"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

http://domtotal.com/noticia/1136331/2017/03/espirito-de-sabedoria/
http://domtotal.com/noticia/1058840/2016/08/a-vida-e-vocacao/









Compartilhe:

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A voz de Deus

Padre Geovane Saraiva*
O absoluto de Deus é mistério e comunhão indizíveis, a partir de uma fé firme e segura. Como parte da família dos filhos de Deus, totalmente aberta e voltada ao mistério a nos envolver, lembro-me das palavras de Dom Helder: “Quando as palavras somem, quando os cuidados adormecem, quando nos entregamos, de verdade, nas mãos do Senhor, o grande silêncio nos mergulha na paz, na confiança, na alegria... E a voz de Deus se faz ouvir”. É a voz de Deus que nos leva a acreditar na Sua palavra, sempre criadora e vivificadora, caso a acolhamos com humildade, na certeza de contarmos com sua misteriosa presença.

Sua voz clama aos cristãos de hoje, dentro da comunidade dos batizados, assim como clamou e penetrou no coração do mundo no decorrer dos séculos em toda a sua plenitude. Voz de Deus muitas vezes no silêncio da noite, exemplo concreto de Deus falando a Samuel, numa profunda paz e sossego (cf. 1Sm 3, 3-10). Só mesmo a partir de um espírito aberto, tranquilo e calmo é possível ouvir, perceber e acolher a voz inspiradora de Deus. Jesus, na sua missão, andando de lugar em lugar, tinha palavras a desconcertar a muitos, porque chegava ao fundo do coração, tocando, lá no interior, a vida das pessoas, sensibilizando-as.

Nosso Deus é solidário e próximo de seu povo; é um Deus comunhão que quer de verdade entrar na vida daqueles que abraçam a fé, buscam respeito, acolhida e compreensão solidária. É claro que Deus não nos fala como falou a Samuel, chamando-o diversas vezes pelo nome. Fala-nos de diversos e variados modos e circunstâncias, manifestando sua santa vontade. Em muitas ocasiões é preciso contar com o socorro de pessoas generosas, no discernimento à vontade de Deus. Veja o exemplo do pequeno Samuel, dirigindo-se a Eli, como nos ensina o Livro Sagrado.

Nossas celebrações litúrgicas devem estar de acordo com o ensinamento da Mãe Igreja, longe de ser um espetáculo espiritual. Ao contrário, que ela conduza a um sincero e profundo envolvimento, levando as pessoas a mergulharem no sagrado, no próprio Deus. Convencidos de que a eucaristia alimenta nosso chamado e nossa missão, tornando mais claro e evidente os nossos passos, chamados a dar uma resposta ao infinito amor de Deus para conosco. Amém!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

Compartilhe:

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Colapsa o catolicismo na América Latina?

domtotal.com
Pesquisadora acredita que o desencanto é devido ao declínio da pobreza e ao surgimento de uma classe média mais individualista que se afasta das instituições.
A própria popularidade do Papa passa de 7.2 em 2013 a 6.8 na atualidade.
A própria popularidade do Papa passa de 7.2 em 2013 a 6.8 na atualidade. (Reprodução/ Periodista Digital)

Os países onde há mais pessoas que se declaram católicas são Paraguai (89%), México (80%), Equador (77%), Peru (74%), Colômbia (73%) e Bolívia (73%).

Abatido por numerosos escândalos de pedofilia, a Igreja Católica Latino-Americana sofre uma queda acentuada, que nem o Papa Francisco consegue parar, o primeiro Papa da Grande Patria. Os fiéis que fogem em debandadas do catolicismo vão às igrejas protestantes ou se lançam nos braços do agnosticismo e do ateísmo.

Até mesmo a imagem do Papa Francisco se deteriorou na América Latina, onde o catolicismo perdeu a fé diante do surgimento de alguns grupos religiosos evangélicos e de um processo acelerado de secularização, de acordo com um levantamento de Latinobarómetro apresentado no dia 12 de janeiro em Santiago do Chile.

O estudo mostra a evolução da religião em 18 países latino-americanos entre 1995 e 2017, e veio há alguns dias antes da visita que o pontífice faz ao Chile e ao Peru (15 a 21 de janeiro).

"O mais importante é a forte queda do catolicismo e o forte aumento daqueles que declaram que não têm religião, que são agnósticos ou ateus", disse a diretora do Latinobarómetro, Marta Lagos.

De acordo com o trabalho, os latino-americanos avaliam o Papa Francisco com 6,8, nota inferior aos 7,2 que recebeu em 2013, quando assumiu o cargo.

A média de 6,8 para a região supõe diferenças por país. Aqueles que dão uma melhor avaliação ao Pontífice são Paraguai (8.3), Brasil (8), Equador e Colômbia (7,5), enquanto Uruguai (5,9) e Chile (5,3) estão no outro extremo.

Ao filtrar as respostas de acordo com a religião professada pelos inquiridos, os católicos dão uma nota de 7.7 ao Papa, evangélicos 5.1 e ateus ou agnósticos 5.3.

Os países onde há mais pessoas que se declaram católicas são Paraguai (89%), México (80%), Equador (77%), Peru (74%), Colômbia (73%) e Bolívia (73%).

65% dos entrevistados nos 18 países da América Latina dizem que confiam na Igreja. As nações onde tem mais crédito são Honduras (78%), Paraguai (77%) e Guatemala (76%), enquanto no Chile apenas 36% dos cidadãos têm confiança na instituição.

De acordo com Marta Lagos, o ponto de ruptura no caso chileno é a condenação do abuso sexual contra o influente sacerdote Fernando Karadima, sentenciado pelo Vaticano em 2011.

Antes que o escândalo fosse descoberto, a confiança dos chilenos na Igreja Católica era de cerca de 60%, mas em 2011 caiu fortemente para 38%.

O número de latino-americanos que se declaram católicos caiu de forma constante durante as últimas duas décadas. Se, em 1995, os católicos representavam 80%, essa porcentagem caiu para 59% em 2017, de acordo com a pesquisa.

No outro extremo, existem sete nações onde a religião católica já representa menos da metade da população: República Dominicana (48%), Chile (45%), Guatemala (43%), Nicarágua (40%), El Salvador (39%), Uruguai (38%) e Honduras (37%).

Em países como Honduras e Guatemala, o declínio acentuado dos católicos está diretamente relacionado ao surgimento da religião evangélica, que se tornou o credo maioritário.

No Chile e no Uruguai, por outro lado, é explicado pelo aumento da população que não professa nenhuma religião, ateus ou agnósticos. No Uruguai, este grupo representa 41% dos cidadãos e no Chile 38%, de acordo com a pesquisa.

"Desta forma, dentro de dez anos, o número de países latino-americanos que terão a religião católica como a religião dominante será uma minoria", disse Marta Lagos.

A diretora do Latinobarómetro acredita que o desencanto geral com a religião católica na América Latina é devido ao declínio da pobreza e ao surgimento de uma classe média mais individualista que se afasta das instituições.

Marta Lagos destacou que a eleição de Francisco em 2013 teve um "efeito positivo" no catolicismo e tem o carisma necessário para recuperar uma parte da fé perdida.

Na opinião dela, as visitas que fez na região e a próxima viagem ao Chile e ao Peru refletem a preocupação do pontífice de restaurar a influência que a Igreja perdeu nos últimos anos.

 A pesquisa do Latinobarómetro incluiu entrevistas pessoais com 1.200 pessoas de países da América do Sul e México e 1.000 na América Central, com margem de erro entre 2,8 e 3%.


Periodista Digital - Tradução: Ramón Lara
Compartilhe:

Papa pede dignidade e reinserção em visita a presídio feminino no Chile

 domtotal.com
Em meio a aplausos emocionados de uma centena de detentas, o papa foi recebido no Centro Penitenciário Feminino de San Joaquín, no sul de Santiago.
Foto do gabinete de imprensa do Vaticano Osservatore Romano mostra o papa Francisco durante visita a presídio feminino San Joaquin, em Santiago
Foto do gabinete de imprensa do Vaticano Osservatore Romano mostra o papa Francisco durante visita a presídio feminino San Joaquin, em Santiago (OSSERVATORE ROMANO/AFP)
O papa Francisco fez um chamado a respeitar a dignidade e incentivar a reinserção de mulheres presas, durante uma emotiva visita, nesta terça-feira (16), a um presídio feminino em Santiago, Chile.

Em meio a aplausos emocionados de uma centena de detentas, o papa foi recebido no Centro Penitenciário Feminino de San Joaquín, no sul de Santiago.

"Ser privadas de liberdade não é o mesmo que estar privado de dignidade. Não se toca na dignidade de ninguém - se cuida, se custodia, se acaricia. Ninguém pode ser privado da dignidade", disse Francisco, em um dos discursos mais emotivos de sua visita ao Chile.

O pontífice pediu que as detentas sempre se lembrem de que são pessoas e "não um número", para evitar que a esperança desapareça de seus corações.

Francisco também destacou os programas de reinserção social para as presas, encorajando-as a aproveitar esta possibilidade, que significa a esperança de sair da situação em que vivem.

"Uma condenação sem futuro não é uma condenação humana, é uma tortura. Qualquer pena que se cumpre para pagar uma dívida com a sociedade tem que ter horizonte, o horizonte de se reinserir. Exijam isso a vocês mesmas e à sociedade", afirmou o papa.

O pontífice esteve acompanhado pela presidente, a socialista Michelle Bachelet, que em várias ocasiões aplaudiu seu emotivo discurso.


AFP
Compartilhe:

TRF4 Está ‘Emparedado’ Com Provas Apresentas Pela A Defesa De Lula; SAIBA!

Por Redação Click Política  Em 17 jan, 2018


O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, apresentou ao TRF4 novos documentos que comprovam que a OAS é dona do triplex do Guarujá, no processo em que Lula é acusado de ter recebido vantagens da empreiteira.


A defesa enviou ao tribunal o termo da penhora determinada pela juíza Luciana Correa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, dos bens da OAS. Na penhora, um dos ativos penhorados é justamente o imóvel que a Lava Jato diz que pertence ao ex-presidente.

Confira aqui o documento e abaixo a nota da defesa:

Leia Também
LULA DISPARA! Querem transformar o Brasil no Caldeirão do Huck;…
17 jan, 2018
MAIS UMA ARMAÇÃO? Globo diz que identificou os autores que fizeram…
16 jan, 2018
Defesa apresenta ao TRF4 documentos novos reforçando que a OAS é a proprietária do tríplex

Na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva levamos hoje (16/1) aos autos da Ação Penal nº 5046512-94.2016.4.04.7000, em trâmite perante o Tribunal Regional Federal da 4ª. Região, decisão proferida em 04/12/2017 pelo Juízo da 2ª Vara de Execução e Títulos do Distrito Federal, nos autos do processo nº 2016.01.1.087371-5 (Execução de Titulo Extrajudicial), em 04.12.2017, determinando a penhora do apartamento 164-A do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP) para satisfação de dívida da OAS.

Foram anexadas à petição o termo de penhora e, ainda, matrícula atualizada do Cartório de Registro de Imóveis do Guarujá onde já consta certidão sobre a penhora realizada no citado apartamento tríplex, reforçando que a propriedade do imóvel não apenas pertence à OAS Empreendimentos — e não ao ex-Presidente Lula —, como também que ele responde por dívidas dessa empresa na Justiça.

Esses novos documentos, que devem ser levados em consideração no julgamento do recurso de apelação que será realizado no próximo dia 24, nos termos do artigo 231 do Código de Processo Penal, confirmam: (i) que a OAS sempre foi e continua sendo a proprietária desse apartamento tríplex; (ii) que além de a OAS se comportar como proprietária, envolvendo o apartamento em operações financeiras com fundos da Caixa Econômica Federal, agora o apartamento também está respondendo pelas dívidas da mesma OAS por determinação judicial e, ainda, (iii) que tais fatos são incompatíveis com a sentença proferida em 12/07 pelo juízo da 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba ao afirmar que a propriedade do imóvel teria sido “atribuída” a Lula.

Compartilhe:

Um homem comum, com esposa, filhos e… os estigmas da Paixão de Cristo!

Per gentile concessione dell'Associazione per la Causa di Canonizzazione di Irving "Francis" Houle | Facebook

Irving "Francis" Houle: as chagas de Jesus Crucificado, experimentadas em carne própria

Alguns santos puderam sentir literalmente em carne própria o sofrimento de Cristo na Cruz, como São Francisco de Assis, Santa Catarina de Siena e, mais perto da nossa época, o santo Padre Pio. Todos eles receberam o dom misterioso, doloroso e fascinante dos estigmas da Paixão.
Essa lista, porém, também traz um homem como nós: Irving “Francis” Houle, um pai de família dos Estados Unidos.
Irving Francis Houle - Reprodução
Irving nasceu em 1925, numa família católica de sete filhos, que rezava o terço todos os dias durante a Quaresma e fazia a Via Crúcis todos os domingos depois da Missa. À parte a devota vida espiritual, sua vida era a típica classe média do meio-oeste americano.
O jovem se formou no ensino médio em 1944, em plena fúria da Segunda Guerra Mundial, e, no dia seguinte à formatura, entrou no exército. Foi servir na Europa, na África e no Oriente Médio. Recebeu medalhas de reconhecimento e boa conduta. Retornou à sua casa em 1946, já terminada a guerra.
Seguindo o exemplo paterno de coerência e espontaneidade com a própria identidade de jovem católico, Irving se casou com Gail LaChapelle em 1948. Tiveram cinco filhos: Stephen, Peter, John e os gêmeos Matthew e Margo. Enquanto trabalhava para criar a família no norte do Michigan, Irving continuou ativo como paroquiano e membro dos Cavaleiros de Colombo.
Ele tinha 67 anos quando, na Sexta-Feira Santa de 1993, os estigmas começaram a se manifestar. Irving contou a um de seus irmãos e ao padre Robert Fox que Jesus lhe aparecera na Quarta-Feira de Cinzas daquela mesma Quaresma e dissera:
“Estou tirando as tuas mãos e te dando as minhas… Toca-as”.
Na Sexta-Feira Santa, o inchaço que tinha ficado cada vez mais notável nas suas mãos se abriu e começou a sangrar.
Walter Casey, um policial aposentado a quem o bispo pedira que acompanhasse Irving em todos os momentos, explicou que, da meia-noite às 3 da manhã, durante 365 dias por ano, o amigo sofria as chagas da Paixão de Cristo. Irving chegou a lhe dizer que Nossa Senhora o tinha visitado 19 vezes e afirmado que traria muita gente até ele e o levaria também a muita gente.
Estima-se, de fato, que Irving tenha orado individualmente por mais de 100 mil pessoas – que iam até ele e esperavam horas para, entre lágrimas e choros de emoção, vê-lo, tocá-lo e beijar as suas mãos, que ele estendia sobre as pessoas por quem rezava.
Irving Francis Houle - Reprodução
Irving “Francis” Houle nunca buscou atenção pessoal, doações ou apoio financeiro. Era inflexível em atribuir toda cura a Deus e em dizer que ninguém devia olhar para ele, mas para Cristo como a verdadeira causa de quaisquer graças, físicas ou espirituais.
Ele faleceu no primeiro sábado de 2009, aos 83 anos. Fazia mais de quinze que sofria os estigmas de Cristo. Aliás, é um dos poucos leigos ao longo da história da Igreja que viveram na própria carne este fenômeno místico dolorosíssimo, impactante e inexplicável.
Dois bispos da diocese de Marquette, no Michigan, dom James H. Garland e dom Alexander K. Sample, não encontraram qualquer irregularidade na atividade de Houle e deram a ele a sua bênção. Atualmente está em curso a sua causa de beatificação.
Irving Francis Houle - Reprodução
Houle escreveu a seguinte oração:
Oh, meu Jesus!
Meu coração pesa tanto!
O que Tu carregas é pesado demais para mim.
Deixa-me, Jesus meu, carregar um pouco a Tua cruz, só para saberes que eu me importo.
Olha para mim, Senhor amado, com os olhos da Tua misericórdia.
Que a Tuas mãos curadoras estejam sobre mim.
Se for a Tua vontade, dá-me saúde, força e paz.
Amém.
https://pt.aleteia.org/2018/01/16/um-homem-comum-com-esposa-filhos-e-os-estigmas-da-paixao-de-cristo/ 
Compartilhe:

Chile: Papa encontrou-se com vítimas de abusos sexuais por membros do clero

Jan 17, 2018 - 1:12

Chile: Papa encontrou-se com vítimas de abusos sexuais por membros do clero
Chile: Papa encontrou-se com vítimas de abusos sexuais por membros do clero

Francisco «escutou-os, rezou e chorou com eles», disse o porta-voz do Vaticano

Santiago, 17 jan 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco encontrou-se esta terça-feira com vítimas de abusos sexuais por membros do clero na Nunciatura Apostólica em Santiago do Chile, “escutou-os, rezou e chorou com eles”, disse o porta-voz do Vaticano aos jornalistas.

“O Santo Padre reuniu-se na Nunciatura Apostólica de Santiago do Chile, após o almoço, com um pequeno grupo de vítimas de abusos sexuais por parte de sacerdotes. O encontro decorreu de forma estritamente privada e não havia mais ninguém presente: apenas o Papa e as vítimas. Deste modo, puderam contar os seus sofrimentos ao Papa Francisco, que os escutou, rezou e chorou com eles”, disse Greg Burke, citado pela Rádio Renascença.

No primeiro dia de encontros e discursos do Papa no Chile, Francisco referiu-se duas vezes aos casos de abusos por parte de membro do clero, expressando a sua “vergonha” e sugerindo a “valentia de pedir perdão” pelo mal e sofrimento causado sobre as vitimas e suas famílias.

“Não posso deixar de manifestar a dor e a vergonha que sinto pelo dano irreparável causado às crianças por ministros da Igreja. Quero unir-me aos meus irmãos no episcopado, porque é justo pedir perdão e apoiar com todas as forças as vítimas, ao mesmo tempo que nos empenhamos para que não se torne a repetir”, afirmou no primeiro discurso em solo chileno, no Palácio da Moneda, diante das autoridades, sociedade civil e corpo diplomático.

Depois, no encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas, na Catedral de Santiago, o Papa disse conhecer a “dor que que provocaram os casos de abusos sobre menores de idade” e a “dor pelo dano e sofrimento das vítimas e suas famílias, que viram traída a confiança que tinham colocado nos ministros da Igreja”.

“convido-vos a que peçamos a Deus que nos dê a lucidez de chamar a realidade pelo seu nome, a valentia de pedir perdão e a capacidade de aprender a escutar o que Ele nos está a dizer e a não permanecer na desolação”, acrescentou o Papa.

PR
Compartilhe:

Açores: Descentralização pastoral, formação e corresponsabilização laical são apostas do bispo de Angra

Jan 17, 2018 - 9:26
Açores: Descentralização pastoral, formação e corresponsabilização laical são apostas do bispo de AngraD. João Lavrador chegou aos Açores em 2015 e é bispo residencial desde 15 de março de 2016

Lisboa, 16 jan 2018 (Ecclesia) – O bispo de Angra disse em entrevista à Agência ECCLESIA que a formação e a criação de quatro vigararias, que contribuíram para a dinamização e coordenação pastoral, foram duas apostas do trabalho desenvolvido nos Açores nos últimos dois anos.

“A reorganização da diocese está relacionada com a realidade que vamos vendo. De Santa Maria às Flores é a mesma distância que de Caminha até Faro. É uma distância enorme para poder estar presente, ajudar e dinamizar”, contextualizou D. João Lavrador em entrevista à Agência ECCLESIA.

O bispo diocesano explicou que chegaram à conclusão que era necessária uma “instituição intermédia” que ajudasse a “mobilizar, para dar ânimo, força, coordenação” entre o ouvidor (arcipreste) e os serviços centrais da diocese.

D.João Lavrador acrescentou também que as vigararias têm outra finalidade importante, uma vez que “o vigário episcopal” passa a pertencer a “um conselho que ajuda o bispo no trabalho da diocese e nas decisões que tem de tomar”.

“É importante” que o bispo, nas suas decisões, “não apenas as que toma esporadicamente”, tenha um conselho que o ajude a fazer, dentro do conceito que o concílio oferece hoje, acrescentou.

O bispo diocesano sublinha que os vigários episcopais descentralizam e ajudam muito à dinamização pastoral do prelado, até pela situação “muito prática” deste ter de estar num sítio e não poder deslocar-se.

“Tenho de ter alguém que com jurisdição possa fazê-lo. O vigário episcopal é fundamental”, observa.

Para além das três vigararias territoriais – a oriente, a ocidente e no centro – foi criada também uma vigararia para formação que foi uma necessidade identificada logo que o prelado chegou à Diocese de Angra.

“Disseram que se precisava implementar um itinerário de formação; Achei interessante e que o vigário seria uma figura importante. Foi aprovado praticamente por unanimidade e não levantou dificuldade porque era reclamado por todas as estruturas da diocese”, desenvolveu.

No âmbito da formação “do povo de Deus” o bispo de Angra quer mobilizar a diocese para uma “promoção” dos diversos ministérios, sobretudo, o diaconado permanente cuja formação pode ser realizada nos cursos de Teologia ou, “em algumas circunstâncias, no Instituto Católico da Cultura”, recentemente reativado nos Açores.

A responsabilização laical por D. João Lavrador é visível, por exemplo, nos quatro leigos que nomeou para serviços diocesanos, afinal, “deve ser entregue tudo” que não implica a presença do sacerdote “enquanto ministério sacerdotal”.

Por enquanto, esta partilha faz-se no setor da Pastoral da Família e Laicado, na Pastoral Social, na Direção Diocesana da Associação de Médicos Católicos e houve uma aposta na continuidade na área dos Bens Culturais.

“Há diversas áreas na vida diocesana que podem ser os leigos a liderar”, sublinha o prelado que já disse aos sacerdotes que “gostaria muito” que fossem preparando leigos para “assumirem responsabilidade que lhes toca”

D. João Lavrador sente-se açoriano nos Açores “e na diáspora” onde a Diocese de Angra tem muitos fiéis, nomeadamente, no continente americano; Atualmente, está programado ir a Toronto, no Canadá, depois de ter visitado a Califórnia, Nova Inglaterra e a zona da costa dos Estados Unidos da América.

“Procurei estar com o mesmo espírito e partilhar com eles tradições, a sua religiosidade, naturalmente, ouvi-los, escutá-los, partilhar as suas alegrias, esperanças e dificuldades”, explicou o bispo de Angra.

PR/CB
Compartilhe:

Papa Francisco aos chilenos: Vocês são peritos em se levantar após tantas derrocadas

Papa Francisco durante a Missa no Parque O'Higgins / 
Foto: David Ramos (ACIPrensa)

SANTIAGO, 16 Jan. 18 / 12:45 pm (ACI).- Na primeira Missa celebrada no Chile nesta sua 22ª viagem internacional, o Papa Francisco convocou os chilenos a serem construtores da paz, impelidos pelas Bem-aventuranças, ressaltando que este povo é “perito” em “reconstruções e novos inícios”.

O Santo Padre chegou ao Chile na segunda-feira, 15 de janeiro, e permanecerá no país até a próxima quinta-feira, 18 de janeiro. Hoje, após o encontro com as autoridades locais, presidiu uma multitudinária Missa no Parque O’Higgins.

Ao refletir sobre as Bem-aventuranças, o Santo Padre pontuou que estas “nascem do coração compassivo de Jesus, que se encontra com o coração de homens e mulheres que desejam e anseiam por uma vida feliz”, que “conhecem o sofrimento”, mas “conhecem ainda mais a tenacidade e a luta para continuar para diante; conhecem ainda mais o reconstruir e o recomeçar”.

“Como é perito o coração chileno em reconstruções e novos inícios! Como vós sois peritos em levantar-vos depois de tantas derrocadas! A este coração, faz apelo Jesus; para este coração são as Bem-aventuranças!”, afirmou.

Francisco ressaltou que “faz bem pensar que Jesus, desde Cerro Renca ou de Puntilla, nos vem dizer: ‘Bem-aventurados...’ Sim, bem-aventurado tu… e tu…, bem-aventurados vós que vos deixais contagiar pelo Espírito de Deus, lutando e trabalhando por este novo dia, por este novo Chile, porque vosso será o reino do Céu”.

O Santo Padre recordou que ao encontrar as multidões, “a primeira atitude de Jesus é ver, fixar o rosto dos seus”, e essas pessoas, por sua vez, “encontram, no olhar de Jesus, o eco das suas buscas e aspirações”.

“De tal encontro, nasce este elenco de Bem-aventuranças, o horizonte para o qual somos convidados e desafiados a caminhar”, indicou.

“As Bem-aventuranças – assinalou o Papa – não nascem de atitudes de crítica fácil nem do ‘palavreado barato’ daqueles que julgam saber tudo, mas não se querem comprometer com nada nem com ninguém, acabando assim por bloquear toda a possibilidade de gerar processos de transformação e reconstrução nas nossas comunidades, na nossa vida”.

Pelo contrário, “nascem do coração misericordioso, que não se cansa de esperar”. Assim, quando proclama as Bem-aventuranças, Jesus “vem sacudir aquela prostração negativa chamada resignação que nos faz crer que se pode viver melhor se evitarmos os problemas, se fugirmos dos outros, se nos escondermos ou fecharmos nas nossas comodidades, se nos adormentarmos num consumismo tranquilizador”.

Diante da resignação, destacou Francisco, “Jesus nos diz: bem-aventurados aqueles que se comprometem em prol da reconciliação. Felizes aqueles que são capazes de sujar as mãos e trabalhar para que outros vivam em paz”.

“Desta forma, a bem-aventurança faz-nos artífices de paz; convida a empenhar-nos para que o espírito da reconciliação ganhe espaço entre nós”, acrescentou.

Em seguida, o Pontífice indicou que “a única maneira que temos para tecer um futuro de paz” é “semear a paz à força de proximidade, de vizinhança; à força de sair de casa e observar os rostos, de ir ao encontro de quem se encontra em dificuldade, de quem não foi tratado como pessoa, como um digno filho desta terra”.

Quem trabalha pela paz, segundo Francisco, “sabe que muitas vezes é necessário superar mesquinhezes e ambições, grandes ou subtis, que nascem da pretensão de crescer e ‘tornar-se famoso’, de ganhar prestígio à custa dos outros”.

E, citando o santo chileno Alberto Hurtado, recordou que “está muito bem não fazer o mal, mas está muito mal não fazer o bem”.

“Construir a paz é um processo que nos congrega, estimulando a nossa criatividade para criar relações capazes de ver no meu vizinho, não um estranho ou um desconhecido, mas um filho desta terra”, concluiu.
Compartilhe:

Hoje é celebrado Santo Antão, ilustre pai dos monges cristãos

Por Abel Camasca


REDAÇÃO CENTRAL, 17 Jan. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 17 de janeiro, celebra-se a festa de Santo Antão, também conhecido como Santo Antônio Abade, ilustre pai dos monges cristãos e modelo de espiritualidade ascética.


Seu nome significa “florescente". Nasceu no Egito, por volta do ano 250, de pais camponeses e ricos. Em uma Missa ressoaram nele as palavras de Jesus: “Se quer ser perfeito, vai, vende tudo o que tem e dá aos pobres”.

Quando seus pais morreram tinha cerca de 20 anos. Repartiu seus bens entre os pobres e foi fazer penitência no deserto. Ali, passou a ter uma vida de eremita e, mais tarde, viveu junto a um cemitério, refletindo neste tempo sobre a vida de Jesus, que venceu a morte.


“Fazia trabalho manual pois tinha ouvido que ‘o que não quer trabalhar não tem direito de comer" (2 Ts 3,10). "Do que recebia guardava algo para sua manutenção e o resto dava-o aos pobres”, afirma Santo Atanásio na biografia que escreveu sobre o santo.

Organizou comunidades de oração e trabalho. Entretanto, optou, novamente, por ir ao deserto, onde integrou sua vida solitária com a direção e organização de um grupo de eremitas que se encontravam nessa área.

Assim, Santo Antão se tornou um dos iniciadores das comunidades de monges na história do cristianismo, que logo foram se expandindo por todo o mundo e que seguem existindo atualmente.

Junto com o Bispo Santo Atanásio, defendeu a fé contra o arianismo, uma heresia que negava a divindade de Jesus Cristo. Além disso, segundo São Jerônimo, o abade Santo Antão foi amigo de São Paulo, o eremita.

“Orava constantemente, tendo aprendido que devemos orar em privado sem cessar. Além disso, estava tão atento à leitura da Sagrada Escritura, que nada se lhe escapava: retinha tudo, e assim sua memória lhe servia de livros”, destaca Santo Atanásio.

“Todos os aldeões e os monges com os quais estava unido viram que classe de homem era ele e o chamavam ‘o amigo de Deus’, amando-o como filho ou irmão”, acrescenta.

Santo Antão partiu para a Casa do Pai por volta do ano 356, no monte Colzim, perto do Mar Vermelho. É considerado também padroeiro dos tecelões de cestas, fabricantes de pincéis, cemitérios e açougueiros.
Compartilhe:

Pe. Geovane Saraiva

Pe. Geovane Saraiva

POSTAGENS POPULARES

SIGA-ME

Siga por e-mail

Tecnologia do Blogger.
Copyright © F.G. Saraiva | Powered by Blogger
Design by SimpleWpThemes | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com