de que algumas vicissitudes que ocorrerão não serão causadas pela Justiça Eleitoral, mas pelo modelo institucional que foi aprovado na legislação", disse.

"Em 80% dos municípios o limite de gasto é de R$ 100 mil para prefeito, R$ 10 mil para vereadores, é um limite muito estrito. Certamente vamos ter muitos questionamentos de um lado e de outro, vamos ter uma intensa judicialização. Os prazos curtos vão fazer com que muitas candidaturas sejam provisórias. Certamente haverá mudança de resultado por conta da mudança do coeficiente eleitoral, anulação de votações e impugnações", declarou.

Mendes disse que também falou com os parlamentares sobre urnas eletrônicas, cujo sistema está aberto para testes. "Conclamei os líderes a participarem dessa verificação para que a gente possa superar as eventuais dúvidas que existem sobre o sistema eletrônico de votação que nos enche de orgulho. Esse é um sistema desenvolvido pelo Brasil e permite que o País tenha padrão civilizatório superior às vezes aos países mais desenvolvidos."

Reformas

No encontro, o grupo também discutiu maneiras de viabilizar a reforma política na Câmara dos Deputados. "A sociedade não aguenta mais que o Legislativo não entregue a reforma política. O Senado, como vocês sabem, já votou essa reforma em muitas oportunidades, mas ela não tem conseguido caminhar na Câmara, e matéria que anda em uma Casa só não chega ao final", criticou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Para Renan, a reunião desta manhã "criou um momento para que as lideranças possam pedir uma pauta mínima para a reforma política", que deverá consistir basicamente na cláusula de barreira e no fim da coligação proporcional. "Acho que a sociedade não está querendo mais dar um cheque em branco para financiamento privado, mas mesmo assim nós precisamos ter regras claras para que não haja dúvida no processo."

O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), considerou que a discussão sobre uma nova legislação eleitoral é muito importante para criar uma boa relação entre o TSE e o Congresso.

Entre as principais questões para "manter a eleição limpa", Mansur defende medidas acerca da quantidade de partidos. "A sociedade brasileira não consegue ter uma democracia com o número elevadíssimo de partidos políticos", avaliou. 

"Nós precisamos na verdade ter regras. Há uma dificuldade hoje muito grande de você ter propriamente votações dentro da Câmara e do Senado com esse número elevadíssimo de partidos políticos. A gente precisa de alguma maneira não extinguir partidos, não deixar de permitir que partidos existam, mas você pode ter regras para permitir que eles não tenham acesso a Fundo Partidário, a tempo de televisão", disse Mansur.

Líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), considerou que o sistema político brasileiro "chegou a um grau de esgotamento que precisa ser reformado com urgência a partir de cláusula de barreiras e do fim da coligação partidária". Para ele, a reforma política aprovada no ano passado não foi suficiente e pode até ter piorado o sistema, que ficou mais "irreal". Cunha Lima defende a volta do financiamento empresarial. 

"Em toda parte do mundo as pessoas jurídicas podem fazer doações desde que haja controle, haja fiscalização. Então você criminalizar a participação das pessoas jurídicas no pleito não acho que seja algo positivo", disse. "O Congresso terminou criando regras de limitação de gastos que podem ser vistas como positivas, mas ao mesmo tempo não desenhou um sistema de financiamento que garanta a transparência necessária para o sistema", afirmou.

Também estiveram no café da manhã desta quinta-feira os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR).


Agência Estado

Oração pela beatificação e canonização de Dom Helder Câmara.

Suplicando graças por sua intercessão.
Ó Deus altíssimo, boníssimo e terníssimo, que vos quisestes revelar em toda vossa plenitude, na generosidade, doação, renúncia e criatividade do vosso servo Dom Helder Câmara. Vivendo agora a expectativa da beatificação e canonização do vosso místico e Dom da Paz, suplicamos com humildade e confiança que venhais em socorro da humanidade, nas injustiças, dores e angústias de toda natureza por que passa a criatura humana e todo o universo. Que o nosso bom Deus seja sempre mais louvado, através do Servo de Deus Dom Helder, instrumento da vossa paz e do vosso amor. Usando as palavras do Santo Padre, o Papa Francisco: “No fim, encontrar-nos-emos face a face com a beleza infinita de Deus e poderemos ler, com jubilosa admiração, o mistério do universo, o qual terá parte conosco na plenitude sem fim” (Laudato Si', 243), na mais viva esperança, ó Pai, de vermos todas as coisas renovadas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.
Pe. Geovane Saraiva
Pároco de Santo Afonso, Parquelândia - Fortaleza – CE
A oração não é oficial

MEIO AMBIENTE 30/06/2016 | domtotal.com Aquecimento: Londres manterá compromisso

Mas especialistas temem o impacto de sua saída da UE sobre a ação climática europeia.

"Estamos claramente empenhados em agir contra as mudanças climáticas. (...) Isso vai continuar".
A Grã-Bretanha prometeu, nessa quarta-feira, manter seus compromissos contra o aquecimento global, apesar do Brexit, mas especialistas temem o impacto de sua saída da UE sobre a ação climática europeia.

"Estamos claramente empenhados em agir contra as mudanças climáticas. (...) Isso vai continuar", assegurou a secretária de Estado britânica para Energia e Mudanças Climáticas, em uma audiência de CEOs e responsáveis pelo clima reunidos em Londres na terça e quarta-feira para um "Business and Climate Summit".

"A decisão da semana passada (saída britânica da União Europeia) pode tornar o caminho mais difícil", admitiu Amber Rudd. Mas "os nossos esforços foram essenciais para alcançar este acordo histórico (de Paris). O Reino Unido não vai desistir desse papel de liderança", acrescentou.

Além da ação britânica, é uma onda de choque do outro lado do Canal da Mancha que faz tremer os atores na luta climática, seis meses após o acordo global alcançado em Paris para limitar as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Para eles, este evento pode prejudicar a ação da Europa. E quanto mais tempo o processo de divórcio entre Londres e Bruxelas levar, maiores serão so danos, alertam, temendo ainda que outros países se inspirem nos desejos de independência britânicos.

"Haverá alguma incerteza, transição e volatilidade por pelo menos dois anos" na política da UE, advertiu nesta terça-feira a responsável pela questão climática na ONU, Christiana Figueres, diante da mesma assembleia.

Na melhor das hipóteses, essa saída vai gerar um quebra-cabeça administrativo, uma vez que o Acordo de Paris foi negociado com base em um bloco de 28 países, que se comprometeram a reduzir suas emissões em 40% até 2030 em relação a 1990.

"A UE vai estudar uma recalibração" dos esforços comuns de redução de emissões entre os países, disse Figueres.

Pior cenário

O caso também promete complicar a situação de algumas empresas que precisam antecipar as mudanças ligadas ao aquecimento global.

"Dentro da comunidade dos negócios, o tempo gasto nesta questão do Brexit vai nos desviar de decisões importantes que poderíamos tomar em outras questões", considerou Peter Sweatman, CEO da empresa de consultoria Climate Strategy.

Outros temem que o Brexit dificulte a capacidade da UE, o terceiro maior emissor mundial, de rever rapidamente seus planos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, medida esperada dos principais países emissores se o mundo quiser se manter abaixo do limiar crítico de 2°C de aquecimento.

"O papel de protagonista da Europa sobre o clima vai ser reduzido", acredita Nick Mabey, do think tank londrino E3G. "E isso vai afetar a motivação geral". "Logo, veremos o mundo se desviar da trajetória de 2 graus, e é aí que entraremos nas zonas de perigo globais", alertou.

No Acordo de Paris, a comunidade internacional comprometeu-se em limitar o aquecimento global abaixo dos 2°C ou 1,5°C em relação ao nível de antes da Revolução Industrial.

Acima dessa meta, os cientistas prometem ao planeta eventos extremos, com consequências desastrosas para as espécies e economias.

Os compromissos nacionais atuais levam o mundo a um aumento em 3°C. Acertar esta lacuna tornou-se uma questão prioritária para os 195 Estados partes no acordo.

Historicamente, a Europa - em parte sob o impulso britânico - tem sido líder na luta contra o aquecimento global, fazendo o papel de mediador junto aos países relutantes a partilhar os esforços.

Enquanto os partidos de extrema-direita cobraram, na França e na Holanda, referendos sobre a saída de seus países da UE, o pior cenário seria, aos olhos dos defensores do clima, que outros Estados sigam o exemplo da Grã-Bretanha.

"Se a Europa realmente começar a se desintegrar, será difícil preservar as políticas europeias (para o clima), seja em relação as normas de emissões, energia limpa ou mercado de energia", afirma Nick Mabey.

AFP

Papa Francisco: A misericórdia não é “abstrata” e sem obras está morta

O Papa Francisco na audiência jubilar de hoje na Praça de São Pedro. Foto Daniel Ibañez (ACI Prensa)
Vaticano, 30 Jun. 16 / 10:50 am (ACI).- Em sua reflexão nesta manhã na audiência jubilar na Praça de São Pedro, o Papa Francisco explicou que "a misericórdia não é uma palavra abstrata, mas um estilo de vida”, já que uma pessoa pode decidir ser misericordiosa ou não, pode decidir se envolver e ajudar os outros ou ser indiferente ante as necessidades do próximo.

Photo published for Sexta-feira da Misericórdia: Papa Francisco visita 2 comunidades de sacerdotesO Papa começou sua reflexão afirmando que é necessário fazer um “sério exame de consciência” sobre as obras de misericórdia na vida cotidiana.

“É bom, de fato, não esquecer jamais que a misericórdia não é uma palavra abstrata, mas um estilo de vida. Uma pessoa pode ser misericordiosa ou pode ser não misericordiosa. É um estilo de vida, eu escolho viver como misericordioso ou escolho viver como não misericordioso. Uma coisa é falar de misericórdia, outra é viver a misericórdia”.
O Santo Padre explicou que “a misericórdia sem as obras é morta em si mesma. É exatamente assim! O que torna viva a misericórdia é o seu dinamismo constante de ir ao encontro de quem precisa e das necessidades de quem se encontra em dificuldade espiritual e material”.

Às vezes, alertou o Pontífice, passamos diante de situações dramáticas de pobreza e parece que estas não nos tocam; tudo continua como se nada fosse, em uma indiferença que, ao final, nos torna hipócritas e, sem perceber, acaba em uma forma de letargia espiritual em que o ânimo se torna insensível e a vida, estéril”.

Quando isto acontece, disse Francisco, as pessoas se tornam “gente que passa toda a vida sem nunca perceber as necessidades dos outros. Lembrem-se bem: quem não vive para servir, não serve para viver”.

Depois de recordar que quem experimentou a misericórdia de Deus na própria vida não pode permanecer insensível ante as necessidades dos outros, o Papa ressaltou que “não se pode procrastinar diante de uma pessoa que tem fome: é preciso lhe dar de comer. Jesus nos diz isto. As obras não são temas teóricos, mas testemunhos concretos. Obrigam a arregaçar as mangas para aliviar o sofrimento”.

“Por causa das mudanças de nosso mundo globalizado, algumas pobrezas materiais e espirituais se multiplicaram: demos, portanto, espaço à fantasia da caridade para identificar novas modalidades operativas. Deste modo, a via da misericórdia será sempre mais concreta”.

O Papa Francisco sublinhou deste modo que, “portanto, pede-se a nós que permaneçamos vigilantes como sentinelas para que, diante das pobrezas produzidas pela cultura do bem-estar, o olhar do cristão não se enfraqueça e se torne incapaz de ver o essencial”.

“O que significa olhar o essencial? Olhar Jesus. Olhar Jesus no faminto, no prisioneiro, no doente, no nu, em quem não tem trabalho e deve levar avante uma família. Olhar Jesus nestes irmãos e irmãs”.

“Olhar Jesus em quem está triste, só, em quem erra, em quem precisa de conselho, caminhar em silêncio com quem precisa de companhia”.

Estas, concluiu o Papa, “são as obras que Jesus pede a nós. Olhar Jesus nestas pessoas. Por quê? Porque Jesus nos olha assim”.

O Santo Padre também deu graças por sua recente viagem à Armênia, a primeira nação cristã do mundo, realizado de 24 a 26 de junho, e pediu pela paz nessa região.

Igreja \ África Togo: Plenária dos bispos debate formação de seminaristas e família


A actividade dos seminários diocesanos e a implementação da Exortação Apostólica pós-sinodal do Papa Francisco "Amoris Laetitia sobre o amor na família" foram os temas marcantes da Assembleia Ordinária da Conferência Episcopal do Togo (CET), realizada em Lomé nos passados dias 14 a 17 Junho. No final dos trabalhos, os bispos emitiram uma breve nota sobre o encontro.
Discernimento e acompanhamento para os seminaristas
"Ouvimos atentamente e em comunhão entre nós – lê-se no texto – as actividades, as alegrias e as dificuldades dos nossos três seminários inter-diocesanos". Quanto à formação dos seminaristas, foi reafirmada a importância da "simplicidade do estilo de vida e de linguagem", para garantir aos próprios formadores uma adequada preparação "doutrinal, moral e espiritual". Muito importantes também as questões relativas "ao discernimento vocacional e acompanhamento dos jovens que se preparam para entrar no seminário”.
Formação permanente para os sacerdotes
Daí que a CET recorda  o Jubileu dos sacerdotes, realizado em Roma, na presença do Papa Francisco, de 1 a 3 de junho, e o convite para participar no encontro internacional dos sacerdotes que se vai realizar em Lourdes, França, nos dias 4 e 5 de Julho, sob o tema "O sacerdote, homem de misericórdia". A Igreja de Lomé sublinhou igualmente a importância da formação permanente para todos os sacerdotes.
Preparação adequada ao matrimónio
Portanto, reflectindo sobre a Amoris Laetitia, a CET destacou que "é uma proposta às famílias cristãs, uma proposta que as encoraja a valorizar o dom do matrimónio e  a manter firme o amor, baseado em valores fortes" e exortando a todos a "ser um sinal de misericórdia e proximidade, sobretudo nos casos em que a família não vive em paz e alegria". "Amoris Laetitia - continua o comunicado – é também  uma graça, no âmbito do Ano Jubilar da misericórdia". Os bispos também ressaltaram a importância da preparação para o matrimónio, encorajando as dioceses a formarem pessoal capaz de fornecer apoio adequado aos noivos, baseando-se na pastoral familiar e no conhecimento do direito canónico.
Implementação do Motu próprio Mitis iudex
Nesta óptica, a CET tem planos de endereçar uma mensagem a todos os bispos africanos, durante a Assembleia Plenária do SECAM (Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagáscar), a ser realizada em Luanda, Angola, no próximo mês de julho , precisamente sobre o tema da família. O objectivo do documento será de "encorajar os Estados a defender e apoiar os valores humanos e da família". A CET também iniciou a instituição de um Tribunal eclesiástico inter-diocesano para seguir as causas de nulidade matrimonial, conforme determinado pelo Motu próprio "Mitis iudex" do Papa Francisco.
Cristãos colaborem na construção do bem comum do País
Uma ulterior reflexão foi feita sobre a independência do país, cujo aniversário foi celebrado no passado dia 6 de Maio. Para esta ocasião, os bispos evocaram o que está escrito na sua Carta pastoral centrada no tema "Ser responsáveis na justiça e na verdade", exortando a comunidade cristã togolesa a promover o bem comum e cuidar do "progresso civil e moral da nação”.
Diálogo inter-religioso para relançar a paz
Entre os outros temas discutidos pela Plenária, está também o diálogo inter-religioso: em particular, os bispos destacaram a necessidade da colaboração entre as diferentes religiões na busca da paz, “dado o contexto internacional caracterizado pela violência". Finalmente, após a experiência vivida pelos bispos do Togo presentes no Congresso Eucarístico Internacional realizado em Cebu, nas Filipinas, no passado mês de janeiro, a CET decidiu "dar aos fiéis do País a oportunidade de descobrir e viver melhor a graça da Eucaristia por ocasião da Festa do Corpo de Deus, que em 2017 será celebrada no dia 18 de junho” (BS)

Cardeal de Boston: Procuremos todos ser mais misericordiosos

Cathedral In Boston 
É o apelo que o Cardeal D. Seán Patrick O´Malley lança a propósito do Ano da Misericórdia que a igreja está a viver em todo o mundo.
Declarações à Rádio Vaticano em Lisboa após ter recebido do Presidente da República Portuguesa a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique por serviços à comunidade lusa nos Estados Unidos.
O cardeal norte-americano diz que a misericórdia tem sido a marca do ministério do Papa, que olha para a misericórdia como “o rosto de Deus e tem que ser rosto da igreja”.
Sobre as obras da Misericórdia, o prelado considera que “ têm que ser obras que nascem de um coração convertido, do amor e humildade para com os outros”.

Papa falou sobre a viagem à Arménia. Volta em breve ao Cáucaso

O Papa Francisco, na audiência jubilar deste dia 30 de junho, comentou a sua recente viagem à Arménia, “nação que abraçou o cristianismo já no início do século quarto e que ao longo da história testemunhou a sua fé em Cristo, mesmo com o martírio”. O Santo Padre referiu que com esta viagem procurou reforçar a comunhão fraterna para que os cristãos possam ser fermento de uma sociedade mais justa e solidária: "Dou graças a Deus por esta viagem, e estou muito grato ao Presidente da Arménia, ao Catholicos Karekin II, ao Patriarca e aos bispos católicos, e a todo o povo arménio por terem-me acolhido como peregrino de fraternidade e paz.”
Entretanto, o Papa Francisco recordou que daqui a três meses irá à Geórgia e ao Azerbaijão, outros dois países situados no Cáucaso:
“Acolhi o convite de visitar estes países por dois motivos: por um lado, valorizar as antigas raízes cristãs presentes naquelas terras, sempre com o espírito de diálogo com as outras religiões e culturas, e por outro, incentivar esperanças e caminhos de paz. A história ensina-nos que o caminho da paz requer grande tenacidade e passos contínuos, começando pelos pequenos e devagar fazê-los crescer, indo um ao encontro do outro. Por isso, o meu desejo é de que todos e cada um dêem a sua contribuição para a paz e a reconciliação.”
(RS)

Quatro arcebispos brasileiros receberão pálio. Acompanhe com a RV


Cidade do Vaticano (RV) – Por ocasião da Festa dos Santos padroeiros Pedro e Paulo nesta quarta-feira, 29 de junho, o Papa Francisco preside à Santa Missa na Basílica Vaticana com a entrega do pálio aos novos Arcebispos metropolitanos.
Este ano, 25 Arcebispos estão contemplados, entre eles quatro brasileiros: Dom Roque Paloschi, de Porto Velho (Rondônia), Dom Zanoni Demettino Castro, de Feira de Santana (Bahia), Dom Rodolfo Luís Weber, de Passo Fundo (Rio Grande do Sul), Dom Darci José Nicioli, C.SS.R. de Diamantina (Minas Gerais).
Os outros 21 Arcebispos são oriundos de França, Equador, Estados Unidos, Antilhas, Itália, Espanha, Bélgica, Turquia, Cuba, México, Polônia, Ilhas Salomão, Mianmar e Benin.
RV
A Rádio Vaticano transmite esta cerimônia ao vivo, com comentários em português, a partir das 9h25 hora local, 4h25 no horário de Brasília. Depois da celebração, o Papa rezará com os fiéis na Praça a oração mariana do Angelus, sempre com transmissão da Rádio Vaticano.
Mudança
O Papa Francisco instituiu uma mudança na imposição do pálio aos novos Arcebispos. Com uma carta datada de 12 de janeiro de 2015, o Mestre das Celebrações Pontifícias, Mons. Guido Marini, informou que a faixa de lã branca será somente entregue e não colocada pelo Santo Padre. A imposição do pálio será realizada nas respectivas arquidioceses pelo Núncio Apostólico no país.
“O significado desta alteração é colocar em maior evidência a relação dos bispos metropolitanos com a sua Igreja local e, assim, dar também a possibilidade a mais fiéis de estarem presentes neste rito tão significativo para eles, e também particularmente aos bispos das dioceses sufragâneas que, deste modo, poderão participar do momento da imposição. Neste sentido, mantém-se todo o significado da celebração de 29 de junho, que sublinha a relação de comunhão e também de comunhão hierárquica entre o Santo Padre e os novos arcebispos; ao mesmo tempo, a isto se acrescenta – com um gesto significativo – esta ligação com a Igreja local”, explicou Mons. Marini à Rádio Vaticano.
O pálio
O pálio é elaborado com lã branca, com cerca de 5cm de largura e dois apêndices – um na frente e outro nas costas. Possui seis cruzes bordadas em lã preta. É confeccionado pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma, utilizando a lã de dois cordeiros que são oferecidos ao Papa no dia 21 de janeiro de cada ano na Solenidade de Santa Inês.
O uso do pálio, que nos primeiros séculos do Cristianismo era exclusivo dos Papas, passou a ser usado pelos Metropolitanos a partir do século VI, tradição que perdura até aos nossos dias. O pálio é símbolo do serviço e da promoção da comunhão na própria Província Eclesiástica e na sua comunhão com a Sé Apostólica. (BF)

No mundo da lua

 domtotal.com
Prever o futuro é a mais difícil das artes.
O mundo da lua é nossa humanidade sem retoque.
O mundo da lua é nossa humanidade sem retoque.

Por Luís Giffoni*

Quando tinha dez anos, eu vivia no mundo da lua. Até hoje vivo por lá, mas na época a Lua em questão era ela mesma, a que gira ao redor do nosso planeta. Eu sonhava experimentar a pouca gravidade, ver o céu sem nuvem, explorar as crateras, estar em outro mundo.

Tinha certeza de que, no ano 2000, passaríamos as férias no Mar da Tranquilidade, num hotel com teto transparente. Às vezes, acho que nós, os brasileiros, alunissamos, em segredo, no Mar das Crises. Trouxemos o mar inteiro para Brasília e deu no que deu. O Mar das Crises não trouxe praia, não trouxe água, só trouxe poeira para o Planalto Central, tanta poeira que a gente nada enxerga. Quando ela abaixa, mais um pedaço do nosso bolso se foi. Só falta dizer que a culpa é dos lunáticos. Pensando bem, é mesmo. Eduardo Cunha, por exemplo, não é deste mundo.

Acompanhei, na infância, cada voo ao espaço, cada foguete norte-americano ou russo que subiu com astronautas. Lembro-me do Sputnik, depois do “a Terra é azul”, do Gagárin, mais tarde do “pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade”, do Neil Armstrong. Acreditei tanto no oba-oba espacial que projetei as férias selenitas para o ano 2000. Uma empresa aérea chegou a vender as passagens, houve fila para comprar. O ano 2000 passou, e nada. Agora, em 2016, voltam a falar, de novo, em turismo na Lua. Virou conversa de lunático. Perdi a confiança. Chamo isso de estelionato do futuro.

Deveria aceitar tamanha frustração. As projeções humanas sempre falham. Vivemos no mundo da lua. Quase todo o tempo. Faz parte da gente. Observemos as promessas dos mestres da computação, otimistas incuráveis, antevendo maravilhas para o ano que vem e os seguintes. Vão além do razoável. O grande salto tecnológico dos computadores já foi dado, o que agora existe é rescaldo, periferia. Observemos as promessas da robótica. Quem leu, como eu, muita ficção científica, acreditou que hoje um R2D2 qualquer nos serviria o almoço. O mesmo raciocínio prevalece para a inteligência artificial ou para a ciência de ponta. Tem mais sonho que realidade.

Prever o futuro é a mais difícil das artes. Quando menos se espera, uma guinada acontece. Ou um retrocesso. Cito um exemplo: no século 5, Roma foi conquistada pelos bárbaros. Na Inglaterra, séculos depois, o Muro de Adriano, marco da engenharia romana, era mostrado como prova da existência de deuses, pois os atrasados ingleses não acreditavam que uma civilização humana seria capaz de erguer uma obra tão monumental. Não houvesse tanto registro de imagens, o gigantismo de um foguete Saturno V aposentado poderia causar idêntico espanto em nossos dias.

Enquanto o oba-oba da tecnologia grassa sem freios, olho a Lua, com o mesmo olhar do poeta Walt Whitman. Ou de namorados. Enquanto curto o luar, viajo até o Mar da Tranquilidade, desço ao fundo de uma cratera. A imaginação sempre está à frente do futuro. O mundo da lua é nossa humanidade sem retoque. Sim, vivemos por lá.

*Luís Giffoni tem 25 livros publicados. Recebeu diversas premiações como do Prêmio Jabuti de Romance, da APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte, Prêmio Minas de Cultura, Prêmio Nacional de Romance Cidade de Belo Horizonte.

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

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