sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Papa Francisco visitará o Colégio Pio Brasileiro

Pe. Augusto Vale, boníssimo colega do clero da Arquidiocese em Fortaleza - CE,
reside nesta bela casa, cursando mestrado em filosofia,
para em seguida partir para o doutorado
O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, informou em entrevista à Radio Vaticano que o papa Francisco visitará o Colégio Pio Brasileiro em Roma. A instituição comemora 80 anos no dia 3 de abril
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O Colégio Pio Brasileiro nasceu a partir do Pontifício Colégio Pio Latino-americano, uma instituição eclesiástica, criada em 1858 para a formação do clero da América Latina, em Roma. O número de alunos do Pio Latino, como era conhecido, cresceu durante os anos e os responsáveis pensavam no desmembramento da instituição, atendendo ao anseio de bispos brasileiros de ter um colégio eclesiástico próprio, na cidade romana. Na época, o papa Pio XI e as lideranças da Companhia de Jesus apoiaram a ideia.
Após campanha nacional para arrecadar recursos para a obra do colégio, em 1927, a construção iniciou dois anos depois. Em 3 de abril de 1934 o Colégio Pio Brasileiro foi inaugurado. A primeira turma teve 34 alunos, entre padres e seminaristas.Cardeal Damasceno disse ainda que a CNBB assumirá a direção do colégio, que esteve aos cuidados do jesuítas desde o início.
A data da visita do papa ao Pio Brasileiro ainda será definida.
CNBB

Bento XVI não tem ciúme de Francisco, garante secretário

Roma - O secretário pessoal do papa emérito Bento XVI, o arcebispo Georg Gänswein, assegurou que Joseph Ratzinger não tem "ciúme" pela popularidade do papa Francisco e ressaltou que tem "grande estima" e uma relação cada vez mais próxima com o papa Francisco graças à comunicação regular entre ambos. 

Dom Gänswein também assegurou em uma entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, que Bento XVI não busca influenciar as decisões do papa Francisco e explica que o gesto de aparecer na cerimônia de criação de cardeais em sábado passada não deve ser entendido como uma volta de Bento XVI à vida pública. 

Pelo contrário, acrescenta o prelado, Joseph Ratzinger foi ao evento por convite do papa Francisco. "O papa Bento pensou muito sobre o convite, e, finalmente, aceitou. Mas isto não significa, por dizê-lo assim, que ele tenha voltado ao cenário público". 

O secretário também afirmou que não sabia "se o papa Francisco pediu conselho" a Bento XVI sobre a eleição dos novos cardeais e sublinha: "Não sei, mas acredito que não". Finalmente Dom Gänswein explicitou ao Post que "o Governo (da Igreja) é uma coisa e o contato (com o Papa Francisco) é outra", insistindo que o bispo emérito de Roma, Bento XVI, não tem exercido função alguma relacionado ao pontificado.
SIR

Papa Francisco sairá do Vaticano em visita ao Seminário Maior de Roma.

Rádio Vaticano
há ± 1 hora
Amigos, compartilhamos a homilia de Papa Francisco da manhã desta sexta-feira. 
Aproveitamos para informar que dentro de uma hora o Sumo Pontífice visitará o Seminário Maior de Roma
Quando um amor falha as pessoas não devem ser condenadas mas acompanhadas, recomendou o Papa Francisco na missa celebrada na sexta-feira 28 de Fevereiro na capela da Casa de Santa Marta. A beleza e a grandeza do amor, disse o Pontífice, reconhecem-se já com a...

Apostar na simplicidade - Dom Walmor

Dom Walmor Oliveira de Azevedo*

Belo Horizonte (RV) - O Papa Francisco tem se consolidado como voz que alerta para a urgência de se combater o crescente processo de desumanização que assola a sociedade contemporânea. Sua voz ecoa para além do território da própria Igreja Católica e vai tocando corações e mentes pelo mundo afora. Na sua Exortação Apostólica Alegria do Evangelho, o Papa Francisco sublinha que “o grande risco do mundo atual, com múltipla e avassaladora oferta de consumo, é a tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada dos prazeres superficiais, da consciência isolada”. Quando a pessoa se fecha nos seus próprios interesses, o resultado é o comprometimento da essencialidade da vida interior.

Uma grande indicação do Papa Francisco, como retomada das mais genuínas raízes do Evangelho de Jesus, é apostar na simplicidade. Esse caminho supõe exercício diário e adoção de estilos de vida que proporcionem e mantenham uma interioridade com a sabedoria para priorizar o que é digno e bom. A simplicidade de vida, incontestavelmente, é o remédio mais eficaz no combate à desumanização, que embrutece corações e inviabiliza a convivência social. Trata-se de antídoto para a sociedade, marcada pela crescente violência, corrupção venenosa e irreversível despersonalização. É hora, portanto, de admitir e incluir um discernimento evangélico nas análises e na busca da compreensão da realidade, desafiadora e complexa, desse início de terceiro milênio.

A busca por soluções não pode restringir-se ao crescimento e sofisticações tecnológicas, indispensáveis quando se pensa no avanço da ciência. É preciso retomar o processo de humanização, contraponto ao lamentável embrutecimento dos corações. Nessa tarefa, o ensinamento evangélico tem um poder inigualável de modulação e educação. Vale sempre lembrar a observação de Mahatma Ghandi, em referência ao Sermão da Montanha, Evangelho de Mateus, capítulos 5 a 7, sublinhando que ali há um tesouro que praticado pelos cristãos, faria deles instrumento de radical revolução e transformação da sociedade pelos princípios enraizados na força inesgotável do amor de Deus.

Não se pode apenas pensar que definições legislativas e meras providências de repressão serão suficientes para deter o catastrófico processo de desumanização em curso, responsável pelo crescimento da violência, aumento assustador da dependência química, imoralidades de todo tipo como consequência da relativização nociva de valores e princípios. Brutalidade é o lado oposto da indispensável humanização. A falta de raízes humanísticas consistentes, como aquelas que os valores do Evangelho de Jesus Cristo produzem e modulam nos corações que escutam a voz de Deus, impede o estabelecimento de uma nova ordem social e política. Sem enraizamento humanístico adequado não veremos mudanças nas lideranças e continuará baixo o nível da prática política, muitas vezes dinamizada por interesses partidários tacanhos, conchavos imorais e busca pelo crescimento próprio a partir da obsoleta prática de atacar o outro para destruí-lo.

Não se conseguirá jamais avançar nas reformas que a sociedade brasileira precisa sem a necessária e urgente competência humanística. É em razão da falta desta competência que instituições políticas e governamentais fazem sempre muito menos do que deveriam. Alimentam-se da ilusão de que boa política se faz com conchavos, com a desmoralização dos outros, com a manipulação ideológica ou com as negociatas internas e partidárias que atrasam o progresso e o atendimento das demandas da população. Essa desordem produz o descompasso e a baderna que vai compondo cenários preocupantes de violência, medo e caos. As mudanças estruturais e conjunturais avançarão pela força do testemunho indispensável de cada cidadão. Nesse caso, apostar na simplicidade há de ser um compromisso de todos, revendo práticas, hábitos. Não há lugar para exibicionismos, sofisticações petulantes, esbanjamentos agressivos e irracionais. É hora de compreender, redimensionar projetos, práticas pessoais e sociais, sempre apostando na simplicidade.

*Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Rádio Vaticano 

Papa recebe família de jovem padre falecido e emociona a todos

Cidade do Vaticano (RV) – Francisco recebeu quinta-feira, 27, após a missa celebrada na Casa Santa Marta, a Sra. Carmela Imbò, mãe do Pe. Fabrizio de Michino, jovem sacerdote de Nápoles falecido há dois meses. Em outubro passado, muito doente, Pe. Fabrizio havia encontrado o Papa e concelebrado com ele a missa, sempre na Santa Marta.

Naquela ocasião, o jovem entregou ao Papa uma carta contando sobre a sua enfermidade e oferecendo seus sofrimentos ‘pelo bem da Igreja’. Desde 2010, o padre combatia contra um raro tipo de tumor no coração com metástases no fígado e hiato. 

“Nestes anos nada fáceis – escrevia Pe. Fabrizio – nunca perdi a alegria de ser um anunciador do Evangelho. Embora o cansaço, constato que esta força não vem de mim, mas de Deus”. 

A carta do jovem padre comoveu o Pontífice, que ao saber de sua morte, convidou os familiares para a missa em sua casa, a fim de “conhecer a mulher que doou um filho à Igreja”. Com a Sra. Carmela, vieram a Roma também o irmão de Pe. Fabrizio, Fabio, e um amigo, Pe. Aniello de Luca.

“Mostramos ao Pontífice a foto de quando Pe. Fabrizio esteve na Casa Santa Marta e recebeu a sua benção”, disse Fabio. A mãe, emocionada, chorava e não conseguia falar. “O Papa a abraçou e abençoou; foi um encontro breve, mas significativo e cheio de amor. Nunca nos esqueceremos”, completou o irmão.
(CM)

Rádio Vaticano 

Papa: "Acompanhar, e não condenar, casais que fracassam no amor"


Cidade do Vaticano (RV) – A capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, estava repleta na manhã desta sexta-feira, 28, como todos os dias em que o Papa celebra a missa da manhã. Comentando a leitura do Evangelho, Francisco dedicou sua homilia à beleza do matrimônio e advertiu que se deve acompanhar – e não condenar – aqueles que fracassam no amor. 

O Pontífice iniciou relatando que no Evangelho de Marcos, os fariseus vão a Jesus e lhes apresentam o problema do divórcio, questionando se era lícito ou não. 

“Jesus respondeu explicando aos fariseus porque Moisés havia feito aquela lei. Deixando a casuística de lado, ele vai ao centro do problema e chega aos dias da Criação. A casuística é uma armadilha: "por detrás da mentalidade de reduzir tudo a casos, existe sempre uma armadilha contra as pessoas e contra Deus, sempre!”. 

O Papa citou depois a referência ao Gênesis: “Desde o princípio da Criação, ele os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará o seu pai e a sua mãe, e os dois serão uma só carne”. 

“Deus – disse o Papa – não queria que o homem ficasse sozinho, queria uma companheira para seu caminho. O encontro de Adão com Eva é ‘momento poético’. Por outro lado, esta obra de arte do Senhor não acaba ali, nos dias da Criação, porque o Senhor escolheu este ícone para explicar o seu Amor pelo povo”. 

“Quando Paulo deve explicar o mistério de Cristo, se refere à sua Esposa, porque Cristo é casado, casado com a Igreja, seu povo. Como o Pai havia se casado com o Povo de Israel, Cristo se casou com o seu povo. Esta é a história do amor, e diante deste caminho de amor, deste ícone, a casuística decai e se transforma em dor. “Quando deixar o pai e a mãe e unir-se numa só carne se transforma num fracasso – e isso pode acontecer – devemos acompanhar as pessoas que sofrem por terem fracassado no próprio amor. Não condenar, mas caminhar com eles e não fazer casuística com eles”. 

“Deus abençoou esta obra de arte de sua Criação, e nunca retirou a sua benção.. nem o pecado original a destruiu! Quando se pensa nisso, se vê “como é lindo o amor, o matrimônio, a família; como é bonito este caminho e como devemos estar próximos de nossos irmãos e irmãs que tiveram a desgraça de um fracasso no amor”. 

O texto original encontra-se na página:
http://it.radiovaticana.va/news/2014/02/28/il_papa:_accompagnare,_non_condannare,_quanti_sperimentano_il/it1-777229 

(CM)

Rádio Vaticano

O relacionamento entre a terra e a economia

Marcus Eduardo de Oliveira

Marcus Eduardo de Oliveira (*)
Volmir Meneguzzo (**)
Partindo do pressuposto básico que o meio ambiente é a fonte de todos os recursos utilizados no processo produtivo, não é apenas temeroso, mas também improdutivo e mesmo autodestrutivo, que parte do pensamento econômico tradicional - não obstante aos constantes apelos das mais altas vozes que representam a economia ecológica - continue desconsiderando os serviços prestados pela Mãe Natureza em prol do sistema econômico.
Já se torna quase consenso que, para a execução de boas políticas públicas, é de fundamental importância que a economia e o meio ambiente caminhem necessariamente numa mesma direção, sem conflitos.

Nesse pormenor, entendemos que também cabe à economia, enquanto ciência social, dentro do estabelecimento de uma visão pluralista que contemple o social e o ecológico, que desenvolva junto ao seu público, em especial à comunidade acadêmica, a disseminação da necessária ideia da preservação dos recursos naturais. Para isso, deve-se promover, urgentemente, a integração dos conhecimentos econômicos e ecológicos.

Definitivamente, o relacionamento entre a Terra e a economia tem de ser harmonioso, visto que a segunda (economia) é parte da primeira (Terra).

Nesse pormenor, reforça-se a noção central que a economia nada mais é que um subconjunto do meio ambiente. É necessário, portanto, criar uma boa sincronia entre a economia (atividade produtiva) e o ecossistema (a base dos recursos naturais).

Dito isso, é importante reiterar que o crescimento da economia não pode acontecer sobre as ruínas do capital natural. Lamentavelmente, é isso, contudo, que temos presenciado. Vejamos que em apenas 50 anos, de 1950 a 2000, a economia global foi multiplicada por sete, aumentando a produção de bens e serviços de US$ 6 trilhões para US$ 43 trilhões. 
O que não foi respondido nesse mesmo período, entretanto, é a que “preços” ecológicos e sociais esse elevado crescimento foi alcançado.


De nossa parte, nos arriscamos a tentar encontrar essa resposta. O preço desse “falso” crescimento sem limites foi (e tem sido desde então) o completo desequilíbrio ambiental. Os exemplos estão soltos por aí. Enquanto lençóis freáticos caem assustadoramente de um lado, principalmente nas três maiores áreas produtoras de alimentos (China, Índia e EUA), do outro se queima florestas, expandem-se desertos e aumentam-se consideravelmente os níveis de dióxido de carbono. Os rios estão ficando às mínguas. O principal rio dos Estados Unidos (o Colorado) mal chega ao mar. O Nilo, de históricas tradicionais, já apresenta enorme dificuldade em atingir o Mediterrâneo.

O fato inexorável, entrementes, é que todo esse crescimento produtivo foi muito conflitante e pouco (quase nada) sensível às causas da preservação natural. Na base, promoveu e incentivou a expansão econômica à custa da mais brutal agressão ambiental.

Dito de outra forma, o que esse crescimento fez em ritmo voraz foi destruir sobremaneira as bases de apoio que sustentam a própria economia. Abusando do expediente das metáforas, podemos explicar isso da seguinte forma: a economia atirou (e está atirando) uma flecha que, em breve, lhe voltará para o próprio rosto.

Assim, a economia agride o ecossistema e por ele, no futuro, será agredida. O resultado disso? Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), na terceira edição do Global Biodiversity Outlook, o GBO-3, “alguns ecossistemas estão próximos de atingir um ponto preocupante, tornando-se cada vez menos úteis à humanidade. Alguns fatores agravantes seriam a rápida diminuição das florestas, a dificuldade de recuperação dos cursos de rios e a morte em massa de arrecifes de corais”.

A natureza, como é fartamente perceptível, vem demonstrando ao homem ao longo da história que sua força é muito superior a capacidade de prevenção dos seres vivos. As enchentes do Rio Amarelo, na China, em 1887 e 1931, já comunicaram pelas estimativas de mortes que, para o ato econômico de produzir, faz-se necessário um tratamento com respeito aos recursos naturais.

Ainda na China, a pretensão de promover o desenvolvimento por meio da intervenção na natureza provocou outro grande desastre: “a falha na barragem de Banqiao”, com mais de 230 mil mortos.

O modelo de produção a qualquer custo sem a adequada preocupação com os impactos ambientais resultantes vem sendo ao longo dos anos deixada de lado. Atualmente, esse tema vem proporcionando grandes discussões, porém pequenas ações.
Incentivos para a produção agroecológica, orgânica e a redução do desmatamento vêm compondo temas de principais debates a esse respeito, promovendo e propagando políticas que podem ao longo dos próximos anos amenizar o impacto maléfico sobre os recursos naturais.


No contexto dos impactos gerados pela indústria e pelos hábitos e consumo, a poluição e a “produção” de resíduos são desastrosos, como são os casos dos depósitos de lixo pelo mundo, além da crescente contaminação de rios e lagos.

Gerar riquezas com base em energia captada nos recursos naturais, sem critérios de uso, tem provocado desastres voltados contra a própria vida humana. Assim, a economia precisa ser conduzida de forma equilibrada e, antes de tudo, com preocupação maior sobre os impactos nos recursos naturais.
Gerar menor volume de resíduos e sensibilizar-se para novos modelos de consumo com equilíbrio no consumo de calorias pelo mundo pode ser a base de um processo produtivo e industrial menos maléfico aos recursos naturais e, por consequência, aos habitantes do planeta

(*) Economista. Especialista em Política Internacional e Mestre em Integração da América Latina (USP). Professor de economia da FAC-FITO e do UNIFIEO, em São Paulo | prof.marcuseduardo@bol.com.br

(**) Economista. Especialista em Gestão Empresarial Estratégica de Agribusines (FGV). Mestre em Desenvolvimento Local (UCDB). Professor de gestão estratégica, qualidade e meio ambiente e negociações da Faculdade e Tecnologia do SENAI em Campo Grande, Mato Grosso do Sul | volmirm6@gmail.com

2 milhões de veículos devem deixar SP

Maioria deve seguir rumo ao litoral ou ao interior do estado.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estima que aproximadamente 2 milhões de veículos deixarão a capital paulista, rumo ao litoral e ao interior do estado, durante o feriado do carnaval. O órgão promove até a Quarta-Feira de Cinzas (5) uma operação especial para garantir segurança e fluidez no trânsito, especialmente nos acessos às rodovias. Também estão sendo monitorados a região em torno dos terminais rodoviários do Tietê, da Barra Funda e do Jabaquara.

Devem passar pelo Sistema Anchieta-Imigrantes entre 390 mil e 520 mil veículos em direção à Baixada Santista, segundo estimativa da Ecovias. A concessionária que administra as rodovias faz, durante o feriado, uma operação especial para apoiar os motoristas. No total, 223 profissionais e 58 viaturas, como carros de inspeção de tráfego e ambulâncias estarão de prontidão.

Pelo Sistema Anhanguera-Bandeirantes, que liga a cidade de São Paulo ao interior, a AutoBan, concessionária que administra as vias, espera a circulação de 970 mil veículos. A concessionária se prepara para o aumento do fluxo no sistema com uma equipe de 415 pessoas e 74 viaturas, entre guinchos, veículos de inspeção e ambulâncias.
Agência Brasil

Arnaldo Jobor não fala mal de Serra

Doris Kieslich compartilhou a foto de Gerson Cunha.


CINEMA: Leitores elegem 'O lobo de Wall Street' como favorito ao Oscar


arte oscar votação (Foto: arte oscar votação)

http://g1.globo.com/pop-arte/oscar/2014/noticia/2014/02/leitores-do-g1-escolhem-o-lobo-de-wall-street-como-favorito-ao-oscar.html
Leitores elegem 'O lobo de Wall Street' como favorito ao Oscar (Joel Ryan/Invision/AP)

Papa Francisco: casais separados não sejam condenados

Tema do divórcio é fonte de atritos na Igreja Católica.
Pontífice defendeu casamento como união de homem com mulher.

Da AFP/ G1
Criança chora ao ser entregue ao Papa Francisco nesta quarta-feira (26) no Vaticano (Foto: L'Osservatore Romano/AP)
Criança chora ao ser entregue ao Papa Francisco nesta quarta-feira (26) no Vaticano (Foto: L'Osservatore Romano/AP)
O Papa Francisco afirmou nesta sexta-feira (28) que os casais que fracassaram em manter o matrimônio não devem ser condenados, num momento em que a Igreja Católica está em pleno debate sobre os divorciados que voltaram a se casar.
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"Quando o amor fracassa, e fracassa muitas vezes, devemos sentir a dor desse fracasso, acompanhar a pessoa que tenha sentido o fracasso de seu amor", afirmou o Papa durante a missa diária que realiza no Vaticano.
"Não devemos condená-los! É preciso caminhar com eles!", afirmou Francisco.
"Devemos ficar perto dos irmãos e irmãs que sofreram o fracasso do amor em suas vidas", disse.
Francisco insistiu, ao mesmo tempo, na beleza do matrimônio cristão, da união de um homem com uma mulher, "a obra-prima da criação".
O tema dos divorciados que voltam a se casar é fonte de atritos dentro do Vaticano.
A questão principal se remete ao direito dos divorciados que voltam a contrair matrimônio de participar na parte mais sagrada da missa católica, a comunhão. Em conformidade com as regras atuais, isso é proibido, mas na prática essa exclusão não é aplicada.
Inúmeros casais em países ocidentais, assim como teólogos e bispos, pedem que essa regra seja modificada.
Em compensação, o cardeal alemão Ludwig Mueller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, afirmou que é impossível mudar as regras e que as pessoas devem deixar de pensar no casamento como "uma festa em uma igreja".

Julgamento do mensalão no STF


 

'Cristãos que vivem na incoerência causam muitos estragos', diz papa


Cidade do Vaticano – O cristão incoerente dá escândalo e o escândalo mata: são palavras muito fortes as que Papa Francisco falou nessa quinta-feira (27), durante a missa presidida em Santa Marta e durante a qual administrou o sacramento do Crisma. 

Quem recebe esse Sacramento, afirmou o Santo Padre, cujas palavras foram divulgadas pela Rádio Vaticano, "manifesta a vontade de ser cristão. Ser cristão significa dar testemunho de Jesus Cristo. Esta é a coerência de vida de um cristão". 

De outro modo, manifesta-se a incoerência e os cristãos "que vivem normalmente, todos os dias, na incoerência causam muitos estragos". "Se tu estás diante de um ateu e te diz que não acredita em Deus, tu podes lhe ler toda uma biblioteca onde se afirma que Deus existe e também provar que Deus existe, e ele não vai acreditar. Mas se tu, diante deste ateu - explicou papa Francisco - deres testemunho de coerência de vida cristã, algo começará a se mexer em seu coração. Será exatamente o testemunho teu o que incutirá nele essa inquietação sobre a qual trabalha o Espírito Santo. É uma graça que todos nós, toda a Igreja deve pedir: ´Senhor, que sejamos coerentes´". 

Portanto, concluiu o papa, é preciso rezar, "porque, para viver na coerência cristã, é necessária a oração, porque a coerência cristã é um dom de Deus e precisamos pedi-lo... Todos somos pecadores, todos, mas todos temos a capacidade de pedir perdão. E Ele nunca se cansa de nos perdoar! Ter a humildade de pedir perdão: ´Senhor, não fui coerente aqui. Perdão!´"

SIR

Operação Sombra: Jack Ryan


Título original: Jack Ryan: Shadow Recruit
Legendado
Baseado no personagem Jack Ryan, criado pelo autor campeão de vendas Tom Clancy, o filme é um suspense de ação contemporâneo que se passa nos dias atuais. A história original, escrita por David Koepp, acompanha o jovem Jack na medida em que ele descobre um complô terrorista financeiro.
País: Estados Unidos
Ano: 2014
Gênero: Ação
Classificação: 14
Direção: Kenneth Branagh
Elenco: Chris Pine, Keira Knightley, Kevin Costner, Kenneth Branagh, Colm Feore, Nonso Anozie, David Paymer, Gemma Chan, Karen David, Julisita Salcedo
Duração: 105 min.


Em cartaz

Opressão - Totó

Gonzaga Mota*

Sempre é importante lembrar atos e fatos históricos, como forma de compreender o presente e desenvolver ideias sobre o futuro, vez que mostram o homem no tempo e no espaço, bem como evidenciam os processos e eventos ocorridos no passado. 

Dentro deste prisma de referência, desejamos registrar ocorrências cruéis reveladas pelo filme “Doze Anos de Escravidão”. Ficamos perplexos pelas maldades e barbaridades feitas a seres humanos iguais a nós. Realmente, é inacreditável o que aconteceu em meados do século XIX, com destaque na região sul dos EUA.  

Os negros das oligarquias produtoras, principalmente, de cana-de-açúcar e algodão, viviam sob forte opressão em todos os aspectos. É um capítulo muito triste da história do mencionado País. O Brasil, representado por sua elite econômica, também praticou atos de tirania contra imigrantes africanos, usando-os em trabalhos escravos. Tanto lá como aqui, a dívida moral para com os afrodescendentes é impagável. No Brasil os movimentos pela abolição da escravatura e o fim do comércio de escravos começaram com a Conjunção Baiana (1798), intensificaram-se com a Independência, adquiriram relevância popular em meados do século XIX e em 13 de maio de 1888 a princesa Isabel assinou a Lei Áurea. 

Dentre os vários abolicionistas, merece destaque Joaquim Nabuco: “O verdadeiro patriotismo é o que concilia a pátria com a humanidade”. Que nós brasileiros olhemos para a abolição como um processo e não apenas como um ponto na história. A discriminação étnica é a forma mais repugnante de preconceito. Não ao racismo. 

*Integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, poeta, escritor, professor da UFC e ex-governador do Ceará

Odisseia de Chico - Totó

Gonzaga Mota*

Chico, homem bom e trabalhador, na roça lutava de sol a sol. Em casa, com a mulher e filhos, além de descansar e prosear, comia, com todos, farinha d’água com rapadura e bebia uma caneca de café. Voltava cabisbaixo a prosear, pensando em dias melhores para ele e sua família. 

Desejava abandonar a casa de taipa e procurar outro trabalho. O sertão não permitia que Maria, seus dois filhos, José e Ana, vivessem de forma justa. Resolveu partir para uma cidade grande. Maria e os filhos choraram. Foram consolados por ele, com a esperança de melhorarem de vida. Maria, além dos afazeres de casa, passou também a trabalhar na roça para sustentar José, com três anos e Ana, com apenas dois. 

Vida dura! Quanta saudade! Dizia Maria: com fé em São Francisco de Canindé e no Padim Ciço, Chico voltará para levar a gente. Maria pensava com o coração: a pior dor é a da saudade , longe da pessoa amada. A espera foi grande com final triste. Chico morreu trabalhando na construção de um prédio. Morreu com muita dignidade, porém vítima da injustiça dos homens. Lembrando os versos do poeta Patativa do Assaré e a voz sertaneja de Luiz Gonzaga, foi uma “Triste Partida”.  Pobre Chico, deixou a família desamparada e sem nenhuma perspectiva. 

A vida quase sempre é muito dolorosa. Maria e seus dois filhos fizeram as trouxas e se tornaram pedintes noutra cidade grande. Passaram fome, humilhação, por perseguição e poucos externavam o sentimento de solidariedade. Vida sem vida, cruel, desigual e sem esperança. Como disse o grande poeta nordestino Manuel Bandeira:  - Ah, como dói viver quando falta a esperança!

professor e escritor

*Integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, poeta, escritor, professor da UFC e ex-governador do Ceará

'Homem-Aranha' participará da Hora do Planeta

As estrelas do filme apagarão as luzes em 29 de março em Cingapura, como parte da Hora do Planeta.

Cingapura - As estrelas do filme "O Espetacular Homem-Aranha 2" apagarão as luzes em 29 de março em um bairro de Cingapura, como parte da Hora do Planeta, evento de conscientização sobre as mudanças climáticas. 

"O Homem-Aranha se unirá aos atores Andrew Garfield, Emma Stone e Jamie Foxx para ajudá-los a apagar as luzes na célebre Marina Bay de Cingapura", anunciou em um comunicado o Fundo Mundial para a Natureza (WWF). 

O WWF nomeou o Homem-Aranha embaixador da Earth Hour (Hora do Planeta). 

O nome da pessoa que interpretará o herói não foi revelado. 

"Ele virá com a mensagem que transmite no filme, de que com um grande poder existem grandes responsabilidades. E por meio dele tentamos dizer que qualquer um pode ser um super-herói e fazer a sua parte para mudar o planeta", disse Sourav Roy, porta-voz da ONG em Cingapura. 

O evento Hora do Planeta foi criado pelo WFF em 2007 na Austrália e desde então ganhou uma dimensão mundial. 

Em 2013, o Empire State Building de Nova York, a Torre Eiffel de Paris, o Kremlin de Moscou e o Cristo Redentor no Rio de Janeiro estavam entre os monumentos que apagaram as luzes durante uma hora. 

"O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro" estreia no Brasil no dia 1º de maio.
AFP

Eu também quero!

A noção feroz e embrutecida de "direitos ilimitados" deixa todo mundo furioso e vingativo.

Por Max Velati*

Há mais de um mês, venho ensaiando escrever aqui na Rota de Fuga sobre esse odor de raiva, esse cheiro de ódio visceral que paira no ar. Não falo só do Brasil. Falo da tensão na Argentina, da escalada de violência na Ucrânia, da lei abominável de Uganda, do Egito e dos confrontos na Venezuela, para citar apenas os destaques da semana. E falo também do Brasil, é claro.

Perambulando por aí, já ouvi de tudo: rumores de guerra civil, crise econômica sem precedentes a caminho, caos social prometido por grupos organizados ou desorganizados e crise de abastecimento de energia e água. Ouvi calado opiniões extremistas, ideias oportunistas, algumas análises sensatas e algumas poucas sugestões razoáveis... Ouvi de tudo e ouvi em silêncio respeitoso porque todo mundo tem o direito de dizer o que pensa. 

Cheguei a esboçar meu artigo nesse sentido, mas com mais perguntas do que respostas e acabei desistindo do texto, ao perceber que todo mundo que valia a pena ler estava escrevendo na mesma linha. Se, por um lado, me senti dispensado da tarefa, por outro, fiquei muito mais alarmado ao notar que meus temores mais sombrios se somavam aos temores de gente muito mais competente e muito mais bem informada do que eu.

Olhando ao redor, vendo os noticiários e lendo artigo após artigo sobre o Brasil de hoje, digo que há algo se formando no ar. Não tenho uma opinião política sobre o assunto. Minha opinião é filosófica, Humanista no sentido macro e eu digo que há algo em gestação. Minha opinião sobre isso também é realista, resultado de uma experiência pessoal vivendo algum tempo em um país em guerra. Seria muito bom se esse cheiro de enxofre que está no ar se dissipasse pacificamente, gentilmente, e aos poucos fosse dando lugar a um outro odor; um ar fresco, limpo, um cheiro adocicado e cítrico de acordos justos e entendimento. 

Seria muito bom se aprendêssemos serenamente o que outras nações mais antigas aprenderam duramente. Seria bom para o Brasil crescer sem ter que passar pelas provações de um conflito, sem ter que enfrentar os choques e a violência generalizada, sem ter que conhecer de perto as mesmas tragédias do Oriente, da Velha Europa e de nossos vizinhos próximos. Isso seria a vitória da prudência sobre a insensatez, o triunfo do jeitinho brasileiro finalmente na sua aplicação mais nobre.

Todos têm o direito de protestar. Todos. É muita ingenuidade acreditar que com o alcance da Internet e das redes sociais as pessoas não vão se organizar ao redor daquilo que pensam que merecem. É também ingenuidade pensar que o direito amplo e irrestrito de exigir e protestar não tem um custo. O custo disso é que mergulhamos num sistema de quedas de braço, impasses e sobretudo confrontos porque ninguém mais pensa em termos de deveres, só de direitos. É isso que provoca o cheiro de raiva que está no ar, esse odor destilado pela noção perversa de que “o mundo me deve tudo e eu quero tudo agora ou vou botar pra quebrar”. É a noção feroz e embrutecida de “direitos ilimitados” que deixa todo mundo furioso e vingativo em qualquer lado da questão, em qualquer arquibancada, em qualquer lado da lei.

É assustador pensar em uma sociedade onde ninguém precisa fazer nada que não queira ou goste, simplesmente porque pensa que é também um direito legítimo não querer e não gostar. É assustador pensar que a classe política, mais do que qualquer outra neste país, se julga com direitos ilimitados e dispensada de qualquer dever a não ser o dever de permanecer no poder.

Só para reflexão, proponho aqui, como uma alternativa filosófica, imaginarmos uma sociedade unida, não pela liberdade de reivindicar direitos, mas pela noção individual e coletiva de que tudo pode funcionar melhor com uma distribuição justa de deveres, tais como: o dever de todo mundo e cada um de respeitar o outro e isso inclui a opção sexual de cada um. O dever de todo mundo e cada um de respeitar o bem público, seja no uso das verbas ou na conservação na condição de usuário. Por fim, o dever de todo mundo e cada um de saber se todos os deveres estão sendo cumpridos para benefício de todos e de cada um.

É pedir muito, eu sei, mas tenho o direito de pedir o que eu quiser.

NOTA - Nesta sexta feira, o Dom Total recebe um novo articulista. David Paiva é um velho amigo e um escritor muito competente. Modesto demais para se apresentar devidamente, sei que pode até ficar chateado com esta nota, mas não poderia deixar de dar as boas- vindas a um grande amigo e uma caneta que representa um reforço importante para as nossas trincheiras.
*Max Velati trabalhou muitos anos em Publicidade, Jornalismo e publicou sob pseudônimos uma dezena de livros sobre Filosofia e História para o público juvenil. Atualmente, além da Literatura, é chargista de Economia da Folha de São Paulo.

Morre um comandante da revolução cubana

Huber Matos entrou com Castro em Havana, foi preso por vinte anos e líder opositor em Miami.

Por Mauricio Vicent* 

Entrou com Castro em Havana, esteve preso durante 20 anos e foi líder em Miami. Huber Matos foi de tudo na revolução cubana: chegou ao escalão mais alto na guerrilha de Fidel Castro e também foi líder na cadeia e no exílio em Miami. Desceu a Sierra Maestra como comandante e tomou a cidade de Santiago de Cuba em 1 de janeiro de 1959, entrando uma semana mais tarde em Havana como um herói ao lado de Camilo Cienfuegos e Castro.

Condenado por traição aos dez meses do triunfo revolucionário, cumpriu 20 anos de prisão em diversas cadeias da ilha, convertendo-se em um réu legendário. Ao sair da prisão e chegar em Miami, Matos fundou a organização anticastrista Cuba Independente e Democrática (CID),  que lutou pela saída de Castro, por bem ou por mal. Ontem, aos 94 anos, morreu de um infarto na capital do exílio cubano e até o último momento manteve suas posições radicais. Tanto pelo seu tom quanto pelo conteúdo, a voz de Matos no rádio de Miami era uma das que soavam mais fortes, até o extremo de que há alguns anos chegou a pedir aos militares cubanos para que fossem contra o Governo.

Huber Matos Benítez nasceu em 26 de novembro de 1918 no povoado de Yara, na antiga província do Oriente. Era o filho mais velho de um agricultor e de uma professora, o que lhe permitiu receber educação formal. Desde pequeno ajudou seu pai nas tarefas do campo e para escapar deste destino estudou Magistério. Se graduou na Escola Normal para Professores de Santiago de Cuba em 1940. Quatro anos mais tarde obteve um doutorado em Pedagogia na Universidade de Havana.

Revolucionário autêntico

Durante algum tempo, trabalhou em várias escolas rurais do leste do país, onde começou a adquirir consciência política. Aos 18, entrou para o Partido Revolucionário Autêntico e, em 1947, depois que Eddy Chibás fundou o Partido do Povo Cubano (Ortodoxo), militou nesta organização, à qual também pertencia Fidel Castro. Em 1950 foi nomeado vice-presidente do Magistério Nacional.

A vida de Cuba e de Huber Matos mudaram radicalmente com o golpe de Estado de Fulgêncio Batista, em 13 de março de 1952, a poucos meses das eleições nas quais Castro se apresentou como candidato ao Congresso pelo Partido Ortodoxo. Neste momento, Matos trabalhava como professor na Escola Normal para Professores de Manzanillo, uma das principais cidades da província de Oriente, onde ensinava educação Cívica e História.

Sua oposição à ditadura de Batista lhe levou ao exílio na Costa Rica em 1956, onde iniciou uma amizade com o presidente José Figueres. Quando Castro organizou a expedição do iate Granma e se fortaleceu na Sierra Maestra, Matos conseguiu preparar uma expedição com armas e voluntários e aterrissou com um avião nas montanhas de Cuba, unindo-se aos barbudos. Terminou a guerra como comandante, o posto mais alto da guerrilha, no comando da coluna 9 Antonio Guiteras.

Depois de tomar Santiago de Cuba e entrar triunfalmente em Havana no mesmo carro de Castro e Cienguegos, ocupou diversas responsabilidades até que foi designado chefe do Exército Rebelde na província de Camagüey.

Prisão e exílio

Desde o início, Matos se opôs à mudança radical da revolução e, quando percebeu que se inclinava ao socialismo e que membros do antigo partido comunista (o Partido Socialista Popular) entravam em instituições do Governo, escreveu uma carta pessoal a Castro renunciando seu cargo. "Não desejo me converter em um obstáculo para a revolução e acredito que, tendo que escolher entre acomodar-me às circunstâncias ou sair para não causar nenhum dano, o mais revolucionário para mim é ir embora…", dizia a carta, enviada ao líder cubano em 19 de outubro de 1959.

Matos acrescentou: "Se queremos que a revolução triunfe, que se fale aonde vamos e como vamos, que não se escutem tantas fofocas e intrigas, e que não se trate de conspirador nem de reacionário aqueles que com critério honrado exponham essas coisas". Apesar de Matos sempre ter afirmado que esta carta foi a verdadeira causa de sua prisão, Fidel Castro e seus seguidores disseram que na verdade ele preparava um levante em Camagüey e Camilo Cienfuegos foi enviado para prendê-lo ali. Huber Matos se entregou sem resistência e Cienfuegos, ao regressar à Havana, morreu em um acidente de avião pelo mal tempo.

O julgamento de Matos ocorreu em 11 de dezembro no antigo acampamento militar de Columbia e ali Castro interveio durante várias horas para acusar o seu antigo comandante de traição. Che Guevara e Raúl Castro eram partidários da pena de morte, mas Fidel Castro disse que se fizesse isso, Matos seria convertido em um "mártir". O tribunal lhe condenou a 20 anos de prisão, dos quais não teve perdão nem de uma hora.

No presídio fez várias greves de fome e denunciou que esteve anos isolado em uma cela, considerado um dos famosos presos "plantados", denominados assim por se negarem a vestir o uniforme do réu comum. Ao sair da prisão em 1979 foi morar na Costa Rica e posteriormente se mudou para Miami, onde fundou a organização Cuba Independente e Democrática, um dos grupos anticastristas que atacou com maior beligerância o regime de Fidel Castro nas últimas décadas e que apoiou a lei Helms-Burton, que estendeu o embargo norte-americano aos demais países que negociassem com Cuba, quando foi promulgada em 1996. Em 2001, ganhou o prêmio Comillas pelo seu livro de memórias Cómo llegó la noche (Como chegou a noite).
*Mauricio Vicent escreve para El País, onde este artigo foi publicado originalmente.

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

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